Balmain inaugura boutique em São Paulo

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Interior da Balmain no Shopping Cidade Jardim

Beyoncé, Gigi Hadid, Kendall Jenner e Kim Kardashian. Você já deve ter ouvido falar desse time de mulheres poderosas. Além da fama e dos seus milhões de seguidores fiéis – tanto on-line como off-line –, elas também compartilham outro ponto em comum: o amor pela grife francesa Balmain e pela mente criativa por trás dela, o jovem designer Olivier Rousteing.

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A lista de fãs da marca, no entanto, está longe de se resumir a essas celebridades. A grife fundada por Pierre Balmain em 1945 sempre cultivou seguidores fiéis. Mas, nos últimos tempos, ganhou fôlego novo após ser adquirida pelo conglomerado Mayhoola for Investments, pertencente à família real do Catar, em 2016. Em menos de três anos nas mãos dos novos donos, o grupo dobrou de tamanho. E chega ao Brasil, mais exatamente à cidade de São Paulo, que receberá a primeira loja da grife na América Latina.

A boutique abre suas portas no Shopping Cidade Jardim, onde funcionava a também francesa Chanel. Com ares clássicos e visual impecável, a loja é uma cópia em escala menor da nova flagship inaugurada em Paris em fevereiro deste ano, na prestigiada Rue Saint-Honoré – e é de autoria do mesmo time de arquitetos, o Studio AMV, formado por três jovens mulheres (Anna Philippou, Marie Prosperi e Victoire Guerlay).

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Massimo Piombini, CEO da Balmain, na nova loja paulistana

De passagem pelo Brasil para a inauguração da unidade paulistana, o CEO Massimo Piombini, que assumiu o cargo em 2016, recebeu a Forbes na própria loja e contou quais são os planos e pretensões da grife.

Forbes – Quais são os principais focos da marca em escala global?

Massimo Piombini – Temos três áreas que representam oportunidades para a Balmain. A primeira é o desenvolvimento do varejo, porque a grife era praticamente uma marca vendida em formato de atacado; a segunda é acelerar e desenvolver a presença na Ásia, por ser um importante polo para o mercado de luxo; e o terceiro pilar é o foco na linha de acessórios, como sapatos, bolsas e óculos. A oferta de produtos da marca era, antes de ser adquirida, 95% composta por roupas, o que é ótimo porque temos uma identidade muito estabelecida e reconhecível. Mas, para crescermos no ritmo que desejamos, precisamos também ter uma estratégia agressiva nos acessórios – e isso é difícil porque o mercado já é saturado com outras marcas. É também uma forma de admiradores da Balmain que não podem ou não querem comprar uma peça de roupa conseguirem comprar outros artigos.

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Olivier Rousteing no último desfile da grife, em Paris

Como é trabalhar com Olivier Rousteing?

Ele é jovem, inteligente, talentoso e tem um nível de maturidade fora da curva para sua idade, 33 anos. Trabalhar com ele é uma grande oportunidade para mim, porque ele é provavelmente o designer mais talentoso do mundo da sua faixa etária. Ele também me ensina todos os dias como me comunicar de outras formas. Todos falam de inclusão agora porque parece fácil, mas ele já faz isso há muito tempo e de forma muito aberta.

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Como foi o processo até você decidir abrir uma loja no Brasil?

Eu conheço bem o mercado brasileiro porque trouxe a Valentino para cá em 2012 com o mesmo parceiro, a JHSF. Nós fizemos uma joint venture e abrimos algumas lojas juntos. Quando eu saí da grife italiana e mudei para a Balmain, eles me contataram e começamos a discutir as possibilidades. A grife é muito próxima da cultura brasileira, compartilha também dessa joie de vivre e do modo como as brasileiras gostam de se vestir.

Das primeiras conversas até a inauguração oficial da loja (no dia 8 de maio), quanto tempo se passou?

O processo todo durou cerca de um ano.

Reportagem publicada na edição 68, lançada em maio de 2019

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