Com "Titane", Ducournau se torna segunda mulher a vencer o maior prêmio de Cannes

O filme de Ducournau recebeu alguns elogios por sua originalidade e outras criticas com sua abordagem frenética e confusa

Redação
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 Kate Green/Getty Images
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Julia Ducournau, vencedora do prêmio Palma de Ouro de ‘Melhor Filme’ por “Titane”, no 74º Festival de Cinema de Cannes

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“Titane”, filme extremamente imaginativo sobre serial killer da jovem diretora francesa Julia Ducournau, venceu a Palma de Ouro de Melhor Filme no Festival de Cannes, numa revelação acidental do presidente do júri, Spike Lee, durante a noite, antes de o prêmio ser oficialmente anunciado.

Julia Ducournau, de 37 anos, tornou-se uma segunda mulher a vencer o maior prêmio de Cannes.

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O filme violento, no qual a heroína faz sexo com um carro, dividiu a crítica, com alguns elogiando sua originalidade e outros incomodados com sua abordagem frenética e confusa.

Descrito como um filme de “horror corporal” baseado em uma personagem que tem uma placa de titânio na cabeça, o filme impressionou por sua energia.

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“Em toda a minha vida, nunca vi um filme … em que um Cadillac engravidasse uma mulher”, disse Spike Lee.

Ducournau já havia impressionado os críticos com o filme “Grave”.

Uma vez que os prêmios foram anunciados surgiram outros grandes vencedores, como Leos Carax, escolhido como melhor diretor por “Annette”, um musical sobre dois artistas em um relacionamento conturbado.

Hamaguchi Ryusuke e Takamusa Oe, do Japão, venceram o prêmio de melhor roteiro por “Drive My Car”, uma história sobre corações partidos e perdas.

Renate Reinsve venceu o prêmio de melhor atriz por sua atuação em “Julia (em 12 capítulos)”, de Joachim Trier, uma comédia romântica moderna que foi um sucesso de crítica.

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“Compartment no6”, de Juho Kuosmanen, sobre uma mulher que embarca em uma viagem de trem pela Rússia, empatou com “O Herói”, do iraniano Asghar Farhadi, que apresenta um prisioneiro que enfrenta um dilema moral, na distinção do Grand Prix.

Caleb Landry Jones, que estrelou o filme australiano “Nitram”, venceu como melhor ator.

O prêmio do juri, outro prêmio do melhor filme, foi para duas produções: “Ahed’s Knee”, de Nadav Lapid, e “Memória”, do tailandês Apichatpong Weerasethakul.

O maior festival de cinema do mundo retorna à Riviera Francesa após um hiato em 2020 devido à pandemia de coronavírus com uma das competições mais imprevisíveis em anos. (Com Reuters)

 

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