Butantan inicia produção de CoronaVac e terá capacidade para 1 milhão de doses diárias

Instituto espera ter 100 milhões de unidades da vacina até maio e outras 40 milhões para países latino-americanos .

Redação
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Thomas Peter/Reuters
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Doria disse que a produção será feita com base em insumos recebidos pelo Butantan da Sinovac

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O Instituto Butantan, ligado ao governo do Estado de São Paulo, iniciou a produção da CoronaVac, candidata a vacina contra Covid-19 desenvolvida pela chinesa Sinovac, e terá capacidade de 1 milhão de doses diárias do potencial imunizante, disse hoje (10) o governador paulista, João Doria (PSDB).

Em entrevista coletiva na sede do instituto, Doria disse que a produção será feita com base em insumos recebidos pelo Butantan da Sinovac.

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“A fábrica do Butantan, que funcionava em escalas, passará a partir de agora a funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana. Já autorizamos ao Instituto Butantan a contratação de mais 120 técnicos para reforçar a produção da vacina. Os novos profissionais vão se juntar aos 245 que já estão diretamente envolvidos na produção”, disse Doria.

“Com isso, a capacidade de produção da vacina chegará a 1 milhão de doses por dia”, garantiu o governador.

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Doria anunciou nesta semana que a vacinação contra Covid-19 começará no Estado com a CoronaVac em 25 de janeiro, embora a candidata a vacina ainda não tenha sequer pedido de uso emergencial apresentado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo o governador, além de São Paulo, outros 11 Estados e mais 912 municípios entraram em contato com o Butantan com a intenção de adquirir a CoronaVac. Manifestaram intenção de adquirir a CoronaVac para imunizar seus profissionais de saúde os governos de Acre, Pará, Maranhão, Roraima, Piauí, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Sul, de acordo com o governo paulista.

Doria anunciou nesta semana, ao divulgar o plano estadual de vacinação, que o Estado vai disponibilizar 4 milhões de doses da CoronaVac para outros Estados.

Há ainda conversas para exportar imunizantes para países da América Latina, sendo a mais avançada com a Argentina, disse o presidente do Butantan, Dimas Covas, que também participou da coletiva.

O Butantan espera ter 100 milhões de doses da CoronaVac até maio e outras 40 milhões de doses para países latino-americanos.

Dimas Covas disse, ainda, que o custo por dose da CoronaVac para Estados e municípios fora de São Paulo será de US$ 10,30, mesmo valor que foi oferecido ao Ministério da Saúde caso a pasta decida incluir a CoronaVac no Plano Nacional de Imunização, o que o presidente do Butantan disse esperar que aconteça.

Ele manifestou a expectativa de que a CoronaVac obtenha aprovação da agência regulatória da China ainda este ano. “Muito rapidamente significa antes do final deste ano”, afirmou.

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Ele lembrou uma lei federal que determina que, uma vez aprovada por uma das agências sanitárias de Estados Unidos, União Europeia, Japão e China, uma vacina precisa ser analisada em 72 horas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que deverá decidir se valida ou não o registro.

“Obviamente que isso não significa que ela (Anvisa) tem que endossar integralmente. Ela pode rejeitar ou aceitar, mas ela terá que fazer isso em 72 horas”, explicou. “Esse é o caminho alternativo, porque o ideal seria pelo rito normal ou pelo uso emergencial.” (Com Reuters)

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