Edu Lyra, da Gerando Falcões, quer unir favela e Faria Lima

O Favela Beta, lançado hoje (30), pretende fazer a ponte com startups e grandes empresas para inovar e resolver problemas comuns às favelas

Fabiana Correa
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O Favela Beta deve ser também um gerador de renda e emprego já que os moradores serão os envolvidos na produção das startups envolvidas

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Edu Lyra quer levar a favela para o mundo, mas antes vai passar pela Faria Lima e pelo Vale do Silício. O empreendedor social (e Forbes Under 30 em 2014), tem a consultoria gigante Accenture, parceira em outros projetos, como apoio no Favela Beta, lançado hoje (30), que pretende fazer a ponte com startups e grandes empresas para inovar e resolver problemas comuns às favelas. A ideia é unir empreendedores da favela com empresas que atuam no mercado para acelerar a inovação.

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Focado em ESG, o projeto vai começar pelo “E”, de environment (meio ambiente) com foco em problemas como tratamento de água e esgoto com fossas ecológicas e biodigestores produzidos por moradores. A BRK Ambiental, de saneamento, será a primeira parceira. Mas o projeto não deve ser aplicado apenas dentro das comunidades. “A ideia é criar sistemas inovadores com a favela e não para a favela”, diz Edu Lyra.

Quando se fala em ESG, são US$ 53 trilhões de investimentos prospectados para 2025, dos quais apenas R$ 7 bilhões em ativos virão para os fundos de ESG brasileiros. “Incluir a inovação da favela, que é a maior startup brasileira, nos planos das empresas pode mudar esse quadro”, diz Edu.

O Favela Beta deve ser também um gerador de renda e emprego já que os moradores serão os envolvidos na produção das startups envolvidas. “Será uma oportunidade de levar soluções de startups para as favelas e estimular o desenvolvimento de FavelaTechs”, diz Vinícius Fontes, líder de inovação na Accenture.

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