Agência meteorológica da ONU alerta sobre crise hídrica se não houver reformas urgentes

Constatou-se que 107 países permanecem fora do caminho para uma meta de gestão sustentável de seus recursos hídricos até 2030.

Redação
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REUTERS/Mike Hutchings
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Constatou-se que 107 países permanecem fora do caminho para uma meta de gestão sustentável de seus recursos hídricos até 2030

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A gestão global dos recursos hídricos é “fragmentada e inadequada” e os países devem adotar com urgência reformas para aumentar o financiamento e impulsionar a cooperação em sistemas de alerta de emergência antes de uma crise iminente, segundo a agência meteorológica da ONU afirmou hoje (5).

As mudanças climáticas devem aumentar os riscos relacionados à água, como secas e inundações, enquanto o número de pessoas que vivem com estresse hídrico deve aumentar devido à crescente escassez e ao crescimento populacional, alertou o relatório.

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“Precisamos acordar para a iminente crise da água”, disse Petteri Taalas, secretário-geral da OMN (Organização Meteorológica Mundial) das Nações Unidas.

No texto “O estado dos serviços climáticos 2021: água”, uma colaboração entre a OMM, organizações internacionais, agências de desenvolvimento e instituições científicas, estima que o número de pessoas com acesso inadequado à água chegará a 5 bilhões em 2050, ante 3,6 bilhões em 2018.

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A cooperação pede mais financiamento e ações urgentes para melhorar a gestão cooperativa da água, mencionando a necessidade de melhores sistemas de alerta de enchentes na Ásia e sistemas de alerta de seca na África.

Apesar de alguns avanços recentes, constatou-se que 107 países permanecem fora do caminho para uma meta de gestão sustentável de seus recursos hídricos até 2030.

“Cerca de 60% dos serviços meteorológicos e hidrológicos nacionais – os órgãos públicos nacionais encarregados de fornecer informações hidrológicas básicas e serviços de alerta ao governo, ao público e ao setor privado – carecem de todas as capacidades necessárias para fornecer serviços climáticos para a água”, segundo o relatório.

Taalas afirmou em uma coletiva de imprensa que essas “grandes lacunas” nos dados eram piores na Ásia Central, na África e entre os Estados insulares.

Em alguns casos, ele explicou que as lacunas de informação podem ser mortais, como quando o Zimbábue abriu as suas barragens durante o Ciclone Idai em 2019, que exacerbou as inundações em Moçambique. “Este foi um exemplo em que uma melhor coordenação entre o Zimbábue e Moçambique teria evitado vítimas”, disse.

No geral, mais de 300 mil pessoas morreram por inundações e mais de 700 mil por secas e seu impacto na produção de alimentos, informou a OMM. (com Reuters)

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