Conheça a nova estrela do Lago de Como

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Piscina suspensa no Lago de Como

O recém-inaugurado Mandarin Oriental Lago de Como, aberto ao público em 16 de abril deste ano, já nasce cheio de histórias e com alma artística. Ele ocupa uma antiga propriedade, a Villa Rocabruna, construída em 1799 e que pertenceu, até 1827, à excêntrica estilista francesa Madame Ribier. Sobre ela dizem as más línguas que criava roupas incríveis para vestir as mulheres da nobreza – enquanto tentava despir seus maridos.

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Mas foi sua segunda proprietária, a cantora de ópera Giuditta Pasta (uma verdadeira superstar de sua época), quem eternizou o lugar. A diva reunia artistas, compositores e cantores em sua villa, rebatizada de “Roda”. Circulam rumores de que a ópera Anna Bolena (escrita por Gaetano Donizetti especialmente para a voz soprano de Giuditta) foi finalizada nessa casa.

Mais tarde, no início do século 20, o local foi vendido para uma família de industriais suíços. Tempos depois, deixou de ser uma propriedade privada e se tornou o Resort Casta Diva até agosto de 2018, quando o Mandarin Oriental o adquiriu e o transformou no primeiro resort do grupo na Europa.

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Os hóspedes podem solicitar passeios de barco

Antes de reabrir para o público, a propriedade passou por uma reforma extensa, conduzida pelo designer de interiores Eric Egan – que garantiu ambientes mais iluminados e que valorizam a arquitetura original, como os tetos trabalhados e o exuberante piso de madeira.

Quem chega ao portão principal da propriedade não consegue ter noção de quão ampla e exuberante ela é. Descendo a sinuosa via que leva até o prédio principal, vamos vislumbrando o cenário paradisíaco que nos aguarda.

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O elegante lobby

A decoração inclui toques asiáticos que remetem às raízes do grupo. Logo na recepção foram posicionadas reproduções de antigos biombos chineses. Os quartos foram adornados com pinturas em algodão japonês do artista Shuhei Matsuyama. A sala batizada de Mandarin tem papel de parede estampado com pássaros, inspirado em antigos designs chineses e japoneses, além de peças e móveis vindos da Ásia – é ali que os recém-chegados são confortavelmente acomodados para fazerem o check-in, com direito a drinques de boas-vindas e petiscos deliciosos.

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Suíte penthouse, com vista panorâmica para o lago

Os 73 quartos e suítes são divididos em quatro construções distantes umas das outras, o que garante aos hóspedes a sensação de estarem em uma propriedade privada e exclusiva. As suítes, após os toques de Egan, trazem mobiliário bege e contemporâneo, quase uma tela em branco para a maravilhosa vista do lago e da natureza ao redor. Para ainda mais privacidade, existem duas vilas: a Della Rocca, ideal para um casal, e a Del Lago, com três quartos, jardim e jacuzzi externa.

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O jardim da propriedade também manteve sua exuberância ao longo dos séculos: são mais de 50 espécies de plantas, árvores e flores. Outro ambiente favorito dos antigos hóspedes e que permaneceu intacto é a piscina de 52 pés que flutua sobre o lago com suas espreguiçadeiras. Caso você não queira se limitar a observar o lago a distância, é possível solicitar um barco e entrar de vez no cenário. Uma excelente opção é ir até a bucólica e linda Bellagio e perder-se por suas ruelas.

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Piscina interna do Spa

Sem sair do resort, é possível deliciar-se em dois restaurantes. O L’Aria tem gastronomia italiana, com pratos inspirados na culinária mediterrânea. O chef executivo Vincenzo Guarino criou um menu-degustação inspirado na região do Lago de Como e seus entornos. O prato batizado de Lago na Costa é um fagottini recheado com berinjela defumada, peixe vendace (de água doce), farelo de pão e molho bouillabaisse (originalmente uma sopa francesa feita com peixes brancos). Já o CO.MO Bar & Bistrot, apesar de mais informal, é onde você encontrará, em minha opinião, um dos salões mais vistosos e imponentes do restô – além de seu amplo terraço com vista para o lago.

Valeu pela espera. O primeiro resort do M.O. na Europa é digno de todos os louros que vem recebendo e deve ser parada obrigatória dos apreciadores da alta hotelaria.

Reportagem publicada na edição 70, lançada em agosto de 2019

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