5 tendências de conhaque para ficar de olho

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As vendas de conhaque têm aumentado nos últimos anos de modo a registrar um mercado global de US$ 4 bilhões em 2019

Embora uísques e bourbons de todos os tipos sejam muito internacionais, outras bebidas têm disputado o aproveitamento de possíveis novas lacunas no mercado de destilados premium.

O conhaque registrou um aumento constante nas vendas, com um mercado global de US$ 4 bilhões em 2019, com exportações aumentando pelo quinto ano consecutivo. Ultimamente, a indústria, especialmente por meio de seu órgão comercial, o BNIC (Bureau National Interprofessionel du Cognac) tem procurado disseminar a categoria como algo muito mais do que apenas uma bebida de luxo inacessível ou uma garrafa velha guardada na parte de trás do armário.

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Hoje, mais do que nunca, o conhaque é uma classe que vale a pena explorar. Veja na galeria de imagens a seguir as grandes tendências para o destilado:

  • 1. É um ótimo momento para visitar Cognac, na França

    Embora alguns produtores de conhaque, especialmente os quatro grandes (Hennessy, Courvoisier, Rémy Martin e Martell) tenham centros de visitantes e excelentes ofertas de experiências turísticas há algum tempo, outros locais e até produtores de vinho da cidade também oferecem passeios e degustações, frequentemente a preços baratíssimos ou até de graça. O BNIC também está se engajando em um grande impulso turístico, e vale a pena aproveitar a oportunidade.

    Claire Caillaud, diretora de comunicações do BNIC, vê isso como uma porta de entrada para experimentar tudo o que a região deslumbrante tem a oferecer: “Cognac não é apenas um produto, mas uma área com uma rica herança e cultura. Nosso objetivo com o turismo aqui é criar um destino repleto de experiências incríveis e diferentes para os visitantes, com o conhaque como ponto de entrada para realmente explorar a amplitude do patrimônio e da cultura do local”.

    Talvez ainda mais do que o uísque escocês, as casas de conhaque são um tesouro histórico, com muitas operações ainda administradas por famílias que remontam muitas décadas e até mesmo séculos.

    Visitar os produtores e experimentar o conhaque e o armanhaque é apreciar como as histórias e os conhecimentos são transmitidos de geração em geração. Alain Bourgoin, diretor da Bourgoin Cognac, segue os passos de seu pai e avô, e seu filho está supervisionando novos lançamentos do destilado na fazenda da família: “Nossa história está nessas paredes. Meu avô veio do leste da região e se casou com minha avó, dona dessas terras. A partir daí, ele aprendeu a operar uma vinha e trouxe os alambiques para se tornar um destilador.”

  • 2. Faça um esforço para descobrir pequenos produtores de conhaque

    Os Estados Unidos abrangem 44% do total das vendas de conhaque, mas elas ainda são amplamente dominadas pelas quatro gigantes produtoras. Além disso, apesar de existem 283 destilarias para descobrir, algumas marcas menores encontram dificuldade em entrar em mercados internacionais, como o master blender da Bache Gabrielsen, Jean-Phillipe Bergier disse: “Uma das grandes mudanças ao longo dos anos é que há menos distribuidores internacionais para a bebida, fazendo com que fique mais concentrada. Como resultado, às vezes é mais difícil para as pequenas empresas obter acesso a alguns desses mercados”.

    Todavia, ainda existem muitas garrafas fáceis de descobrir e comprar on-line. Uma maneira excelente e simples de começar é experimentar os lançamentos VSOP (Very Special Old Pale são os conhaques que envelhecem por pelo menos quatro anos) de um produtor e, se apreciá-los, pode explorar o restante da gama da marca .

  • 3. Mais celebridades estão se envolvendo com a bebida

    Curiosamente, o magnata do hip-hop Jay-Z é sócio da marca D’Ussé Cognac, e o companheiro de rap Curtis “50 Cent” Jackson está envolvido com a Branson Cognac, com quem fechou uma parceria em 2018. Outro rapper e empresário, Pusha-T, colaborou com a Courvoisier para criar a série pop-up Maison Courvoisier. Mais recentemente, a Hennessy fez um acordo com a NBA para ser o destilado oficial da liga, e o jogo All-Star da NBA 2020 sediou seu lançamento como parceira associada do NBA Celebrity Game e do tapete vermelho antes do jogo.

  • 4. Coquetéis de conhaque tem se tornado populares

    Embora o conhaque seja tradicionalmente visto como uma bebida de alta qualidade que precisa ser apreciada pura, isso mudou rapidamente nos últimos anos. O BNIC relata que quase 80% da bebida agora é consumida globalmente em coquetéis.

    A categoria certamente tem uma rica história de mistura em bebidas (o Sidecar, criado durante a Primeira Guerra Mundial, é apenas um exemplo notável), e a própria região de Cognac agora também é agraciada por bares sofisticados especializados em bebidas de conhaque, como como o Bar Louise no Hotel Francois Premier e o Le 1838 no novo e luxuoso Hotel Chais Monnet.

    Essa tendência até moldou a forma como algumas marcas da categoria criam suas receitas, como foi o caso da Courvoisier, de acordo com o cellar master e gerente-geral Patrice Pinel. “À medida que o mercado de coquetéis cresce, mais mixologistas em cidades como Londres, Nova York e até Paris estão interessados ​​em nossos produtos e sabores. Isso tem apresentado desafios uma vez que nosso conhaque foi feito para beber puro e consequentemente tivemos que mudar algumas de nossas receitas um pouco a fim de acomodar essa nova tendência. Felizmente, essa bebida é versátil o suficiente para ser apreciada pura ou em um coquetel. Alguns anos atrás, nosso lançamento VSOP foi orientado como uma bebida para depois do jantar, mas hoje em dia é melhor para coquetéis.”

  • 5. Mudanças
    climáticas são problema sério para a indústria

    Você não encontrará ninguém negando os efeitos do clima quente em Cognac. O aumento da temperatura mudou os horários tradicionais de produção nos últimos anos, especialmente nas colheitas de uvas. De acordo com Patrice Piveteau, cellar master e gerente-geral da Frapin, a adaptação é fundamental para a indústria no momento.

    “Quando eu era jovem, colhia-se as uvas no início e no meio de outubro. Atualmente, o tempo médio para começar a colher é um mês antes. Não sou especialista em clima, mas essa é uma grande mudança nos tempos de colheita. Temos de prestar atenção, pois isso provavelmente significará encontrar uma nova variedade de uva que seja mais adaptável”, relata.

    Bergier também observa o efeito que isso pode ter no sabor: “O clima quente significa que podemos perder a acidez das uvas, que é um componente essencial no fornecimento de um sabor leve e elegantes no conhaque”.

1. É um ótimo momento para visitar Cognac, na França

Embora alguns produtores de conhaque, especialmente os quatro grandes (Hennessy, Courvoisier, Rémy Martin e Martell) tenham centros de visitantes e excelentes ofertas de experiências turísticas há algum tempo, outros locais e até produtores de vinho da cidade também oferecem passeios e degustações, frequentemente a preços baratíssimos ou até de graça. O BNIC também está se engajando em um grande impulso turístico, e vale a pena aproveitar a oportunidade.

Claire Caillaud, diretora de comunicações do BNIC, vê isso como uma porta de entrada para experimentar tudo o que a região deslumbrante tem a oferecer: “Cognac não é apenas um produto, mas uma área com uma rica herança e cultura. Nosso objetivo com o turismo aqui é criar um destino repleto de experiências incríveis e diferentes para os visitantes, com o conhaque como ponto de entrada para realmente explorar a amplitude do patrimônio e da cultura do local”.

Talvez ainda mais do que o uísque escocês, as casas de conhaque são um tesouro histórico, com muitas operações ainda administradas por famílias que remontam muitas décadas e até mesmo séculos.

Visitar os produtores e experimentar o conhaque e o armanhaque é apreciar como as histórias e os conhecimentos são transmitidos de geração em geração. Alain Bourgoin, diretor da Bourgoin Cognac, segue os passos de seu pai e avô, e seu filho está supervisionando novos lançamentos do destilado na fazenda da família: “Nossa história está nessas paredes. Meu avô veio do leste da região e se casou com minha avó, dona dessas terras. A partir daí, ele aprendeu a operar uma vinha e trouxe os alambiques para se tornar um destilador.”

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