Pazuello afirma que Manaus sofreu "colapso" e diz que 6 aeronaves vão transportar oxigênio

Bruno Kelly/Reuters
Bruno Kelly/Reuters

Trabalhadores chegam a hospital em Manaus (AM) com cilindro de oxigênio

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou ontem (14) que seis aeronaves Hércules da Força Aérea Brasileira serão usadas para transportar oxigênio para Manaus, classificando como um “colapso” a situação vivida pela capital amazonense no enfrentamento à Covid-19.

Em transmissão pelas redes sociais ao lado do presidente Jair Bolsonaro, Pazuello disse que o aumento dos casos de Covid-19 no estado levou a uma alta de seis vezes na demanda de oxigênio em Manaus como suporte no tratamento dos pacientes com Covid-19.

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Segundo o ministro, a produção de oxigênio para a cidade se manteve estável, a despeito do aumento de demanda na capital. Ele disse que haverá uma diminuição na oferta de oxigênio nos hospitais –não interrupção– e que será priorizado o suporte de pacientes em UTIs.

“Manaus teve o pior momento da pandemia em abril do ano passado, já houve um colapso no atendimento e foi revertido. Agora estamos novamente numa situação extremamente grave”, afirmou Pazuello.

“Considero, sim, que há um colapso no atendimento de saúde em Manaus”, acrescentou.

O ministro relatou que atualmente há 480 pessoas numa fila esperando por um leito para terem direito a tratamento em Manaus. Desde o fim de semana o governo destacou uma equipe especial do Ministério da Saúde a fim de ajudar nas ações no Estado.

Bolsonaro também destacou durante a transmissão que a situação em Manaus está complicada.

O deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM) disse mais cedo à Reuters que o governo brasileiro também pediu ajuda aos Estados Unidos para que disponibilizem um avião militar que permita o transporte de oxigênio para Manaus.

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Taambém ontem, o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), admitiu que o Estado está enfrentando seu pior momento na pandemia de Covid-19, com dificuldades especialmente para a aquisição de oxigênio, em meio a uma nova disparada na contagem de casos e óbitos em decorrência da doença.

Segundo a Secretaria de Saúde amazonense, o Estado foi comunicado na noite de quarta-feira (13), pela empresa responsável, do colapso do plano logístico para algumas entregas de oxigênio, o que causaria a interrupção da programação por “algumas horas”. (Com Reuters)

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