Pavilhão das mulheres, criado com apoio da joalheria Cartier, celebra o Dia das Mulheres em Dubai

Espaço na Expo 2020 Dubai exibe obras, montagens e filmes que são uma verdadeira jornada pelas conquistas femininas nos últimos séculos.

Maria Rita Alonso
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Foto: Divulgação
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Pavilhão das mulheres na Expo 2020 Dubai

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Criar novas perspectivas de futuro para a mulher, iluminando o impacto social do trabalho feminino, reconhecendo os desafios para a igualdade de oportunidades e salários e, por fim, destacando as iniciativas que permitem que as mulheres prosperem para que a humanidade possa prosperar é a missão do Women’s Pavillon, um pavilhão montado na Expo 2020 Dubai, no coração do Oriente Médio. Com apoio da Cartier, única marca de luxo a integrar os parceiros da feira, o espaço exibe obras, montagens e filmes que são uma verdadeira jornada pelas conquistas femininas nos últimos séculos, celebrando a história de artistas, políticas e empreendedoras, que personificaram a rebeldia, a criatividade e o empoderamento feminino ao redor do mundo.

Para montar o pavilhão, a Cartier reuniu arquitetos, cineastas, artistas e designers de diferentes nacionalidades contribuindo tanto para a construção do edifício quanto para a curadoria da mostra. A espanhola Laura Gonzalez projetou a fachada, que faz lembrar constelações em um céu noturno estrelado, segundo ela, refletindo feminilidade e solidariedade. O artista franco-tunísio El Seed trabalha na parte inferior da fachada com sua caligrafia árabe, apelidada de ‘calligraffiti’, pintada na técnica de afresco.

Entre os artistas da exposição, destaque para a libanesa Nadine Labaki, atriz, roteirista e diretora de cinema, que assina o vídeo-manifesto intitulado “When Women Thrive, Humanity Thrives”, com histórias de meninas e mulheres que superam dificuldades diárias, encontrando soluções para duras realidades – é, especialmente, tocante a saga da menina que criou um sistema de filtragem para que sua comunidade pudesse ter acesso a água potável. Esse vídeo-manifesto, que é um curta-metragem, foi feito a partir de depoimentos de mulheres de 25 países, a maioria delas entrevistadas durante a pandemia por Zoom.

Conhecida por seu retrato realista da vida no Líbano, Nadine é uma defensora direitos das mulheres, foi a primeira cineasta árabe a receber uma indicação ao Oscar na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira, com o longo ‘Capernaum’, de 2019, e concedeu uma entrevista coletiva ontem (7), na sala de conferências do pavilhão. “Eu realmente acredito no poder da arte em desencadear mudanças”, diz Nadine. “É muito importante que mostremos um ponto de vista positivo e esperançoso do mundo, que é justamente o ponto de vista das mulheres”.

O segundo andar do pavilhão conta com obras multissensoriais da artista francesa Mélanie Laurent, que vislumbra um elo universal entre as mulheres e seus ecossistemas. Em uma sala com dezenas óculos de realidade virtual, é possível acompanhar a rotina de mulheres em regiões rurais longínquas, em uma experiência de imersão impressionante. Atriz, cantora, filmmaker e ativista ecológica, Mélanie faz um paralelo pertinente entre a força feminina e a capacidade de restaurar e manter ecossistemas – é dela também o documentário “Amanhã”, no qual viaja o mundo retratando casos bem-sucedidos de gente que trabalha para deter e reverter danos ambientais.

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“Melánie já era próxima à Cartier e ficou muito entusiasmada com a ideia de fazer um trabalho artístico sobre o tema”, diz Sophie Doireau, que é CEO da Cartier no Oriente Médio, e nos últimos quatro anos esteve à frente da criação do pavilhão. “Com o suporte de grandes artistas conseguimos transmitir o trabalho de mulheres incríveis que são verdadeiras change-makers e abordar o papel das mulheres na criação de um mundo mais limpo, seguro e saudável”.

Com a realização do Women’s Pavillon, a Cartier reforça e materializa seu posicionamento em defesa aos diretos das mulheres, uma bandeira que já levanta há 15 anos com a criação do Prêmio Women’s Iniciative. Desde o seu lançamento, a premiação já deu suporte há 262 mulheres líderes e empreendedoras de 62 países, em um investimento total de US$ 6,44 milhões.

Foto: Divulgação
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Laura Gonzalez projetou a fachada do pavilhão para se assemelhar a constelações em um céu noturno estrelado, refletindo feminilidade e solidariedade

Empreendedorismo feminino

Para celebrar os 15 anos do projeto, a Cartier reuniu mais de 200 finalistas de anos anteriores, ativistas e jornalistas de todo o planeta em uma cerimônia na Ópera de Dubai. A maestrina brasileira Simone Menezes regeu um repertório clássico e contemporâneo, com a participação da soprano ítalo-brasileira Camila Tintiger. O evento premiou ex-bolsistas da Cartier, de acordo com três categorias: Melhorando Vidas, Preservando o Planeta e Criando Oportunidades.

Os três primeiros lugares ficaram respectivamente com Temie Gina Tubosun, da Nigéria, fundadora da empresa LifeBank, uma distribuidora digital que distribui remédios e produtos médicos para regiões da África; Charlotte Wang, chinesa, dona da EQuota, uma companhia que combina inteligência artificial e big data para oferecer energia limpa; e Fariel Salahuddin, do Paquistão, pelos serviços da UpTrade, que atende comunidades rurais na implantação de sistemas de energia e distribuição de água.

“Estamos honrados em levar nosso apoio de longa data às mulheres responsáveis pela mudança, colaborando com a Expo 2020 Dubai e apresentando o Pavilhão Feminino para um público verdadeiramente global”, diz Cyrille Vigneron, presidente e CEO da Cartier International.

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