Reino Unido diz que vacina para Covid-19 pode começar a ser disponibilizada antes do Natal

Andreas Gebert/Reuters
Andreas Gebert/Reuters

Responsável pela aquisição de possíveis imunizantes no Reino Unido disse que um lançamento no início de 2021 é o mais provável

Uma vacina contra a Covid-19 pode ser disponibilizada para algumas pessoas no Reino Unido antes do Natal, mas um lançamento no início de 2021 é o mais provável, disse a mulher responsável pela aquisição de possíveis imunizantes no país hoje (28).

“Se as primeiras duas vacinas, ou qualquer uma delas, mostrarem que são seguras e eficazes, acho que há uma possibilidade de que a disponibilização da vacina comece antes do Natal. Mas se não, acho que é mais realista esperar para o início do ano que vem”, disse Kate Bingham à “BBC”.

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EFEITO LIMITADO

Kate Bingham disse que uma vacina totalmente eficaz pode nunca ser desenvolvida e que quaisquer versões iniciais que obtenham aprovação podem não funcionar para algumas pessoas.

Ainda não existe nenhuma vacina contra Covid-19 aprovada clinicamente, mas quase 200 candidatas estão em desenvolvimento em todo o mundo, e resultados de testes de estágio avançado das primeiras delas são esperados até o final de 2020.

“Entretanto, não sabemos se um dia chegaremos a ter uma vacina. É importante se resguardar da complacência e do excesso de otimismo”, escreveu Kate Bingham, chefe da Força-Tarefa de Vacinas do Reino Unido, em um artigo publicado no periódico médico “The Lancet”.

“A primeira geração de vacinas provavelmente será imperfeita, e deveríamos estar preparados para elas não prevenirem infecções, e sim reduzir sintomas e, mesmo assim, podem não funcionar para todos ou por muito tempo.”

Bingham disse que a Força-Tarefa de Vacinas reconheceu que “muitas, e possivelmente todas estas vacinas, podem fracassar”, acrescentando que o foco está naquelas que se espera provocar reações imunológicas em pessoas de mais de 65 anos.

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Ela também alertou que a capacidade produtiva global de vacinas está muito aquém das bilhões de doses que são necessárias, e que até o presente momento a capacidade produtiva britânica tem sido “igualmente escassa”. (Com Reuters)

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