Retrospectiva 2021: os leilões mais luxuosos do ano

Entre obras de arte de Picasso e Frida Kahlo, NFTs, mansões e voo ao espaço, os leilões deste ano tiveram peças por mais de R$ 500 milhões.

Giovanna Simonetti
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Sotheby's
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Um dos leilões mais caros de 2021 foi da coleção de arte do ex-casal de bilionários Macklowe

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Com propriedades multimilionárias, obras de arte raríssimas, a febre dos NFTs e até uma viagem ao espaço, 2021 foi marcado por grandes leilões. Nem mesmo a pandemia atrapalhou os super-ricos de arrematarem itens exclusivos para suas coleções privadas: na maior parte do tempo funcionando de forma híbrida, com participações presenciais e online, as casas de lances se adaptaram e tiveram resultados expressivos no ano que passou. 

Uma delas foi a tradicional Sotheby’s, que anunciou na última quarta-feira (15) ter atingido o maior valor de vendas em seus 277 anos de história: US$ 7,3 bilhões (mais de R$ 41 bilhões, na cotação atual), resultado 71% maior do que 2020 e 26% mais alto que 2019.

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Para relembrar os destaques de 2021, a Forbes selecionou 10 dos maiores leilões de luxo que aconteceram neste ano, com valores que facilmente ultrapassam os oito dígitos. Confira na galeria de fotos a seguir:

  • Blue Origin

    10. Viagem ao espaço com Jeff Bezos

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    Valor: US$ 28 milhões (quase R$ 160 milhões)

    Para o voo inaugural da Blue Origin, empresa de viagens turísticas espaciais de Jeff Bezos, um dos assentos ao lado do bilionário e seu irmão foi leiloado virtualmente, chegando a receber 7.600 participantes e lances de US$ 20 milhões (cerca de R$ 115 milhões) logo em sua abertura. Minutos depois, ele foi arrematado por US$ 28 milhões (quase R$ 160 milhões) por uma pessoa cuja identidade foi mantida em sigilo até hoje. Posteriormente, no entanto, o vencedor misterioso alegou conflitos na agenda e não pôde comparecer no dia do lançamento, em 20 de julho, sendo substituído por um adolescente de 18 anos, Oliver Daemen. O dono do lance vencedor ainda irá voar com a Blue Origin em outra ocasião.

  • Getty Images

    9. Autorretrato de Frida Kahlo

    Valor: US$ 34,9 milhões (quase R$ 192 milhões)

    Em novembro, a pintura “Diego y yo” quebrou vários recordes em um leilão da Sotheby’s, tornando-se a obra mais cara de um artista latino-americano e a segunda mais cara de uma mulher já leiloada. A peça também foi um marco na carreira da grande artista mexicana: ela é hoje o trabalho mais valioso de Kahlo, com um preço quatro vezes maior que seu antigo recorde – o quadro “Dos desnudos en el bosque (La tierra misma)”, vendido por US$ 8 milhões (quase R$ 44 milhões) em 2016.

  • Christie’s/Reprodução

    8. Quadro “Meules de blé”, de Van Gogh

    Valor: US$ 35,8 milhões (mais de R$ 200 milhões)

    Pintada em 1888 por um dos maiores nomes do pós-impressionismo holandês, a obra foi mantida longe de aparições públicas por 116 anos. Isso porque, depois da morte de Van Gogh, o quadro passou de seu irmão Theo para o colecionador judeu Max Meirowsky, que foi forçado a vendê-lo em 1938 para financiar sua fuga durante o nazismo. Logo depois, nazistas confiscaram a aquarela durante sua invasão a Paris em 1940 e a obra ficou desaparecida por anos, até ressurgir nas mãos do falecido magnata do petróleo do Texas Edwin Cox e, enfim, aparecer publicamente em outubro deste ano, em um leilão da Christie’s.

  • Hilton & Hyland/Reprodução

    7. Megamansão Villa Firenze

    Valor: US$ 51 milhões (mais de R$ 290 milhões)

    Construída em 1998 em Beverly Hills, a mansão fica em uma propriedade de quatro hectares e tem mais de 1.850 metros quadrados de área construída. Com uma mansão principal e três casas de hóspedes, no total são 20 quartos e 23 banheiros, além de uma garagem para até 30 carros, piscina de resort, quadras de tênis, amplos jardins e fontes. No mercado desde 2018, ela estava antes precificada por US$ 165 milhões (quase R$ 940 milhões), considerada o imóvel mais caro à venda nos Estados Unidos. No entanto, sem atrair nenhum comprador na época, a propriedade foi à leilão pela Concierge Auctions em abril deste ano, com o maior lance de US$ 51 milhões (mais de R$ 290 milhões).

  • Jim Bartsch/Reprodução

    6. Mansão de William Randolph Hearst em Los Angeles

    Valor: US$ 63,1 milhões (quase R$ 360 milhões)

    A “Beverly House”, propriedade legendária em Los Angeles que já foi da posse do magnata dos jornais William Randolph Hearst, foi a leilão em setembro, arrematada por extravagantes US$ 63,1 milhões (quase R$ 360 milhões). Construída em 1926 e com mais de 2.600 metros quadrados, a mansão é uma das construções mais clássicas da cidade e já foi usada nas locações das filmagens de “O Poderoso Chefão”, “O Guarda-Costas” e “Black Is King”, de Beyoncé.

  • Christie’s/Reprodução

    5. NFT do Beeple

    Valor: US$ 69 milhões (mais de R$ 390 milhões)

    Em março, o artista pioneiro em arte digital Mike Winkelmann, mais conhecido como Beeple, leiloou na Christie’s uma obra em NFT (token não fungível) por impressionantes US$ 69 milhões (mais de R$ 390 milhões), um dos recordes para esse formato. Em produção desde 2007, o arquivo é uma colagem com artes que ele criou diariamente por cinco mil dias consecutivos. A venda, com 22 milhões de espectadores ao vivo na internet, colocou Beeple “entre os três artistas vivos mais procurados”, disse a casa de leilões.

  • Reuters

    4. Retrato raro de Sandro Botticelli

    Valor: US$ 92,2 milhões (mais de R$ 525 milhões)

    Em janeiro, o quadro “Jovem Segurando um Medalhão” tornou-se a obra de maior valor do artista italiano Botticelli, leiloada pela Sotheby’s. A casa de leilões chegou a dizer que se tratava de um dos retratos mais significativos e valiosos de qualquer período a ir a leilão.

  • Christie’s/Reprodução

    3. Quadro de Jean-Michel Basquiat

    Valor: US$ 93,1 milhões (mais de R$ 530 milhões)

    Pintada em 1983, a obra “In This Case” se tornou a segunda mais valiosa do jovem pintor estadunidense, que fez história como artista de rua e grafiteiro em Nova York e se tornou um dos maiores nomes do neo-expressionismo. Leiloado em maio pela Christie’s, ele faz parte de uma série de três telas que retratam caveiras – e só perde em preço para outro quadro da mesma coleção, o “Untitled”, vendido por US$ 110,5 milhões (quase R$ 630 milhões) em 2017.

  • Getty Images

    2. Coleção de quadros de Pablo Picasso

    Valor: US$ 108,9 milhões (cerca de R$ 620 milhões)

    Em outubro, um leilão da Sotheby’s em Las Vegas arrecadou quase US$ 110 milhões (cerca de R$ 620 milhões) com 11 quadros e artes em cerâmica e papel do pintor cubista espanhol, antes pertencentes ao grupo de cassinos e hotéis MGM Resorts. O quadro com maior valor foi um retrato de Marie-Thérèse Walter, amante de Picasso, arrematado por US$ 40,5 milhões (mais de R$ 230 milhões) – pelo menos 50% a mais que seu preço original. Além dele, também foram vendidos “Homme et enfant”, por US$ 24,4 milhões (quase R$ 140 milhões), e “Buste d’homme”, por US$ 9,5 milhões (cerca de R$ 54 milhões).

  • Getty Images

    1. Coleção de arte Macklowe

    Valor: US$ 676 milhões (cerca de R$ 3,85 bilhões)

    Promovido pela Sotheby’s, o leilão das obras pertencentes ao magnata imobiliário Harry Macklowe e sua ex-esposa Linda Burg foi o mais valioso de 2021.Totalizando 65 peças, o leilão foi dividido em duas partes: a primeira, em novembro, contou com 35 quadros de arte moderna e contemporânea, de artistas como Andy Warhol, Pablo Picasso e Alberto Giacometti, vendidas por um total de US$ 676 milhões (cerca de R$ 3,85 bilhões). O quadro mais caro foi uma pintura tricolor de Mark Rothko (foto), por US$ 82,5 milhões (quase R$ 470 milhões). A segunda parte da coleção Macklowe será leiloada em maio de 2022, com a expectativa de se tornar o acervo particular mais caro da história.

Blue Origin

10. Viagem ao espaço com Jeff Bezos

Valor: US$ 28 milhões (quase R$ 160 milhões)

Para o voo inaugural da Blue Origin, empresa de viagens turísticas espaciais de Jeff Bezos, um dos assentos ao lado do bilionário e seu irmão foi leiloado virtualmente, chegando a receber 7.600 participantes e lances de US$ 20 milhões (cerca de R$ 115 milhões) logo em sua abertura. Minutos depois, ele foi arrematado por US$ 28 milhões (quase R$ 160 milhões) por uma pessoa cuja identidade foi mantida em sigilo até hoje. Posteriormente, no entanto, o vencedor misterioso alegou conflitos na agenda e não pôde comparecer no dia do lançamento, em 20 de julho, sendo substituído por um adolescente de 18 anos, Oliver Daemen. O dono do lance vencedor ainda irá voar com a Blue Origin em outra ocasião.


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