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Para 95% dos alunos brasileiros, acesso a internet é direito básico da humanidade

A porcentagem nacional foi a maior dentro dos quatro países onde o estudo da Pearson foi conduzido

Redação
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Prostock Studio/Getty Images

Acessibilidade


A Pearson, empresa mundial de avaliação de aprendizagem, divulgou nesta semana os resultados da primeira parte da Global Learner Survey 2021, pesquisa anual que busca entender as últimas percepções e expectativas de pais e alunos sobre a educação. Dividido em capítulos temáticos, o primeiro levantamento abordou os impactos da pandemia da Covid-19 para a sala de aula.

Foram ouvidos cerca de 2.000 estudantes, entre 11 e 17 anos, e 4.000 familiares de países como o Brasil, a China, o Reino Unido e os Estados Unidos. Os resultados são representativos da população com acesso à internet em cada país, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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De modo geral, o estudo mostra que foi possível colher alguns fatores positivos dentro do sistema remoto de ensino. De acordo com os dados, 67% dos estudantes universitários brasileiros, por exemplo, afirmam que nunca valorizaram tanto a educação como agora. Além disso, eles também confirmaram o desenvolvimento de novas habilidades tecnológicas e digitais, bem como uma maior capacidade de adaptação, flexibilidade e automotivação.

Já entre os pais brasileiros, 90% disseram que foram mais participativos no processo de aprendizagem dos filhos, enquanto 97% acreditam que esse comportamento ativo perdurará depois da pandemia. O estudo também mostra que 87% das famílias esperam que os acontecimentos do último ano aumentem o interesse das crianças e jovens por temas sociais como educação, saúde, equidade racial e mudanças climáticas.

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Outro ponto que ganhou a atenção durante as aulas remotas foi o acesso a ferramentas digitais. Dentro disso, 97% dos pais e 95% dos estudantes brasileiros acreditam que a pandemia mostrou que o acesso à internet é um direito básico da humanidade, a maior porcentagem dentro dos quatro países onde o estudo foi conduzido. Já no âmbito global, 90% dos pais e 92% dos alunos afirmaram que os governos deveriam se empenhar para facilitar o acesso a esses serviços.

Em relação aos pontos negativos percebidos pelo público da pesquisa, 81% dos estudantes afirmaram que o processo de aprendizagem tem sido uma fonte significativa de estresse e ansiedade. O mesmo é percebido pelos pais, já que 79% se diz preocupado com a saúde mental dos filhos, ao mesmo tempo que 78% esperam que as novas gerações se tornem mais resilientes depois dessa experiência.

Além disso, a pandemia também acabou afetando a escolha dos jovens em relação ao futuro e a carreira. 56% dos estudantes universitários dos quatro países reconsideraram suas opções de trabalho e estudos, sendo que 45% decidiu considerar uma profissão ligada à saúde ou à ciência.


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