AMD apresenta novos chips e mira contra Intel e Nvidia

Reuters
Presidente-executiva da AMD, Lisa Su, durante a apresentação dos produtos na CES

A AMD apresentou na feira de tecnologia de consumo CES, em Las Vegas, sua próxima geração de microprocessadores e um chip gráfico, mirando contra as maiores rivais Intel e Nvidia.

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A presidente-executiva da companhia, Lisa Su, durante a apresentação dos produtos na CES, deu uma prévia da terceira geração da CPU Ryzen para usuários de desktops. Os chips serão lançados no meio deste ano e vão competir com os processadores para PCs da Intel.

A AMD começará a distribuir os chips gráficos Radeon VII, que competem com processadores da Nvidia, a partir de 7 de fevereiro, e a próxima geração de chips EPYC para servidores em meados de 2019, disse Su.

Todos os três chips são baseados na nova tecnologia de fabricação de 7 nanômetros da AMD, que incorpora mais transistores em chips menores e pode aumentar o desempenho com menor consumo de energia.

A AMD disse no ano passado que iria parar de tentar desenvolver tais técnicas de fabricação avançadas por conta própria e, em vez disso, passaria a recorrer a fornecedores externos, como a Taiwan Semiconductor Manufacturing, que os analistas também acreditam que produzirá chips de 7 nanômetros para a Apple.

Os chips EPYC e os processadores Ryzen são baseados na arquitetura Zen 2, um avanço sobre a versão da tecnologia lançada em 2017, tornando a AMD uma fabricante de chips igual, se não melhor, que a Intel em termos de desempenho, de acordo com muitos sites especializados.

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Para a Intel, que enfrentou atrasos de produção de chips de 10 nanômetros, isso pode significar perda de participação de mercado para a AMD, disseram analistas. A Intel afirma que pretende iniciar os envios de seus chips de 10 nanômetros no final deste ano e chips para servidores com a tecnologia no próximo ano.

Durante a apresentação, Su mostrou que o Ryzen III consumiu 30% menos energia que a CPU Core i9 da Intel. A executiva também anunciou que o Google fez parceria para usar processadores gráficos Radeon, da AMD, em seu recém divulgado serviço de transmissão de videogames, Project Stream.

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