15 melhores vinhos naturais para tomar no verão, segundo especialistas

Gabrielli Fleming, Lis Cereja e Gabriele Frizon indicam os rótulos mais refrescantes para a estação.

Giovanna Simonetti
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Chiociolla/Getty Images
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Quais os melhores vinhos naturais para matar o calor no verão? Três sommelières respondem

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O verão pede, claro, bebidas geladas e refrescantes. Saborear drinques, cervejas, batidas e outros alcoólicos na beira da piscina, na areia da praia ou no parque é a cara da estação – e das férias. No caso dos vinhos, com uma variedade tamanha de uvas e métodos de vinificação, é preciso prestar atenção em algumas características na hora de buscar por uma garrafa para vencer as altas temperaturas. 

Um dos principais elementos, segundo a sommelière Lis Cereja, proprietária da Enoteca Saint VinSaint e cofundadora da Feira de Vinhos Naturebas, é a alta acidez e as bolhas, que ajudam na sensação de refrescância. Outro ponto que a profissional destaca é o “corpo” do vinho: “Vinhos muito tânicos, pesados e alcoólicos dão mais calor na boca. Por isso, sempre recomendo as bebidas com menor grau de álcool. Por mais que a gente goste de beber nas férias e na praia, não podemos esquecer que as altas temperaturas vão influenciar na nossa percepção do álcool. Não é agradável e nem o seu corpo vai reagir bem a isso”.

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Nesse sentido, a categoria de tintos não é tão popular para a estação, já que geralmente são os que têm mais tanino. Em vez disso, as escolhas mais indicadas de vinhos para o verão são brancos, rosados, laranjas e borbulhantes. Até sidras e fermentados de outras frutas (especialmente as tropicais), bastante apreciados em países da Europa, como Dinamarca, França e Espanha, entram na categoria e têm ganhado vez no mercado brasileiro recentemente. 

Outra característica favorável na hora de escolher vinhos para o verão, segundo a sommelière, é a vinificação natural (com produção orgânica, sem conservantes e aditivos químicos). Assim como o teor alcoólico aumenta a sensação de calor, algumas substâncias presentes nos vinhos de cultura convencional (como sulfitos, corantes e até leveduras artificiais) fazem o mesmo. “Todos os aditivos enológicos acabam pesando mais nas altas temperaturas”, diz ela.

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Além de Lis Cereja, a Forbes Brasil convidou as sommelières Gabrielli Fleming, especialista em rótulos naturais, sócia do restaurante Cepa e Under 30 2020, e Gabriele Frizon, diretora de operações da Importadora Belle Cave, com 16 anos de experiência na área de bebidas, a revelarem suas escolhas favoritas quando o assunto são vinhos de verão. 

As indicações de Lis misturam vinhos a fermentados de pêras e até kiwis, enquanto Fleming deu preferência aos rótulos de vinificação natural produzidos por pequenos produtores no Brasil – já que, segundo ela, a composição tipicamente mais ácida do solo nacional facilita a produção de vinhos mais frescos. Já Frizon fez uma seleção internacional. 

Confira os melhores vinhos naturais para o verão na galeria de fotos a seguir:

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    Es D’Aqui M&M Rouge

    Com a predominância de uvas tintas muscat e mourvèdre, este vinho francês quase rosé é bem aromático, com perfume predominante de mamão papaia. “Tem uma ótima acidez, um corpo leve, álcool na medida e uma exuberância de frutas tropicais no nariz que dá uma pirueta na cabeça”, descreve Lis.

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    Poirés do Eric Bordelet

    Ex-sommelier do premiado L’Arpège, restaurante de Alain Passard com três estrelas Michelin, Eric Bordelet deixou a carreira para se dedicar à produção de sidras e poirés (fermentados de pêras) no negócio da família, na Normandia. “Hoje ele é conhecido por ser a primeira pessoa a instaurar uma nova onda de qualidade e de técnicas de elaboração de sidras, usando muito do mundo do vinho natural”, explica Lis. Seus fermentados de pêras são feitos com 17 variedades da fruta, colhida à mão de árvores com até 300 anos de idade. Salinidade, elegância, refrescância e sutileza é o que se encontra nestes poirés, segundo a sommelière.

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    Era dos Ventos Peverella

    A vinícola Era dos Ventos, na Serra Gaúcha, foi pioneira no Brasil na produção de vinhos laranja, feito com uvas brancas maceradas com cascas – o que confere a cor característica, além de maior estrutura. No rótulo indicado por Lis, o qual ela diz ser um dos seus queridinhos, a variedade de uva em questão é a Peverella. “É um vinho solar, com uma acidez vibrante, tanino na medida certa. Mesmo não tendo pouco corpo nem pouco álcool, ele é muito sutil e não pesa”.

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    Sidra selvagem de carambola, Cia dos Fermentados

    Fundada em 2015 pelo biofísico Fernando Goldenstein e pelo designer digital Leonardo Alves de Andrade, a Companhia dos Fermentados resgata técnicas antigas de conservação e transformação dos alimentos através da fermentação. Entre kombuchas, vinagres, conservas e vinhos, o destaque vai para a sidra feita de carambolas orgânicas, colhidas em seu sítio na Serra da Mantiqueira e fermentada espontaneamente – isto é, sem adição de leveduras, aditivos nem conservantes. “É intrigante e fenomenal”, descreve Lis.

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    Malvasia & Kiwi, Montaneus Vinhos Artesanais

    Vinícola gaúcha de vinificação natural e biodinâmica, a Montaneus usa da co-fermentação de uvas e outras frutas para criar seus rótulos. Um dos preferidos de Lis é o que mistura vinho branco, da variedade Malvasia, com mosto de kiwi.

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    Pét-Nat Rosé Vinhas do Tempo, 2020

    Pequena vinícola do Rio Grande do Sul, a Vinhas do Tempo faz espumantes naturais com método ancestral de uma única fermentação finalizada dentro da garrafa. “Por não passar por uma segunda fermentação, como os champanhes, o pét-nat não tem notas de levedura. Ele é mais frutado, mais fresco”, explica Fleming. “Este rosé é superdivertido, tem bastante frutas vermelhas e cítricas e muita acidez”.

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    Branco de Chardonnay da Pardinho, 2020

    Referência em queijos artesanais, a paulista Pardinho também faz vinhos. Fleming descreve este rótulo branco, que passa por um processo de maceração com as cascas da uva, como um chardonnay “atípico”: “Ele não tem características tão marcadas dessa variedade de uva. É mais floral e tem frutas tropicais, justamente por esse período curto de maceração”.

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    Trebbiano on the Rocks, Era dos Ventos, 2020

    Outro laranja da lista, este vinho é macerado com as cascas da uva trebbiano e usa de fermentação espontânea (sem leveduras adicionadas). “Tem notas de casca de laranja e um pouco de fruta cítrica mais madura, mas bem fresco e com bastante acidez”, explica Fleming.

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    Pinot Maravilha, Outro Vinho, 2020

    Utilizando uvas colhidas manualmente em Vacaria, no Rio Grande do Sul, o projeto de vinhos naturais Outro Vinho produz o rótulo “Pinot Maravilha”, que Fleming descreve como um “rosé com alma de branco”. No processo de prensagem, um pouco das cascas da fruta foram misturadas, conferindo à bebida essa cor pêssego. “2020 foi uma safra bem quente, é um vinho mais cheio, mais gastronômico, com fruta mais madura, mas mantém o frescor. É bem fácil de tomar.”
    Utilizando uvas colhidas manualmente em Vacaria, no Rio Grande do Sul, o projeto de vinhos naturais Outro Vinho produz o rótulo “Pinot Maravilha”, que Fleming descreve como um “rosé com alma de branco”. No processo de prensagem, um pouco das cascas da fruta foram misturadas, conferindo à bebida essa cor pêssego. “A safra de 2020 é um vinho bem quente, mais gastronômico, tem uma fruta mais madura. É bem fácil de tomar.”

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    Instinto Selvagem, Vanessa Medin, 2020

    100% de uvas Gamay, esse tinto da Serra Gaúcha é produzido pela enóloga Vanessa Medin, com passagem de cinco meses em barricas de carvalho francês – o que confere uma nota de especiarias à bebida, segundo Fleming. De todos, ela diz, esse é o mais encorpado e sério, mas ainda mantém um perfil de acidez e frescor. “É um vinho para acompanhar um prato em uma noite quente”, recomenda.

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    Casa de Mouraz IVV Planet Mouraz Nina 2019

    “Para quem não abre mão de um tinto, mesmo nos dias mais quentes, a sugestão é de um vinho mais leve, fresco, com baixos níveis de taninos e maior acidez”. É assim que Frizon descreve este rótulo português, de vinificação natural e cultura biodinâmica, feito de vinhas velhas e que mistura variedades de uvas tintas e brancas – uma antiga tradição camponesa.

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    Domaine des Cognettes Muscadet-Sèvre-et-Maine sur Lie 2020

    Da região francesa do Vale do Loire, este rótulo é elaborado com a uva Melon de Bourgogne. “Vem de um dos estilos de vinhos mais frescos, delicados e agradáveis da França. Pode ser apreciado aos copos na beira da piscina ou mesmo em uma boa harmonização com frutos do mar”, explica Frizon.

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    Loxarel Penedès Xarel.lo nfora 2019

    “Um branco com alma de tinto”, segundo Frizon. Uma fermentação espontânea, com 20% das cascas, resultado em um rótulo espanhol complexo, com estrutura e um pouco de taninos – além de frescor. “É um par excelente para harmonização de pratos mais intensos”, diz a sommelière.

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    Vigna Lenuzza Friuli Colli Orientali DOC Pinot Grigio “Rose” 2018

    Branco rosado ou rosé de uvas brancas? Com um tom salmão, fruto da maceração das uvas Pinot Grigio orgânicas com as cascas, é difícil definir esse vinho italiano. Sua fermentação acontece com leveduras indígenas, seguindo uma maturação de 8 meses sobre as borras. O resultado é uma bebida “intensa, nariz com frutas cítricas confitadas e flores brancas, sápido, de média acidez e boa estrutura, com longo final e notas de amêndoas no final de boca”, descreve Frizon.

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    Domaine Rominger Alsace Pinot Noir 2020

    Com o mínimo de intervenção enológica e trazendo fruta e frescor ao paladar, este vinho busca apresentar a tipicidade do terroir da região da Alsácia, na França. “Ele apresenta um encantador nariz de frutas vermelhas frescas e muita delicadeza na boca”, explica Frizon.

    Branco rosado ou rosé de uvas brancas? Com um tom salmão, fruto da maceração das uvas Pinot Grigio orgânicas com as cascas, é difícil definir esse vinho italiano. Sua fermentação acontece com leveduras indígenas, seguindo uma maturação de 8 meses sobre as borras. O resultado é uma bebida “intensa, nariz com frutas cítricas confitadas e flores brancas, sápido, de média acidez e boa estrutura, com longo final e notas de amêndoas no final de boca”, descreve Frizon.

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Es D’Aqui M&M Rouge

Com a predominância de uvas tintas muscat e mourvèdre, este vinho francês quase rosé é bem aromático, com perfume predominante de mamão papaia. “Tem uma ótima acidez, um corpo leve, álcool na medida e uma exuberância de frutas tropicais no nariz que dá uma pirueta na cabeça”, descreve Lis.

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