CVM abre inquérito contra nomes da Vale por Brumadinho

Whashington Alves/Reuters
Rompimento de barragem, ocorrido em janeiro, deixou mais de 240 mortos

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou que abriu inquérito para investigar eventual inobservância de deveres fiduciários de administradores da Vale por fatos ligados ao rompimento da barragem de Brumadinho (MG), ocorrido em janeiro e que deixou mais de 240 mortos. A autarquia explicou em comunicado exibido em seu website que o inquérito diz respeito aos deveres da companhia em relação aos seus acionistas e investidores, mas não citou os nomes dos executivos que são alvos do inquérito.

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“Tal apuração não inclui atuação sobre questões relativas à legislação ambiental, as quais vêm sendo objeto de atuação das instituições competentes”, diz trecho do comunicado.

A CVM informou ainda que o inquérito é referente a processo aberto em 28 de janeiro, três dias após o desastre, para apurar eventual responsabilidade de administradores da companhia em razão dos fatos relacionados ao rompimento da estrutura.

Com o colapso da barragem da Vale, uma onda de rejeitos do beneficiamento de minério de ferro foi liberada, atingindo áreas administrativas e refeitório da própria empresa, além de comunidades, mata e rios da região, incluindo o Paraopeba. A maioria das vítimas fatais foi de empregados da empresa.

Procurada, a Vale afirmou em nota que tomou conhecimento sobre a abertura do inquérito. “Permanecemos à disposição e manteremos a postura transparente e colaborativa”, complementou a empresa.

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