EUA e China podem alcançar grande acordo sobre questões comerciais

Reuters
Mesmo que um acordo comercial seja firmado em breve, analistas dizem que não será a cura para a economia chinesa

Os Estados Unidos e a China devem chegar a um acordo sobre questões comerciais imediatas, enquanto um acordo sobre questões estruturais e sua aplicação será mais difícil, disse o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, hoje (7), à medida que as negociações comerciais eram retomadas.

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Ross, em entrevista à CNBC, disse que as negociações em Pequim estão sendo realizadas no nível apropriado e vão ajudar a determinar se as diferenças comerciais entre as duas maiores economias do mundo podem ser resolvidas por meio de negociações.

“Eu acho que há uma boa chance de conseguirmos um acordo razoável com o qual a China possa conviver, que nós possamos conviver e que resolva todas as questões-chave. E, para mim, essas são negociações imediatas. Essa provavelmente é a questão mais fácil de se resolver”, disse Ross.

Autoridades dos EUA e da China se encontraram em sua primeira negociação presencial desde que os presidentes Donald Trump e Xi Jinping corcordaram em dezembro com uma trégua de 90 dias em uma guerra comercial que tem agitado os mercados globais.

Não está claro se Pequim atenderá às principais demandas dos Estados Unidos sobre os desequilíbrios comerciais, acesso aos mercados e mais proteção à propriedade intelectual.

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Trump disse no domingo que as negociações comerciais com a China estão indo muito bem e que a fraqueza da economia chinesa deu a Pequim uma razão para trabalhar em prol de um acordo.

Mesmo que um acordo comercial seja firmado em breve, analistas dizem que não será a cura para a economia chinesa, que deve continuar desacelerando nos próximos meses.

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