Martine Grael e Kahena Kunze levam ouro na vela e são bicampeãs olímpicas

Carlos Barria/Reuters
Carlos Barria/Reuters

Martine Grael e Kahena Kunze no pódio após conquistarem medalha de ouro na Olimpíada de Tóquio

As brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze tornaram-se bicampeãs olímpicas ao ganharem medalha de ouro na classe 49erFX da vela nos Jogos Olímpicos de Tóquio, hoje (3), repetindo a conquista alcançada na Rio 2016.

A dupla brasileira chegou em terceiro na regata decisiva, a Medal Race, ultrapassando o barco das holandesas Annemiek Bekkering e Annette Duetz, que havia ficado na frente delas na fase de classificação no critério de desempate. As alemãs Tina Lutz e Susann Beucke ficaram com a prata, e as holandesas acabaram com o bronze.

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Com a conquista, Martine Grael e Kahena Kunze se igualaram a Adhemar Ferreira da Silva, lenda do salto triplo, e a Sheilla, Jaqueline, Fabi, Fabiana, Paula Pequeno e Thaisa, do vôlei, como únicos bicampeões olímpicos brasileiros em Jogos seguidos. Além disso, entram num seleto grupo de 15 atletas com dois ouros em torneios olímpicos, que incluía apenas dois velejadores: Torben Grael e Robert Scheidt.

“É uma honra estar no mesmo patamar de nomes que fizeram a história do esporte olímpico brasileiro. Ainda não caiu a ficha. Ter o Robert aqui mostrou pra gente que não tem idade, se você tem vontade, se você está preparada para aquilo, você pode fazer. A gente não começou bem a nossa semana, mas fomos indo, batalhou cada regata e mostrou que a gente conseguiu chegar ao objetivo”, disse Kahena, de acordo com nota no site do “Time Brasil”.

A vela brasileira passa a ter oito ouros, três pratas e oito bronzes, totalizando 19 medalhas olímpicas na história. Martine é filha de Torben Grael, chefe da equipe brasileira de vela em Tóquio.

“A gente ter o Torben e o Robert aqui é ainda mais emocionante porque, para mim, eles são nossos ídolos. Ter eles aqui e ser bicampeã olímpica é indescritível”, afirmou Martine, contando que a dupla passou desafios nunca antes enfrentados para garantir o segundo ouro olímpico.

“No primeiro dia aconteceram umas coisas que a gente mesmo, com muitas horas no barco, nunca tinha vivido. Prendeu a escota num lugar que nunca aconteceu antes. E nenhuma de nós duas é muito supersticiosa, mas a gente prendeu fitinha, pedimos pra abençoar o barco depois. Umas duas ou três coisas que exigiram que a gente tivesse um recomeço para chegar aqui hoje”, acrescentou ela. (Com Reuters)

 

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