Taxas de mortalidade por Covid-19 e obesidade estão diretamente ligadas

Reprodução/Forbes
Reprodução/Forbes

O Vietnã é o país que registra a segunda menor taxa de obesidade e de mortes por Covid-19

Uma análise dos dados de mortalidade da Covid-19 feita pela Federação Mundial de Obesidade divulgada hoje (04) encontrou uma “correlação contundente” entre as taxas de mortalidade e obesidade dos países. A nova pesquisa chama atenção para o papel da obesidade nos 2,5 milhões de mortes globais causadas pelo coronavírus.

Por meio da análise dos dados sobre mortalidade do vírus da Universidade Johns Hopkins e de informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre obesidade, a Federação Mundial de Obesidade, organização sem fins lucrativos associada à OMS, calculou que 2,2 milhões dos 2,5 milhões de mortes globais da pandemia ocorreram em países com altas taxas de obesidade.

VEJA TAMBÉM: Permanência de sintomas em pacientes curados de Covid pode ter impactos graves, diz OMS

O relatório constatou que as taxas de mortalidade foram 10 vezes maiores em países onde mais de 50% da população está acima do peso, apontando para o Reino Unido e os Estados Unidos como os principais exemplos.

O Reino Unido tem a terceira maior taxa de mortalidade do mundo com 184 mortes a cada 100 mil habitantes e a quarta maior taxa de obesidade, com 63,7% dos adultos sendo classificados com sobrepeso. O país é seguido de perto pelos Estados Unidos, que contabilizam 152,49 mortes por 100 mil habitantes, sendo que 67,9% da população vive com obesidade.

O Vietnã, por outro lado, tem a taxa de mortalidade por Covid-19 mais baixa do mundo com 0,04 mortes a cada 100 mil habitantes e também relata a segunda menor taxa de obesidade (18,3%) entre adultos.

O estudo destaca que “não há um único exemplo internacional” de um país que apresenta baixos níveis de obesidade – classificado com menos de 40% da população com sobrepeso – e altas taxas de mortalidade por Covid-19.

Embora “a idade tenha sido o fator predominante da análise de riscos de hospitalização e morte até o momento, este relatório mostra pela primeira vez que as populações com excesso de peso saem prejudicadas.”

LEIA TAMBÉM: Gordo, mas saudável? Nova pesquisa sugere que condicionamento físico não cancela efeito negativo da obesidade na saúde

O diretor-geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom, afirma que espera que o estudo atue como um “alerta” para os governos em todo o mundo. “A correlação entre as taxas de obesidade e mortalidade por Covid-19 é clara e convincente”, disse Adhanom.

Embora o relatório revele novos detalhes, esta não é a primeira pesquisa que descreve uma conexão entre a obesidade e o aumento do risco para Covid-19. Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) alertaram que ter obesidade pode triplicar o risco de hospitalização devido à infecção pelo coronavírus. “À medida que o índice de massa corporal (IMC) aumenta, o risco de morte por Covid-19 também aumenta.” Numerosos estudos, publicações e análises têm apoiado esta conexão, mostrando que o IMC mais elevado tem sido associado a maior risco de hospitalização, admissão em cuidados intensivos ou críticos, necessidade de ventilação mecanicamente assistida e risco de morte.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Siga Forbes Money no Telegram e tenha acesso a notícias do mercado financeiro em primeira mão

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).