Lucro da Toyota cai 42% com maiores custos e problemas de fornecimento

Montadora japonesa foi impactada por restrições de oferta e custos crescentes

Reuters
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REUTERS/Jorge Silva

As ações da Toyota, maior montadora do mundo em vendas, fecharam em queda de 3%.

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O lucro trimestral da Toyota caiu 42% no primeiro trimestre fiscal ante um ano antes, resultado pior do que o esperado por analistas, uma vez que a montadora japonesa foi impactada por restrições de oferta e custos crescentes.

O lucro operacional dos três meses encerrados em 30 de junho caiu para 578,66 bilhões de ienes (US$ 4,3 bilhões – R$ 22,7 bilhões) ante 997,4 bilhões de ienes no mesmo período do ano passado, disse hoje (4) a Toyota.

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A empresa cortou repetidamente as metas mensais de produção devido à escassez global de chips e às restrições sanitárias ligadas à Covid-19 em fábricas na China.

A magnitude do efeito negativo nos lucros foi muito além das expectativas – analistas consultados pela Refinitiv estimavam uma queda de 15% – e pareceu pegar os investidores de surpresa.

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As ações da Toyota, maior montadora do mundo em vendas, fecharam em queda de 3%.

A montadora disse que o aumento dos preços de matérias-primas custou 315 bilhões de ienes.

Apesar do trimestre ruim, a Toyota manteve sua projeção de lucro operacional em 12 meses, bem como a intenção de produzir 9,7 milhões de veículos neste ano fiscal, citando o que forte demanda residual.

A produção aumentaria no segundo semestre do ano fiscal, disse um porta-voz da empresa.

Para o lucro líquido anual, a Toyota elevou em 4% sua projeção, a 2,36 trilhões de ienes, ajudada pela fraqueza da moeda japonesa, o que significa que as vendas registradas em moedas estrangeiras se tornam mais valiosas.

Ainda assim, o impulso do iene mais fraco não foi suficiente para compensar totalmente o impacto do aumento dos custos de materiais, disse Seiji Sugiura, analista sênior do Tokai Tokyo Research Institute.

A montadora espera que os custos de matérias-primas para o ano inteiro aumentem em 17%, para 1,7 trilhão de ienes, em relação à estimativa anterior – a maior parte devido ao aumento dos preços do aço e do alumínio.

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