Blockbuster: os Vingadores da Marvel mais bem-sucedidos

Homem de Ferro, o personagem mais recorrente no Universo Cinematográfico Marvel, já conseguiu levantar cerca de US$ 12 bilhões ao redor do mundo .

Scott Mendelson
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Vingadores: dentre todos os heróis da Marvel, o Homem de Ferro é o mais rentável da equipe

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Com o lançamento de Viúva Negra ontem (8), aconteceu o retorno do MCU (Universo Cinematográfico Marvel) após dois anos de pausa e decidi olhar qual Vingador é o mais bem-sucedido. Você pode perguntar “usando o quê como referência?”. Vou observar cada estrela dos filmes do MCU (o personagem, não necessariamente o ator) através da receita bruta global dos filmes em que eles apareceram e o arrecadamento nos Estados Unidos de suas respectivas aparições.

Eu também vou levar em consideração a receita média global e o rendimento médio nos EUA ajustado pela inflação de cada herói do MCU (daqueles que possuem pelo menos um filme solo, desculpe Gavião Arqueiro, Wanda e Máquina de Combate).

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Quem é o Vingador que mais levanta dinheiro? Provavelmente a resposta não será uma surpresa. Qual será o Vingador de maior bilheteria em uma média filme por filme? Bem, essa pode ser um pouco mais surpreendente. Spoiler: Não é o Hulk.

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    Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) – US$ 2,725 bilhões em dois filmes

    (“Doutor Estranho” e “Vingadores: Guerra Infinita”)

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    Em uma linha do tempo em que a pandemia da Covid-19 não existiu, nós já teríamos visto o filme “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”. Porém, ainda, suas aparições como estrela/coadjuvante estão limitadas ao seu filme solo (US$ 232 milhões nos EUA e US$ 677 milhões ao redor do mundo em 2016) e seu papel em “Vingadores Guerra Infinita” (US$ 679 milhões/US$ 2 bilhões em 2018). Não, eu não estou contando com sua primeira aparição em “Thor: Ragnarok” ou seu retorno em “Vingadores: Ultimato”. Então, essa é uma bem fácil. Seu lucro global foi de US$ 2,725 bilhões e a renda doméstica ajustada pela inflação nos EUA de US$ 928 milhões para a média entre US$ 1,362 bilhão e US$ 464 milhões, respectivamente.

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    Carol Danvers/Capitã Marvel (Brie Larson) – US$ 3,928 bilhões em dois filmes

    (“Capitã Marvel” e “Vingadores: Ultimato”)

    Aparecendo no fim da “Saga do Infinito” (nome dos 23 filmes com roteiro focado nas joias do infinito) com um longa de origem ambientado 13 anos antes de “Homem de Ferro”, o primeiro filme solo de uma heroína do MCU levantou US$ 427 milhões nos EUA (mais que “Mulher-Maravilha” e “Jogos Vorazes: Em Chamas”) e US$ 1,128 bilhão globalmente (mais que “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” e “Star Wars: A Ascensão Skywalker”). Ela tem apenas duas aparições em longas de sucesso, e sim, sua participação em “Ultimato” (nos primeiros vinte minutos e nos últimos vinte minutos) merece ser incluída no levantamento. Portanto, ela leva também a receita doméstica nos EUA de US$ 858 milhões/ US$ 2,8 bilhões ao redor do mundo. Portanto, os filmes totalizam US$ 3,928 bilhões em todo o mundo e US$ 1,285 bilhão no mercado norte-americano, com uma média de US$ 1,924 bilhão em todo o mundo e US$ 643 milhões no mercado norte-americano, respectivamente. Então, sim, a última novata acaba tendo a maior bilheteria em termos de médias por filme.

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    T’Challa/Pantera Negra (Chadwick Boseman) – US$ 4,549 bilhões em três filmes

    (“Capitão América: Guerra Civil”, “Pantera Negra” e “Vingadores: Guerra Infinita”)

    Falecido em 2020, Chadwick Boseman estreou como Pantera Negra ao lado do novo Homem-Aranha em “Capitão América: Guerra Civil”, conseguiu seu filme solo e coestrelou “Vingadores: Guerra Infinita” durante a guerra no terceiro ato em Wakanda. Em “Ultimato”, ele apenas retorna do pó, então são apenas três filmes do MCU até hoje para o rei de Wakanda — em cerca de um ano, “Pantera Negra: Wakanda Forever” (ainda sem tradução oficial) chegará aos cinemas. As três aparições de T’Challa renderam US$ 4,549 milhões nos EUA e US$ 1,818 bilhão em todo o mundo. Na média dos filmes, foram US$ 1,516 bilhão ao redor do mundo e US$ 606 milhões nos EUA. Pantera Negra não só é o segundo vingador mais lucrativo, mas seu filme solo foi tão bem que aparecer em “Guerra Civil” derrubou sua média.

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    Scott Lang/Homem Formiga (Paul Rudd) – US$ 5,093 bilhões em quatro filmes

    (“Homem-Formiga”, “Homem-Formiga e a Vespa”, “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Ultimato”)

    Como a única franquia solo lançada durante a Segunda Fase dos filmes, Homem-Formiga manteve-se a menor do MCU. Ironicamente, enquanto os US$ 519 milhões do primeiro filme e os US$ 623 milhões de receita global da sequência estão bem abaixo de qualquer coisa depois de “Vingadores”, “Homem-Formiga e a Vespa” arrecadaram US$ 125 milhões na China em 2018, um recorde na época para um filme de super-herói solo. Foi logo ultrapassado por “Venom” (US$ 269 milhões), “Aquaman” (US$ 298 milhões), “Capitã Marvel” (US$ 154 milhões) e “Homem-Aranha: Longe de Casa” (US$ 199 milhões).

    A franquia também é um exemplo da estratégia da Marvel de personagem em primeiro lugar. Mesmo que os filmes do Homem-Formiga não sejam de grande bilheteria, o personagem de Scott Lang (interpretado pelo genuinamente cômico astro do cinema Paul Rudd) foi um elemento de enorme valor agregado para “Capitão América: Guerra Civil” e, eventualmente, “Vingadores: Ultimato”. Os quatro filmes de Lang arrecadaram US$ 5,093 bilhões (uma média de US$ 1,273 bilhão) e US$ 1,702 bilhão ajustados para o mercado dos EUA, para uma média de US$ 425 milhões. Suponha que consideremos a personagem Hope van Dyne (Evangeline Lilly) e suas duas aparições (sem “Guerra Civil” e apenas uma participação especial no “Ultimato”). Nesse caso, ela ganhou US$ 1,142 bilhão (US$ 571 milhões por cada) e o valor norte-americano ajustado de US$ 412 milhões (ou US$ 206 milhões por filme).

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    Peter Parker/Homem-Aranha (Tom Holland) – US$ 5,215 bilhões em quatro filmes

    (“Capitão América: Guerra Civil”, “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, “Guerra Infinita” e “Homem-Aranha: Longe de Casa”)

    Novamente, sem a Covid-19, estaríamos prestes a ver o lançamento de “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa”. Contudo, há uma chance que o filme previsto para o Natal seja A) o filme mais rentável globalmente do ano e B) o primeiro ganhador de mais de US$ 1 bilhão em bilheteria desde “Star Wars: A Ascensão Skywalker” no Natal de 2019. O herói já apareceu em um importante papel no filme “Capitão América: Guerra Civil” (US$ 408 milhões/ US$1,155 bilhão em 2016) e em seus filmes solo em 2017 (US$ 334 milhões / US$ 881 milhões) e 2019 (US$ 390 milhões / US$ 1,13 bilhão). Ele teve um papel principal em “Vingadores: Guerra Infinita”, mas mal fez uma ponta em “Ultimato”, então são quatro aparições “reais” para esta comparação. Isso totaliza US$ 5,215 bilhões em todo o mundo e um cume ajustado nos EUA de US$ 1,845 bilhão — com médias de US$ 1,303 bilhão e US$ 461 milhões, respectivamente. Veremos se o próximo filme do personagem pode arrecadar pelo menos US$ 785 milhões em todo o mundo para empurrar os lucros MCU com o Homem-Aranha para mais de $ 6 bilhões.

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    Guardiões da Galáxia – US$ 6,49 bilhões em quatro filmes

    (“Guardiões” 1 e 2, “Vingadores: Guerra Infinita” e “Ultimato”)

    “Guardiões da Galáxia”, de James Gunn, foi o primeiro filme do MCU sem Tony Stark a arrecadar US$ 715 milhões, enquanto sua sequência foi a primeira produção sem o Homem de Ferro a ganhar mais de US$ 800 milhões mundialmente. Esses dois filmes, mais ambos os filmes finais dos “Vingadores” (pelo menos para aqueles que sobreviveram à Guerra do Infinito, Rocket Racoon, Nebula e Gamora), deram aos supostos párias do espaço sideral do MCU US$ 6,49 bilhões em quatro filmes, com uma média de US$ 1,622 bilhão. Em termos de receita bruta ajustada pela inflação, é de US$ 2,312 bilhões para uma média de US$ 578 milhões. Isso é distorcido devido ao final dos Vingadores, já que a maioria dos heróis da Fase Dois e da Fase Três foram destruídos no final da Guerra do Infinito. Ainda assim, um grande ponto de venda de “Guerra Infinita” era a primeira interação entre os Guardiões da Galáxia e os heróis MCU previamente estabelecidos. E sim, eles (incluindo Chris Pratt, Dave Bautista e Vin Diesel) serão um elemento de valor agregado para “Thor: Love & Thunder” em 2023.

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    Bruce Banner/Hulk (Edward Norton e Mark Ruffalo) – US$ 8,891 bilhões em seis filmes

    (“O Incrível Hulk”, “Thor: Ragnarok” e “Vingadores” 1 a 4)

    Reforçando, estamos considerando o personagem, não o ator. Com um orçamento de US$ 155 milhões, “O Incrível Hulk” arrecadou US$ 135 milhões no mercado dos EUA e US$ 265 milhões no mundo todo em 2008. Ainda assim, o lançamento de “Homem de Ferro” foi tão bem e arrecadou tanto no mês anterior que ninguém se importou que o segundo filme do MCU fracassou. Dito isso, a média é ajudada por A) sua aparição em todos os quatro filmes dos Vingadores e B) seu papel como co-estrela em “Thor: Ragnarok” (US$ 315 milhões nos EUA e US$ 854 milhões mundiais em 2017). Hulk fez apenas seis aparições no MCU, não participando de “Guerra Civil”, sendo utilizado principalmente como um elemento de grande valor agregado. Eu imagino a DC usando Superman para o mesmo propósito, mas estou divagando. Os seis filmes renderam US$ 8,891 bilhões combinados, para uma média de US$ 1,481 bilhão por filme. Em ganhos nos EUA ajustados pela inflação, as aventuras de Bruce Banner arrecadaram US$ 3,249 bilhões, ou US$ 541 milhões por filme.

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    Thor (Chris Hemsworth) – US$ 9,179 bilhões em sete filmes

    (“Thor” 1, 2, 3 e “Vingadores” 1 a 4)

    Os dois primeiros “Homem de Ferro” de Jon Favreau pareciam blockbusters de ação da Paramount — eles são filmes de super-heróis nos moldes de “Transformers” para crianças mais velhas, adultos e pessoas “muito descoladas” para filmes baseados em HQ’s. Portanto, acredito que o Thor dirigido por Kenneth Branagh seja o primeiro filme da MCU no formato que conhecemos hoje. Sem considerar as limitações orçamentárias, “Thor” foi assumidamente cósmico, misturado com alívio cômico apelativo para crianças e ancorado por atores estrelados que dão mais para a tela do que o que está na página. Ah, e Loki de Tom Hiddleston foi o primeiro “ótimo” vilão MCU (mesmo que ele só tenha ficado “ótimo” durante “Vingadores”) e o primeiro em uma eventual tradição Disney de vilões sexy.

    A receita bruta de US$ 449 milhões de “Thor” em 2011 foi, na época, a maior de todos os tempos para um filme de super-heróis em quadrinhos não estrelado por Batman, Homem de Ferro, Homem-Aranha ou Wolverine. Hemsworth foi a grande descoberta do MCU, pois ele estava saindo de uma participação especial como o pai de Kirk em “Star Trek” e um papel coadjuvante em “O Segredo da Cabana”. Ele também é a personificação da “franquia acima do ator”, em que o público ama Hemsworth como Thor, mas não se importou em vê-lo em filmes como “Caça-Fantasmas” (2016) ou “MIB: Homens de Preto Internacional”. As sete aparições de Thor totalizaram US$ 9,719 bilhões (US$ 1,388 bilhão por filme). O faturamento interno nos EUA (ajustado pela inflação) de Thor totaliza US$ 3,519 bilhões para uma média de US$ 502 milhões por filme.

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    Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans) – US$ 10 bilhões em sete filmes

    (“Capitão América” 1, 2, 3 e “Vingadores” 1 a 4)

    O yin para o yang de Tony Stark, a versão das telonas Marvel de Capitão América começou como um vira-lata cinemático. “Um filme sobre o Capitão América funcionaria fora dos EUA?” era uma preocupação, mas a franquia se tornou uma das mais vitais da Marvel e seu universo. A maioria dos filmes solo são focados em um herói, ou necessitam que você tenha visto seu predecessor e o último grande filme com união dos super-heróis. “O Soldado Invernal” e “Guerra Civil” foram “episódios mitológicos” com importância crítica para toda a narrativa do MCU. Chris Evans, sem contar participações especiais em “Thor: O Mundo Sombrio” ou “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, estrelou ou coestrelou sete filmes, ou seja, sua trilogia homônima e todos os quatro filmes dos “Vingadores”. Eles ganharam US$ 10 bilhões para uma média de US$ 1,429 bilhão por filme. Esses filmes arrecadaram US$ 3,683 bilhões para uma média por filme de US$ 526 milhões em termos de receita interna nos EUA ajustada pela inflação.

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    Natasha Romanoff/Viúva Negra (Scarlett Johansson) – US$ 10,264 bilhões em sete filmes

    (“Homem de Ferro 2”, “Capitão América” 2 e 3, “Vingadores” 1 a 4 e, agora, “Viúva Negra”)

    Introduzida como uma femme fatale glorificada em “Homem de Ferro 2”, a super-espiã/assassina profissional russa e sexy de Scarlet foi a única vingadora do começo até o fim — a Capitã Marvel foi apresentada no penúltimo filme, enquanto a Vespa e Gamora estavam em aventuras não relacionadas até o grande confronto de “Ultimato”. Já Wanda se tornou uma vingadora ao final de “A Era de Ultron”, mas desertou em sua aparição seguinte (“Guerra Civil”). De toda forma, sendo a Smurfette do grupo, a Viúva Negra juntou um bom número de aparições no MCU desde 2010.

    Ela teve sete papéis coadjuvantes nos quatro filmes dos “Vingadores” ao lado de “Homem de Ferro 2”, “Capitão América: O Soldado Invernal” e “Capitão América: Guerra Civil”. “Viúva Negra”, um filme que deveria ter sido lançado há anos, quase aproxima a personagem do Homem de Ferro em termos de aparições no MCU. Seus primeiros sete filmes (até agora) renderam US$ 10,264 bilhões em todo o mundo, para uma receita bruta global média de US$ 1,283 bilhão. A menos que “Viúva Negra” realize um verdadeiro milagre, podemos esperar que a média caia um pouco, mas isso é esperado em uma pandemia ainda perigosa. A receita média norte-americana ajustada pela inflação chega a US$ 3,841 bilhões, ou US$ 480 milhões por filme. Ela está um pouco acima do Capitão América simplesmente porque “Homem de Ferro 2” (US$ 623 milhões) arrecadou muito mais que “Capitão América: O Primeiro Vingador” (US$ 371 milhões).

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    Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) – US$ 12,27 bilhões em nove filmes

    (“Homem de Ferro” 1, 2, 3, “Capitão América 3”, “Homem-Aranha” e “Vingadores” 1 a 4)

    Aquele que começou tudo tem sido a base sólida do Universo Cinematográfico Marvel. Quão consistente? “Homem de Ferro” arrecadou US$ 585 milhões no verão de 2008, enquanto o “Homem de Ferro 2” ganhou US$ 623 milhões em 2010. “Vingadores” (US$ 1,519 bilhão em 2012) e “Homem de Ferro 3” (US$ 1,215 bilhão em 2013) basicamente dobraram esses números. Não tivemos um filme sem Tony Stark no MCU a ultrapassar a marca de US$ 800 milhões em bilheteria até “Guardiões da Galáxia Vol. 2” em 2017 (US$ 869 milhões), nem a de US$ 900 milhões até “Pantera Negra” em 2018 (US$ 1,346 bilhão). E é por isso que o Homem de Ferro coestrelou “Guerra Civil” (US$ 1,15 bilhão em 2016), e fez uma aparição em “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (US$ 881 milhões em 2017).

    Sua presença assombrou a totalidade de “Homem-Aranha: Longe de Casa” (US$ 1,13 bilhão em 2019), mas não estou contando os murais de uma parede como uma aparição do Homem de Ferro. De qualquer forma, dos 23 filmes de Homem de Ferro até “Vingadores: Ultimato” (sem spoiler, Tony Stark não está em “Viúva Negra”), Robert Downey Jr. atuou como protagonista ou coadjuvante em nove deles. Esses nove filmes renderam US$ 12,27 bilhões em todo o mundo, para uma receita bruta média global de US$ 1,358 bilhão. Em termos de receita doméstica nos EUA ajustada pela inflação (incluindo “Era de Ultron” e “Guerra Infinita”), seus nove filmes renderam cerca de US$ 4,758 bilhões, para uma média bruta por filme de US$ 529 milhões.

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Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) – US$ 2,725 bilhões em dois filmes

(“Doutor Estranho” e “Vingadores: Guerra Infinita”)

Em uma linha do tempo em que a pandemia da Covid-19 não existiu, nós já teríamos visto o filme “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”. Porém, ainda, suas aparições como estrela/coadjuvante estão limitadas ao seu filme solo (US$ 232 milhões nos EUA e US$ 677 milhões ao redor do mundo em 2016) e seu papel em “Vingadores Guerra Infinita” (US$ 679 milhões/US$ 2 bilhões em 2018). Não, eu não estou contando com sua primeira aparição em “Thor: Ragnarok” ou seu retorno em “Vingadores: Ultimato”. Então, essa é uma bem fácil. Seu lucro global foi de US$ 2,725 bilhões e a renda doméstica ajustada pela inflação nos EUA de US$ 928 milhões para a média entre US$ 1,362 bilhão e US$ 464 milhões, respectivamente.

Epílogo

Como você pode ver, o vingador de maior bilheteria continua sendo o Homem de Ferro, enquanto o de menor bilheteria do grupo é o Doutor Estranho. O herói MCU de maior “bilheteria média” é a novata Capitã Marvel, com o Pantera Negra logo atrás dela. Os Guardiões da Galáxia estão prestes a disparar graças a “Guardiões da Galáxia Vol. 3” e seu retorno como coestrelas em “Thor: Amor e Trovão”. Em termos de receita total e média, os heróis que apareceram em ambos os filmes finais dos Vingadores, ao contrário de apenas “Vingadores: Guerra do Infinito”, estão em uma vantagem óbvia em comparação com seus companheiros heróis da Fase Dois e da Fase Três.

O pessoal da Fase Um está no topo em ganhos brutos, por razões óbvias, mas sua inclinação média para baixo ocorre devido às estreias quando, digamos, US$ 400 milhões em todo o mundo era uma ótima bilheteria para um filme de super-herói que não fosse o Homem-Aranha. Podemos debater o futuro do MCU e imaginar onde os Eternos, Shang-Chi e outros heróis novatos no MCU irão se apresentar em comparação com seus predecessores da Fase Um ou os super lucrativos novos personagens da Fase Três. O fato de seus dois últimos “novos” lançadores de franquia terem sido de longe os mais bem-sucedidos e apresentar os dois personagens mais lucrativos (em média) é motivo para otimismo.

Os novos heróis da Fase Quatro estão fazendo sua estreia em meio a uma pandemia global e durante a ideia da Disney de apostar sua fortuna em direção ao “direto ao consumidor” (ou seja, a plataforma de streaming Disney+) lado a lado ou favorecida contra a receita convencional das bilheterias tradicionais. Essa pode ser uma mudança temporária, para sempre adicionando uma diferença aos lucros de “Viúva Negra”, “Os Eternos” e “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”. Ironicamente, a Viúva Negra de Scarlett Johansson se tornou um dos super-heróis MCU de maior bilheteria, embora permanecesse anteriormente uma dama de honra metafórica (ou elemento para agregar valor). Então, veremos como ela se sai (em um ambiente de cinema mais desafiador) agora que ela finalmente consegue ser “a noiva”, algo que provavelmente deveria ter acontecido no verão de 2017.

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