Ações da Petrobras têm maior queda da história com tombo dos preços do petróleo

Sergio Moraes/Reuters
Sergio Moraes/Reuters

Por volta das 10:30, Petrobras PN caía 23,96%, a R$ 17,36, e Petrobras ON recuava 24,61%, a R$ 18,14

As ações da Petrobras chegaram a desabar mais de 25% nos primeiros negócios de hoje (9), maior queda da história dos papéis, com a perda de valor superando R$ 81 bilhões no pior momento, na esteira do tombo do petróleo no exterior, onde as cotações chegaram a cair mais de 30% hoje.

A forte queda na cotação da commodity ocorreu após a Arábia Saudita ter sinalizado que elevará a produção para ganhar participação no mercado. Os sauditas cortaram seus preços oficiais de venda.

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Por volta das 10:30, Petrobras PN caía 23,96%, a R$ 17,36, e Petrobras ON recuava 24,61%, a R$ 18,14. Na sequência, os papéis tiveram as negociações suspensas depois que a bolsa acionou o mecanismo de circuit breaker após o Ibovespa cair 10%. Os negócios serão interrompidos por 30 minutos até às 11h01.

Na mínima até o momento, Petrobras PN caiu 25,5%, a R$ 17, menor patamar intradia desde setembro de 2018, e Petrobras ON recuou 26,97%, a R$ 17,57, mínima intradia desde junho de 2018. Tal declínio representa uma perda de valor de mercado de R$ 80,9 bilhões.

Analistas do Bradesco BBI cortaram a recomendação para os papéis da Petrobras para ‘neutra’, reduzindo o preço-alvo das preferenciais para R$ 23,50 ante R$ 38, para incorporar “um cenário de preço do petróleo mais pessimista em nosso modelo após a enorme decepção com a última reunião da Opep e as repercussões anunciadas pela Arábia Saudita”.

O Goldman Sachs cortou sua previsão para os preços do petróleo Brent para o segundo e terceiro trimestres de 2020 para R$ 30 o barril, “com possíveis quedas de preços para níveis de estresse operacional e custos de caixa bem próximos de R$ 20 o barril”, conforme relatório a clientes ainda no domingo.

Analistas do BTG Pactual ponderaram que é difícil projetar qualquer cenário neste momento, acrescentando que seu panorama base consiste em preço do Brent em US$ 57,50 e dólar a R$ 4,25, o que indicaria papel negociando abaixo de 5 vezes Ebitda, conforme nota a clientes.

“Mas sabemos que claramente existe risco de ‘downside’ nesse cenário (o que pode disparar revisões de previsões de lucros para baixo). Considerando o Brent no preço atual de US$ 36, a ação estaria negociando a 9,2 vezes o Ebitda 2020.”

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