Ilha particular está à venda por mais de R$ 560 milhões nas Bahamas

Aumento de cerca de R$ 85 milhões no preço nos últimos anos se deve à crescente demanda do mercado e ao efeito das criptomoedas.

Emma Reynolds
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A ilha particular Little Pipe Cay, nas Bahamas, tem 22 estruturas, incluindo seis edifícios luxuosos, entre os quais a mansão proprietário e quatro casas de hóspedes

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Há muito tempo, as ilhas particulares atraem os ultrarricos, especialmente nas Bahamas. E uma das últimas ilhas particulares que certamente chamarão a atenção dos bilionários é Little Pipe Cay, nas Exumas, Bahamas. Colocada à venda pela primeira vez em 2018 por US$ 85 milhões (cerca de R$ 482 milhões), a ilha particular de 16 hectares está de volta ao mercado por US$ 100 milhões (cerca de R$ 567 milhões).

Os corretores Fredrik Eklund e John Gomes, da equipe Eklund | Gomes da imobiliária Douglas Elliman, comercializam o imóvel juntamente com Edward de Mallet Morgan, da Knight Frank. Eklund diz que o aumento de US$ 15 milhões (cerca de R$ 85 milhões) no preço se deve à crescente demanda nos mercados norte-americanos próximos, bem como ao efeito das criptomoedas.

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“Esse preço reflete o salto incrível que estamos observando nos valores das casas de luxo, sobretudo em lugares próximos às Bahamas, como Miami e Palm Beach”, disse Eklund à Forbes. “Nunca vi um mercado imobiliário mais forte, e as Bahamas, sendo um paraíso fiscal consagrado para criptomoedas, justificavam esse aumento de preço.”

A pandemia reforçou as pesquisas de ilhas particulares, em parte porque, com a continuidade da pandemia, os viajantes ricos querem ter seu próprio paraíso isolado que seja seguro para eles e seus familiares.

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Veja mais fotos:

  • Praia privativa (Reprodução/Forbes)

  • Suíte (Reprodução/Forbes)

  • Todas as casas são mobiliadas e decoradas (Reprodução Forbes)

  • Há barcos e equipamentos náuticos à disposição (Reprodução Forbes)

  • Reprodução/Forbes

    Piscina e heliponto (Reprodução Forbes)

  • Varanda (Reprodução Forbes)

  • Decoração em estilo colonial (Reprodução/Forbes)

Praia privativa (Reprodução/Forbes)

Little Pipe Cay foi incorporada pelo falecido empresário Michael Dingman como um lugar para se reconectar com a família e os amigos. Hoje, a ilha tem 22 estruturas, inclusive seis edifícios luxuosos, entre os quais a Mansão (a residência do proprietário), quatro casas de hóspedes e um refeitório com bar, entretenimento, espaço para refeições, academia, spa e cozinha completa. Todas as casas foram projetadas no estilo colonial das Bahamas e contam com mobília completa e obras de arte.

A Mansão tem até uma central de comunicação da ilha e um abrigo contra furacões no subsolo. Há também depósitos, alojamentos para funcionários, uma casa de barcos e um galpão de fertilizantes. Os proprietários anteriores investiram muito na infraestrutura da ilha e construíram uma unidade de filtragem de água, cisternas de água doce, uma rede elétrica subterrânea e uma central elétrica. Há tudo que você deseja e de que precisa.

Apesar do isolamento do local, não há nada de rústico nas casas. Cada uma está equipada com comodidades modernas e decoração chique e atualizada, com estampas coloridas. Os interiores totalizam 1.864 metros quadrados, e todos os aposentos dispõem de mobília ultraluxuosa, varanda, banheiro privativo e pé-direito alto com sancas. Como em um hotel boutique, nenhum detalhe foi deixado de lado. As casas e chalés têm ar-condicionado, amplas áreas de estar e alguns até incluem lareiras e áreas de serviço de mordomo.

Little Pipe Cay tem um heliponto, uma piscina grande, um píer, praias particulares e áreas não construídas com árvores nativas. Cercada por águas azul-turquesa e infinitas vistas do oceano, trata-se de um verdadeiro sonho.

As Bahamas são um paraíso fiscal preferencial dos residentes dos Estados Unidos graças à sua proximidade ao país e agora são o novo paraíso fiscal das criptomoedas, depois que a China proibiu essas transações. Em 2020, elas foram a primeira nação a emitir sua moeda oficial em formato digital (chamada de Sand Dollar). Ainda está sendo discutido quando ou se serão aceitas criptomoedas como forma de pagamento da ilha.

“Foi a primeira pergunta que fiz quando recebemos o telefonema para pôr a ilha à venda”, conta Gomes à Forbes. “Embora ainda não estejamos preparados para isso, já estou tomando providências nesse sentido, pois acredito que há uma boa chance de ouvirmos a mesma pergunta de compradores em potencial.”

Gomes diz ter certeza de que as transações com criptomoedas não estão muito distantes com relação a seus imóveis tanto nas Bahamas quanto nos Estados Unidos.

De acordo com o Wall Street Journal, a operação da ilha custa US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 8,5 milhões) por ano, e a família recentemente permitiu o aluguel de uso exclusivo e de curta duração por US$ 75 mil (cerca de R$ 425 mil) a diária.

 

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