COP26: Novo esboço do acordo pressiona por mais ação pelo clima, mas faz concessões

Embora mantenha a exigência central de que os países apresentem promessas climáticas mais rigorosas no ano que vem, o esboço usa uma linguagem mais branda.

Redação
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Phil Noble/Reuters
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Embora mantenha a exigência central de que os países apresentem promessas climáticas mais rigorosas no ano que vem, o esboço usa uma linguagem mais branda

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Um novo esboço de acordo elaborado para o último dia programado da conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU) em Glasgow, nesta sexta-feira (12), pressiona os países a serem mais ambiciosos em seus planos para enfrentar o aquecimento global, mas também tenta equilibrar as exigências de nações em desenvolvimento e mais ricas.

Embora mantenha a exigência central de que os países apresentem promessas climáticas mais rigorosas no ano que vem, o esboço usa uma linguagem mais branda do que um anterior ao pedir às nações que eliminem gradualmente os subsídios aos combustíveis fósseis, que são a principal causa humana do aquecimento global.

Para aumentar a pressão por um acordo forte, manifestantes planejavam se reunir diante da sede da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021 (COP26), onde ativistas penduraram faixas com mensagens implorando aos delegados que protejam a Terra. De madrugada, ativistas esvaziaram os pneus de veículos de luxo estacionados pela cidade escocesa.

A conferência começou com uma meta central: manter vivo o objetivo almejado pelo Acordo de Paris de 2015 de limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais, evitando assim os piores impactos da mudança climática.

Segundo os atuais compromissos nacionais de corte de emissões para esta década, pesquisadores dizem que a temperatura mundial crescerá muito acima deste limite, desencadeando elevações do nível dos mares, inundações, secas, incêndios florestais e tempestades catastróficos.

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Embora exista pouca esperança de novas promessas para preencher esta lacuna nos últimos dias das conversas, os negociadores estão tentando estabelecer novas exigências para aumentar os compromissos no futuro, com sorte rápido o suficiente para se manter a meta de 1,5ºC ao alcance.

O novo esboço é um ato de equilibrismo, já que tenta incluir as exigências tanto das nações vulneráveis ao clima quanto das grandes economias dependentes dos combustíveis fósseis.

A preservação de um compromisso de que os países atualizem suas metas climáticas em 2022 será bem recebida por nações mais pobres, que querem mais ações de combate ao agravamento das inundações, dos incêndios florestais e da elevação do nível dos mares.

Mas ela veio em uma linguagem mais suave do que a de um texto anterior e não ofereceu a análise anual contínua pela qual alguns países em desenvolvimento pressionaram, e à qual os Estados Unidos em particular se opuseram.

Um acordo final exigirá o consentimento unânime dos quase 200 países que assinaram o Acordo de Paris.

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