Pandemia pressiona Airbnb e reduz aluguéis em pontos turísticos da Europa

Issei Kato/Reuters
Issei Kato/Reuters

O colapso do turismo fez alguns anfitriões substituírem turistas por inquilinos de médio e longo prazos, mudarem-se para os imóveis ou desistirem das propriedades

A pandemia de Covid-19 conseguiu o que muitos prefeitos de toda a Europa tentam em vão: eliminar dezenas de milhares de locais de hospedagem pelo Airbnb dos centros das cidades e ajudar a baixar custos dos aluguéis dos moradores em até 15%.

Embora as cidades europeias acolham turistas há muito tempo, críticos dizem que o aumento de propriedades listadas no site de aluguéis de curto prazo Airbnb nos últimos anos afugentou muitos nativos de seus próprios mercados imobiliários, transformando bairros históricos em espaços sem alma.

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Empresas de gerenciamento patrimonial e donos contatados pela Reuters em cidades como Lisboa, Barcelona, Praga e Veneza disseram que o colapso do turismo fez alguns anfitriões substituírem turistas por inquilinos de médio e longo prazos, mudarem-se para os imóveis ou desistirem das propriedades.

Dados da empresa de análise de aluguéis de temporada AirDNA mostraram que o número de anúncios de Airbnb com ao menos uma noite reservada ou disponível no último mês nas 50 maiores cidades europeias caiu 21,9% em 2020 na comparação ano a ano.

O Airbnb diz que se adapta aos padrões de viagem em transformação e que as pessoas procuram cidades pequenas e grandes fora do circuito turístico. “Tivemos mais anúncios na França, Alemanha, Portugal, Espanha e República Tcheca combinados no final de 2020 do que no final de 2019”, disse o porta-voz Andreu Castellano à Reuters.

Embora alguns anfitriões de grandes destinos europeus planejem voltar ao Airbnb quando os turistas retornarem, outros deixaram o negócio dos aluguéis de temporada de vez.

“Se o turismo tivesse voltado mais rápido, talvez eu não tivesse tomado esta decisão. Mas não posso passar mais um ano sem uma noção clara de quando o dinheiro vai entrar”, disse Vanessa Rola, de 40 anos, que alugava quatro apartamentos no distrito lisboeta da Graça em plataformas de viagem como o Airbnb. Sem turistas, ela não conseguia pagar o próprio aluguel, e está encerrando os contratos.

Em Veneza, onde dados da AirDNA mostraram que os anúncios ano a ano da Airbnb e da rival Vrbo combinados caíram 67% em janeiro, ativistas dos moradores estão exortando o governo a aproveitar a oportunidade para ajudar os nativos – por exemplo, estabelecendo tetos para os dias de aluguel e convertendo espaços vazios em moradias de baixo custo. (Com Reuters)

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