Brasil receberá US$ 10 bilhões em mercado de carbono, diz ministro do Meio Ambiente

Os recursos, explicou, serão destinados a projetos de energia renovável e agricultura sustentável.

Redação
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Adriano Machado/Reuters
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Ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite

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O governo brasileiro estima que o país pode se beneficiar com US$ 10 bilhões dos US$ 50 bilhões que deve ser levantado no novo mercado global de carbono, e uma reunião internacional sobre o tema deve ser realizada em fevereiro, no Rio de Janeiro, disse o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, hoje (22).

Em entrevista para fazer um balanço da participação brasileira na cúpula do clima COP26, realizada em Glasgow, Leite afirmou Brasil será o maior beneficiário individual do novo mercado de carbono com a exportação para países poluidores.

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Os recursos, explicou, serão destinados a projetos de energia renovável e agricultura sustentável e outras ações voltadas para proteção do clima que, hoje, não são economicamente viáveis e, por isso, têm dificuldades de obter financiamento.

Ao contrário do otimismo com o mercado de carbono, o ministro disse que o resultado das negociações políticas para o financiamento de ações de mitigação para os impactos da mudança climática foi uma grande frustração.

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“Houve uma gigantesca frustração global em relação ao financiamento. Os países desenvolvidos não se preparam para essa conferência. Principalmente o G7 (sete países mais ricos) não fizeram sua lição de casa para realmente colocar um volume robusto de financiamento além dos US$ 100 bilhões previsto”, disse Leite.

A expectativa dos países em desenvolvimento era de um aumento considerável no valor previsto para o financiamento de ações de mitigação e ações sustentável, o que não aconteceu. O valor acordado, de US$ 100 bilhões, foi o mesmo de conferências anteriores e é considerado insuficiente por pesquisadores e pelos países para realmente ter um impacto nas ações necessárias. (Com Reuters)

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