Ministério volta atrás e só recomenda vacinação para adolescentes com comorbidades

A decisão do ministério ocorre num momento em que Estados têm reclamado falta de estoques de vacina e há preocupações com o avanço da variante Delta.

Redação
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Carla Carniel/Reuters
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Na semana passada, a pasta havia recomendado a imunização de adolescentes a partir do dia 15 em todo o Brasil

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O Ministério da Saúde revisou seu entendimento anterior e decidiu a partir de agora só recomendar a vacinação contra Covid-19 de adolescentes entre 12 e 17 anos que tenham comorbidades, deficiência permanente ou estejam privados de liberdade, segundo nova nota informativa divulgada pela pasta.

Na semana passada, a pasta havia recomendado a imunização de adolescentes a partir do dia 15 em todo o Brasil.

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A decisão do ministério ocorre num momento em que Estados têm reclamado falta de estoques de vacina e há preocupações com o avanço da variante Delta, mais transmissível.

Na nota, a pasta citou algumas premissas para mudar a orientação. Entre outros pontos, o ministério afirmou que a OMS (Organização Mundial de Saúde) “não recomenda a imunização de criança e adolescente, com ou sem comorbidades”, que a maioria dos adolescentes em comorbidades acometidos por Covid apresentam evolução benigna e que os benefícios da imunização desse grupo “ainda não estão claramente definidos”.

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O Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) divulgou uma manifestação defendendo a vacinação de todos os adolescentes.

“A vacinação de todos os adolescentes é segura e será necessária, priorizando neste momento aqueles com comorbidade, deficiência permanente e vulneráveis como os privados de liberdade e em situação de rua. Havendo quantitativo de doses suficientes para atender a estas prioridades deve imediatamente ser iniciada a vacinação dos demais adolescentes”, afirmou o Conass.

O vice-presidente da CPI da Covid no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), cobrou durante a sessão desta quinta informações do ministério a respeito da mudança da orientação. Segundo ele, a OMS – ao contrário do que a pasta alega – defende a vacinação dos adolescentes. (Com Reuters)

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