Móveis residenciais com entrada USB são nova tendência de decoração

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Ficar com o celular a mais do que um braço de distância pode parecer uma tortura em nossa sociedade viciada em tecnologia

Resumo:

  • Poder carregar o dispositivo eletrônico na cabeceira da cama ou na mesa de trabalho já é quase uma necessidade básica para as pessoas; 
  • Antes móveis com USB estavam no nicho hoteleiro, hoje já migraram para o campo doméstico; 
  • Conheça algumas marcas que enxergaram a tendência e se destacam no meio. 

À medida que a estética e a tecnologia começam a se comparar em termos de importância, uma das maiores tendências emergentes são os móveis USB. Eles são práticos, convenientes e estão se tornando cada vez mais uma necessidade de todos os dias. Mesmo que a tecnologia para ter baterias mais duradouras para smartphones melhore, manter os dispositivos carregados o tempo todo pode ser um jogo difícil. E carregar a mais do que um braço de distância pode parecer uma tortura em nossa sociedade viciada em tecnologia.

De hotéis a casas

O mobiliário de hotel foi uma das primeiras categorias a integrar entradas USB. De lâmpadas a mesas de cabeceira, era apenas uma questão de tempo até que portas encontrassem o caminho para móveis de qualidade direcionados ao consumidor final. De camas a sofás sofisticados e até assentos personalizados de home theater, o que alguns podem assumir como um sinal, está se aproximando de se tornar uma opção padrão. A designer de interiores de Los Angeles Elizabeth Aaron se interessou por essa tendência há vários anos e começou a integrar entradas USB não apenas à instalação elétrica das casas que estava reformando, mas também aos móveis. Um exemplo é um home theater que ela projetou. “Isso é útil porque luzes, cortinas e televisão são todas controladas em um iPad. Um benefício adicional é que não há cabos pendurados que se estendem pela sala até a tomada mais próxima. Então, ninguém vai tropeçar se levantar para fazer pipoca”, diz ela.

A visão de Bobby Berk

O Bobby Berk da série “Queer Eye” lançou recentemente uma linha de móveis em colaboração com a A.R.T. Furniture, disponíveis na AllModern. Embora nem todas as peças possuam entrada USB, vários itens têm. Isso inclui o criado mudo Wenck, com entradas ocultas atrás da parte traseira da gaveta. Com madeira de nogueira e detalhes em preto, é uma peça muito bem projetada. O USB é apenas a cereja do bolo.

Wayfair

A Wayfair, que controla a AllModern, tem uma variedade de móveis e acessórios com USB integrado. Cate McGlynn, gerente de categoria e especialista em móveis de entretenimento, diz que essa tendência não vai desaparecer tão cedo. “À medida que a tecnologia continua avançando, estamos vendo cada vez mais mesas finais e cabeceiras com portas USB para acomodar o cliente moderno, focado na conveniência e conectividade com seus smartphones e dispositivos. Também vimos cabeceiras e camas selecionadas incluindo-as”, explica ela.

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No entanto, este é realmente apenas o começo. “Se essa tendência crescente for um indício do que está por vir, prevemos que os USBs se tornarão mais populares e, eventualmente, serão padrão nos principais móveis residenciais”, diz McGlynn. Uma das camas mais famosas da Wayfair, com USB escondido na lateral da cabeceira, é um exemplo perfeito dessa integração. Outro exemplo é o suporte para suculenta. Mantê-lo em cima de uma mesa pode ser uma ótima solução para a busca de equilíbrio.

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Uma das camas mais famosas da Wayfair, com USB escondido na lateral da cabeceira, é um exemplo perfeito da integração tecnologia e móveis

Coddle

A Coddle, conhecida por seus sofás e cadeiras USB de couro, planeja lançar um novo sofá modular com USB em outubro. Esta marca realmente criou um nicho. “Nossa abordagem no design é consistente com as tendências do consumidor e a necessidade de soluções práticas, entregues com graça e facilidade intuitivas”, diz Sean Pathiratne, fundador e CEO da Coddle.

“Em um mundo cercado de inovação, percebemos uma falta de avanços convincentes no cruzamento de móveis e tecnologia. As casas estão encolhendo e as pessoas precisam de seus móveis para fazer mais do que simplesmente ficarem sentadas. Na Coddle, nossa missão é atender às necessidades humanas básicas com produtos inteligentes que vão além da estética. Os consumidores querem estar constantemente conectados e a integração da Coddle de tomadas e USBs em seus móveis permite que eles façam isso sem problemas”, diz ele.

A mesa da Room and Board

Uma mesa de cabeceira é um bom lugar para uma entrada USB, mas uma mesa de escritório chega a um outro nível. Uma das opções mais elegantes é a mesa contemporânea Parsons, da Room and Board. Ele possui tomadas USB e elétricas ocultas em uma opção da perna direita ou esquerda. Embora seja impossível evitar os fios, esse design os esconde o máximo possível. Além da mesa, a Room and Board também tem várias outras peças, incluindo a Wynton Recliner personalizada de US$ 3.000.

Em construção

Para novas casas e reformas, ter portas USB integradas, além de tomadas regulares, está se tornando padrão. “Eu tenho meu eletricista para instalar tomadas duplex com portas USB integradas nas cozinhas, cabeceiras, ilhas e banheiros dos meus clientes, já que todo mundo tem algo a carregar via USB atualmente”, compartilha Elizabeth Aaron.

No entanto, embora essa tecnologia possa nos fazer sentir ainda mais conectados aos nossos dispositivos, a designer tem uma abordagem inovadora para permitir o oposto. Ela sugere que seus clientes construam estações de carregamento em armários e não na mesa, para que os jantares transcorrem sem dispositivos. E, embora se preocupe com uma eventual obsolescência, mergulha de cabeça. “Sei que o mundo acabará migrando para plataformas de carregamento sem fio, mas até que isso aconteça -acho que levará cerca de cinco anos-, o USB ainda é rei.” Um fator que a designer observa é a importância de comprar esses produtos apenas com vendas certificadas, embora sejam mais caros. Uma tomada mal conectada, por exemplo, pode levar a incêndios elétricos. “Há um monte de lixo eletrônico sendo importado de países estrangeiros e, se a porta USB não for certificada, ela poderá ser perigosa ou falhar”.

 

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