Ibovespa recua 2,9% e fecha na mínima em um mês

Reuters
Índice de referência do mercado acionário brasileiro sofreu o maior declínio percentual diário desde 14 de agosto

O Ibovespa fechou em forte queda hoje (2), tocando mínima em um mês, liderada pelo tombo de mais de 5% das ações da mineradora Vale, em sessão marcada por aversão a risco global diante de preocupações com a economia mundial.

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As perdas na bolsa paulista ainda foram endossadas por um “tropeço” na votação da reforma da Previdência, com o governo derrotado em um destaque que derrubou novas regras mais rígidas sobre o abono salarial.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,9%, a 101.031,44 pontos, mínima de fechamento desde 3 de setembro. Foi também o maior declínio percentual diário desde 14 de agosto. O volume financeiro no pregão somou R$ 17,1 bilhões.

Nos Estados Unidos, Wall Street fechou com fortes perdas, após dados sobre a criação de empregos no setor privado norte-americano reforçarem temores sobre o ritmo da atividade naquele país, já evidenciados por números da indústria na véspera.

O Relatório Nacional de Emprego da ADP divulgado pela manhã mostrou que os empregadores privados nos EUA criaram 135 mil postos de trabalho em setembro. Economistas consultados pela Reuters previam a criação de 140 mil vagas.

“Os dados de criação de emprego no setor privado dos EUA vieram piores do que as projeções e azedaram o humor no mercado”, destacou a equipe da Elite Investimentos mais cedo.

Para o analista Filipe Villegas, da Genial Investimentos, as fortes perdas nas bolsas refletiram uma visão mais conservadora de investidores que estão colocando na conta riscos de uma mudança no ciclo econômico, para crescimentos menores à frente.

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“Todo mundo está em momento de observação, de adotar postura mais conservadora, levando em consideração que cada vez mais há dados que evidenciam essa mudança de ciclo”, afirmou.

A ameaça de nova disputa comercial transatlântica, desta vez entre EUA e União Europeia, endossou as vendas nas bolsas globais, enquanto ainda se espera um desfecho para o embate EUA-China, que já tem afetado as duas maiores economias do mundo.

A Organização Mundial do Comércio (OMC) autorizou os EUA a imporem tarifas sobre US$ 7,5 bilhões em bens europeus, em disputa sobre subsídios à Airbus, o que levou o governo norte-americano a anunciar itens sujeitos a novas tarifas.

No Brasil, o Senado concluiu a votação em 1º turno da reforma da Previdência, mas ela foi contaminada pelas discussões sobre o pacto federativo e disputas por protagonismo com a Câmara dos Deputados, além de derrota do governo em destaque que reduziu a economia prevista com a reforma.

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