Ícone do luxo britânico, Bentley Continental completa 70 anos

Saga começou com o R-Type, que em 1952 custava quase quatro vezes o preço médio de uma casa no Reino Unido

Rodrigo Mora
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Bentley R-Type Continental

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São pontualmente cinco horas da tarde e você está tomando um chá com biscoitos após um longo dia na Universidade de Cambridge. O caminho de volta foi embalado por Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club, dos Beatles, Dark Side of The Moon, do Pink Floyd, e An Orchestrated Songbook, último álbum do Paul Weller.

Mais tarde, partida de críquete e reprise de Monty Python na BBC. Na parede, um quadro da Rainha Elizabeth II; na cabeceira da cama, As Aventuras de Sherlock Holmes te aguarda.

A vida tipicamente britânica não estaria completa sem um Bentley R-Type Continental na garagem.

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Exemplar de 1953, chassis BC16C, hoje faz parte da Bentley Heritage Collection

Nos 103 anos de história da marca, o cupê foi o primeiro a usar o nome “Continental” e nasceu para ser o carro mais veloz da década de 1950. Seu motor seis-cilindros de 4,6 litros rendia 153 cv, o bastante para leva-lo aos 190 km/h de velocidade máxima.

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Isso graças ao uso de alumínio na carroceria, nos caixilhos das janelas, na borda do para-brisa, nas armações dos assentos e nos para-choques.

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Curioso é que até mesmo um pneu especial foi desenvolvido pela Dunlop para o cupê, já que não havia nenhum que pudesse suportar um carro daquelas dimensões em velocidades tão altas.

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Interior do R-Type Continental combina sobriedade e luxo

E era o mais luxuoso e caro, também: vendido por £ 6.928, custava quase quatro vezes o preço médio de uma casa no Reino Unido em 1952, de acordo com cálculos da Bentley.

“O seu espírito e o seu design exterior foram a inspiração para o primeiro Continental GT em 2003, e desde então tem inspirado as equipas de Design da Bentley”, define a fabricante.

Depois de 208 unidades produzidas – 193 encarroçadas pela HJ Mulliner, seis pela Park Ward, cinco pela Franay, três pela Graber e um pela Farina –, a primeira geração do Continental chegou ao fim.

Legado

Em 1991 surge o Continental R, modelo que fez a tradicional marca britânica renascer e sair da sombra da conterrânea Rolls-Royce, sua então proprietária.

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Continental R 1991

Os números eram impressionantes naquele longínquo 1991: motor 6.7 V8 turbo de 325 cavalos de potência e velocidade máxima de 235 km/h. Em 2003, com apenas 1.854 unidades produzidas – o que faz deste um dos Bentleys mais cobiçados por colecionadores –, o Continental R passou o bastão para o Continental GT, primeiro Bentley sob comando do Grupo Volkswagen.

Para comemorar os 70 anos da linhagem Continental, a Bentley juntou um GT Speed e o R-Type Continental de seu acervo em Oulton Park, Cheshire.

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Para comemorar os 70 anos da linhagem Continental, a Bentley juntou um GT Speed e o R-Type Continental de seu acervo

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