Carro e arte: conheça cinco clássicos da coleção do MoMA, em Nova York

Museu tem acervo composto por 200 mil peças, entre elas clássicos dos anos 1940, 1950 e 1960.

Rodrigo Mora
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Uma visita ao Museum of Modern Art, em Nova York (EUA), mostra que a mobilidade também tem seu lado artístico. Selecionamos aqui cinco clássicos que estão entre as 200 mil peças que compõem a coleção do MoMA.

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Cisitalia 202 GT 1946

Presente da Carrozzeria Pininfarina entregue em 1972, mais de vinte anos após a exposição ‘8 Automobiles’ estrear o tema automotivo no MoMA – exatamente com o mesmo exemplar, agora exposto em definitivo.

Raríssimo – apenas 170 unidades foram construídas, de modo artesanal –, chegou ao museu após um longo processo de restauração executado pela própria Pininfarina, autora do desenho do esportivo.

A Consorzio Industriale Sportive Italia foi fundada em 1946, em Turim, pelo ex-jogador de futebol Piero Dusio com um objetivo: criar carros de corrida exclusivos e artesanais.

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Ferrari 641/F1-90

Foi o bólido de Alain Prost e Nigel Mansell na temporada de 1990 (vencida por Ayrton Senna, de McLaren). Equipada com um motor 3.5 V12, venceu seis corridas naquela temporada e marcou a estreia dos paddle shifts, as trocas de marchas no volante, nos carros da Fórmula 1.

Jaguar E-type

Considerado um dos carros mais bonitos na história do automóvel, o Jaguar E-type foi desenhado pelo engenheiro aeronáutico Malcolm Sayer, que pegou o D-type vencedor das 24 Horas de Le Mans e o reinterpretou para uso fora das pistas. De 1961 até 1975, quando se aposentou, o E-type se dividiu em três fases: Série 1 (seis-cilindros, no começo 3.8 e posteriormente 4.2), Série 2 e Série 3, este equipado com um 5.3 V12.

Porsche 911

Outro ícone automotivo no MoMA é o Porsche 911 1965. Revelado no Salão de Frankfurt de 1963, o esportivo alemão guarda uma curiosidade: inicialmente chamado de 901, teve que trocar de nome quando a Peugeot reclamou, alegando que já havia registrado essa combinação de números. É o único carro do museu que jamais fora restaurado.

Citroën DS

Faz sentido um Citroën DS estar em um museu de arte. Seu nome vem de déesse, deusa em francês. Revelado no Salão de Paris de 1955, o sucessor do Traction Avant recebeu 12 mil encomendas no primeiro dia de estreia. Foi um dos precursores dos conceitos de aerodinâmica, quando o tema ainda era vago. Já naqueles tempos tinha suspensão hidropneumática, capaz de manter a altura constante acima do chão com qualquer carga. O do MoMA é um 1973.

 

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