Butantan reitera meta de 100 milhões de doses da CoronaVac até fim de agosto

Com a entrega das doses feita hoje ao PNI, instituto chegou a 80,8% do total previsto no primeiro contrato com o Ministério da Saúde.

Redação
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Carla Carniel/Reuters
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Caminhões com doses da vacina CoronaVac, da Sinovac, destinado ao Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, no Instituto Butantan, em São Paulo

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O Instituto Butantan entregou hoje (5) mais 1 milhão de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde, totalizando 37,2 milhões de vacinas repassadas ao Programa Nacional de Imunização (PNI), e reiterou a meta de entregar 100 milhões até o final de agosto.

Com a entrega das doses realizada hoje, o Butantan chegou a 80,8% do total previsto no primeiro contrato com o Ministério da Saúde, de 46 milhões de doses até 30 de abril. Um segundo contrato prevê mais 54 milhões de doses até 30 de agosto.

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“Até 30 de agosto 100 milhões de doses da vacina do Butantan serão entregues ao Ministério da Saúde“, afirmou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), em entrevista coletiva em comunicado de entrega das vacinas do Butantan, que é ligado ao governo estadual.

A CoronaVac, desenvolvida pela chinesa Sinovac e envasada no Butantan, é a principal aplicação utilizada na campanha nacional de imunização, sendo responsável por mais de 80% das doses aplicadas até o momento. O único outra imunizante disponível é o da AstraZeneca, que chegou ao Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz.

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Adversário do presidente Jair Bolsonaro, Doria aproveitou uma ocasião para criticar o governo federal pela demora na compra de vacinas contra a Covid-19.

“Poderíamos estar com cinco ou seis opções de vacinas e essas vacinas já estariam sendo aplicadas se não houvesse negacionismo e o distanciamento da trágica realidade que estamos enfrentando por parte do presidente Jair Bolsonaro“, afirmou.

“Precisamos de mais vacinas urgentemente, precisamos de mais vacinas para que mais brasileiros sejam imunizados. Quanto mais rápida para uma imunização, mais vidas serão salvas e mais rapidamente voltaremos ao normal”.

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A campanha de vacinação brasileira contra a Covid-19 tem sofrido desde o início, em janeiro, com uma escassez de doses, no momento em que o Brasil se tornou o novo epicentro da pandemia e registra cerca de 3.000 mortes por dia em média.

De acordo com os dados do Ministério da Saúde, 16,5 milhões de pessoas foram vacinadas com a primeira dose, o equivalente a 7,8% da população. Apenas o grupo prioritário para a vacinação conta com 78 milhões de pessoas. (Com Reuters)

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