Boas notícias para tratamento do câncer de rim metastático

Estudo apresentado no Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica avaliou novas formas de tratamento para a doença

Fernando Maluf
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Cavan Images/Getty Images
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Estudo avaliou novas formas de tratamento para o câncer renal metastático

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Neste mês de junho, falamos bastante sobre o tumor de rim, um dos dez tipos de câncer mais comuns entre homens e mulheres. O Dia Mundial da doença foi lembrado em 16/06 e a campanha realizada anualmente pela International Kidney Cancer Coalition (IKCC) trouxe como tema a frase “We need to talk about treatment options” (Precisamos falar sobre opções de tratamento), uma proposta para incentivar as conversas entre pacientes, médicos e cuidadores sobre as opções de tratamento.

No Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, realizado no início do mês, um dos estudos mais relevantes avaliou novas formas de tratamento para o câncer renal metastático. A doença era tratada, anteriormente, com um antiangiogênico, um bloqueador de vasos sanguíneos mais antigo, chamado sunitinib. Novas drogas, incluindo novas combinações com medicamentos imunoterápicos, foram avaliadas em comparação a esta medicação mais tradicional.

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Um desses estudos comparou a ação do nivolumab que é um anticorpo, um anti-PDL, que anula o bloqueio que o tumor exerce sobre o sistema de defesa do organismo. Esta droga foi utilizada junto com uma nova medicação que bloqueia os vasos sanguíneos, além de outras cadeias de crescimento tumorais, chamada cabozantinib.
Esta pesquisa robusta, que comparou essa nova estratégia versus o tratamento tradicional com sunitinib, mostrou que a combinação reduziu o risco de progressão da doença ou morte em 44%. Portanto, um ganho muito significativo. E, além do resultado bastante positivo, o que vimos também é que essas novas combinações elevam a taxa de resposta de modo muito importante. Neste caso, ela foi mais que duplicada.

Do mesmo modo, um outro estudo com dois imunoterápicos (nivolumab e ipilimumab, que funcionam como bloqueadores em áreas diferentes das proteínas tumorais) avaliou o papel desse tratamento em comparação à terapia tradicional. O resultado também mostrou uma redução do risco de morte ou progressão de maneira muito significativa, ao redor de 40%.

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Assim, para o tratamento do no câncer renal metastático, o uso de novos imunoterápicos combinados entre si ou com drogas antiangiogênicas promoveu efeitos muito interessantes em termos de aumento da sobrevida dos pacientes, diminuição do risco de progressão e de morte.

Estas estratégias, agora, representam o novo padrão-ouro no tratamento do câncer de rim metastático.

Fernando Maluf é cofundador do Instituto Vencer o Câncer e professor livre-docente da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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