Produção e venda de veículos caem no semestre, diz Anfavea

Somando 1.091,7 mil veículos entre janeiro e junho, produção nacional encolheu 5%; exportações, no entanto, cresceram 23%.

Rodrigo Mora
Compartilhe esta publicação:
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Fábrica da Audi em São José dos Pinhais

Acessibilidade


Somando 1.091,7 mil veículos entre janeiro e junho, a produção nacional encolheu 5% em relação à primeira metade de 2021, quando foram fabricadas 1.149,1 mil unidades. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (8) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

“A crise global dos semicondutores vem se prolongando mais do que esperávamos em janeiro, em função de novos fatores como a guerra na Ucrânia e os lockdowns na China causados pela nova onda de covid, que afetam o fornecimento de insumos e a logística global”, explicou o Presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite.

Leia mais: João Oliveira deixa Volvo Cars e assume Jaguar Land Rover

Consequentemente, os licenciamentos também caíram. No acumulado do semestre, a redução foi de 14,5%: de 1.074,2 mil nos primeiros seis meses de 2021 para 918 mil em igual período de 2022. “Infelizmente esse é um fenômeno global, com números de queda muito semelhantes aos dos principais mercados do planeta”, comentou Leite.

Por outro lado, as exportações cresceram: 246,3 mil ante 200,1 mil, um acréscimo de 23%. De acordo com a entidade, a alta se deu por conta de uma demanda elevada de países como Colômbia, Chile, Peru, México e Uruguai.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

Entre as quedas em vendas e produção e a alta nas exportações, a Anfavea reviu as projeções para o fechamento do ano. “Levando em conta as restrições de produção e a elevação da inflação e dos juros no Brasil, assim como as restrições ao acesso de crédito (que impactam principalmente as vendas dos veículos de entrada), a nova expectativa é de fechar o ano com 2.340 mil unidades, alta de 4,1% sobre 2021”, prevê a entidade.

Compartilhe esta publicação: