Canadian, Casa dos Ventos e Eneva avaliam leilão em RR

Reuters
Segundo fontes, as empresas têm interesse no pregão do dia 31 de maio

Um leilão que contratará soluções de suprimento de energia para Roraima tem atraído interesse de diversas empresas, incluindo a fabricante de painéis solares Canadian Solar, a empresa de projetos Casa dos Ventos e as elétricas Eneva e Equatorial, entre outras, disseram à Reuters diversas fontes próximas do assunto.

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O certame, em 31 de maio, é aberto tanto para projetos termelétricos a diesel ou gás natural quanto para fontes renováveis, como usinas eólicas, solares e movidas a biomassa ou biogás, além de novas tecnologias, como baterias.

A licitação será realizada em um momento em que Roraima, que não está ligado ao sistema elétrico nacional e era abastecido em boa parte por energia venezuelana, agora está gastando valores adicionais com térmicas, em função da ausência do suprimento do país vizinho, atingido por série crise econômica e social.

O leilão teve inscritos 156 projetos, com um total de cerca de 6 gigawatts em capacidade. A demanda a ser contratada, no entanto, deve ficar próxima de 200 megawatts a 250 megawatts, informou anteriormente a estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

A Eneva afirmou em apresentação de resultados hoje (9) que pode disputar o certame com uma termelétrica que seria abastecida com gás do campo de Azulão, no Amazonas, um projeto com capacidade entre 110 e 150 megawatts que a empresa comprou junto à Petrobras em 2017.

O empreendimento da Eneva deve envolver o uso de navios ou carretas para levar o gás até a usina, devido à falta de gasodutos na região, mas ainda assim tem potencial para ser um dos mais competitivos da disputa em termos de preços, disse uma das fontes, que falou sob a condição de anonimato.

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Procurada, a Eneva não comentou de imediato o assunto.

Já a Canadian Solar inscreveu projetos solares para a licitação como parte de sua estratégia para alavancar vendas de equipamentos no país, disse uma segunda fonte, que também não quis ter o nome publicado.

De acordo com essa segunda fonte, a desenvolvedora de projetos Casa dos Ventos é outra empresa que tem olhado a disputa. A novidade é que a empresa tem estudado projetos a gás e com biogás produzido a partir de biomassa, ao invés de eólicas, fonte na qual possui um amplo portfólio de empreendimentos.

Um porta-voz da Canadian Solar disse que a empresa não iria comentar. A Casa dos Ventos disse em nota que “tem de fato projetos cadastrados, mas ainda está analisando a participação”.

Já a Equatorial Energia, que atua principalmente em distribuição e transmissão, também chegou a estudar alternativas de projetos de geração a gás natural para o certame, disse uma terceira fonte que tem acompanhado a licitação.

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“A Equatorial tem uma forte presença regional”, afirmou a fonte, em referência ao fato de a elétrica controlar a distribuidora de energia Celpa, no Pará, que faz divisa com Roraima.

O grupo Oliveira Energia, que atua com geração térmica a diesel na região Norte e comprou junto à estatal Eletrobras as distribuidoras que atendem Roraima e Rondônia, também tem sido visto como um potencial interessado, afirmou a terceira fonte, também sob sigilo.

Não foi possível contatar de imediato representantes da Equatorial e da Oliveira Energia para comentar.

Além dessas empresas, a AES Tietê, controlada pela norte-americana AES, também chegou a demonstrar interesse em inscrever projetos com uso de baterias na licitação, mas as fontes não souberam dizer se a empresa estará na disputa. A empresa recusou-se a comentar.

A Golar Power, que tem um projeto termelétrico em andamento em Sergipe, também chegou a demonstrar apetite pelo certame, mas não é certo se a companhia decidiu entrar de fato na concorrência, segundo as fontes.

Não foi possível contatar representantes da Golar Power.

O Ministério de Minas e Energia disse em nota que um workshop sobre o leilão “despertou grande interesse do setor e recebeu cerca de 100 participantes”, sem detalhar as empresas que compareceram.

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