10 cidades do mundo mais caras para viver

Brasileiras caem no ranking graças à desvalorização do real frente ao dólar.

Ollie Williams
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Queda das cidades brasileiras no ranking foi provocado pela desvalorização da moeda brasileira frente ao dólar norte-americano

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Resumo:

  • Pesquisa de Custo de Vida feita pela Mercer lista cidades do mundo com maior custo de vida com base no preço de produtos de primeira necessidade;
  • Hong Kong, região especial administrada pela China, ocupa a 1a posição do ranking pelo segundo ano consecutivo;
  • Oito das dez cidades mais caras do mundo para se viver são asiáticas;
  • Alto valor do franco suíço faz com as cidades suíças estejam nas primeiras posições entre as cidades da Europa;
  • Fortalecimento do dólar norte-americano frente à libra esterlina fez com que Londres perca quatro posições no ranking;
  • São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília são as brasileiras que fazem parte da lista.

Nem a metrópole de Nova York, nem a Los Angeles cheia de celebridades, tampouco a culturalmente rica Londres. Nenhuma delas. Segundo a Pesquisa de Custo de Vida da Mercer, divulgada hoje (26), a cidade mais cara para estrangeiros é Hong Kong. A cidade abalada por protestos nos últimos meses conquistou, pelo segundo ano consecutivo, o topo da lista.

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Integrantes anteriores do Top 10 dificilmente eram refúgios pacíficos. Entre eles estavam Ndjamena, no Chade (região no centro-norte da África), Luanda, em Angola, e Ashgabat, no Turquemenistão, que ocupa o 7o lugar este ano.

Incluindo Ashgabat e Hong Kong, oito das dez cidades mais caras do mundo para expatriados estão na Ásia: Tóquio (2º lugar), Singapura (3º), Seul (4º), Xangai (6º), Pequim (8º) e Shenzhen (10º).

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As cidades não asiáticas entre as dez primeiras do ranking incluem Nova York (9º) e Zurique (5º). Nova York ficou mais cara (era 13º na lista anterior), enquanto Zurique é apenas uma das várias cidades suíças da lista, que também contempla Berna (12º) e Genebra (13º).

Segundo a Mercer, a métrica usada para medir o custo de vida de cada cidade é o valor de uma cesta de produtos básicos, como fatias de pão e calças jeans masculinas.

Londres mantém seu brilho

Enquanto o valor do franco suíço significa que as cidades da Suíça são as mais caras da Europa, o caso do Reino Unido é o oposto: o custo de vida se tornou menor graças à queda da libra.

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Londres é a cidade mais cara do Reino Unido, mas caiu quatro posições, da 19ª para a 23ª. “A lista das cidades britânicas no ranking deste ano se deve, principalmente, ao fortalecimento do dólar norte-americano em relação à libra esterlina”, diz Kate Fitzpatrick, líder em práticas de mobilidade global da Mercer para o Reino Unido e Irlanda.

Mas isso não tem nada a ver com o Brexit, ela acrescenta. “Essas descobertas indicam que o Reino Unido continua como um destino atraente para as organizações que buscam transferir funcionários para centros financeiros e de negócios internacionais – apesar de grandes problemas macroeconômicos, incluindo o Brexit.”

Outras pesquisas sustentam que o brilho da cidade de Londres não foi diminuído com o movimento de saída da União Europeia. No início do ano, a Knight Frank, uma consultoria imobiliária, nomeou a capital britânica como o principal centro de riqueza do mundo. Em vez do valor do pão e da calça jeans, este estudo classificou Londres pelo número de UHNWIs (indivíduos que acumulam mais de US$ 30 milhões), o volume de investimentos em propriedades e o estilo de vida.

No entanto, a posição de Londres no ranking entre Kinshasa e Libreville, capitais da República Democrática do Congo e do Gabão, ajuda a explicar por que a cidade é tão popular entre os imigrantes estrangeiros.

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Não é de admirar que muitos imigrantes de países africanos e do Oriente Médio se dirijam para as capitais da Europa. Londres tem vivenciado uma onda de pedidos de chineses bem abastados que querem morar na cidade da Rainha Elizabeth II. E, se a agitação atual em Hong Kong continuar, eles também devem querer fazer parte.

Brasil: preços altos e moeda desvalorizada

No Brasil, São Paulo é cidade mais cara do ranking, na 86ª colocação – uma queda de 28 posições em relação a 2018. O Rio de Janeiro, que já havia caído 43 posições no ranking de 2018 em relação ao de 2017, segue em queda. Neste ano, a cidade que abriga o Cristo Redentor caiu 22 posições em relação ao ano passado, e ocupa o 121º lugar. Brasília também aparece na segunda metade do ranking, na 174ª posição.

Segundo o boletim Focus do Banco Central, o custo de vida dos brasileiros deve crescer 3,85% em 2019. Ou seja, uma família que gasta mensalmente R$ 1 mil com a compra do mês, deve passar a gastar R$ 1.038,50. Isso significa que a queda das cidades brasileiras no ranking foi provocado pela desvalorização da moeda brasileira frente ao dólar norte-americano, já que os gêneros de primeira necessidade estão aumentando.

Veja, na galeria de imagens a seguir, as 10 cidades mais caras do mundo para estrangeiros viverem, além das posições de Londres e das brasileiras:

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    Rio de Janeiro

    País: Brasil
    Colocação: 121ª

  • iStock

    São Paulo

    País: Brasil
    Colocação: 86ª

  • iStock

    Londres

    País: Inglaterra
    Colocação: 23ª

  • LIAO XUN/GettyImges

    Shenzhen

    País: China
    Colocação: 10ª

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    Nova York

    País: Estados Unidos
    Colocação:

  • iStock

    Pequim

    País: China
    Colocação:

  • Mikhail Frolov/GettyImages

    Ashgabat

    País: Turquemenistão
    Colocação:

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    Xangai

    País: China
    Colocação:

  • Didier Mart/GettyImages

    Zurique

    País: Suíça
    Colocação:

  • iStock

    Seul

    País: Coreia do Sul
    Colocação:

  • iStock

    Singapura

    País: Singapura
    Colocação:

  • Matteo Colombo/GettyImages

    Tóquio

    País: Japão
    Colocação:

  • iStock

    Hong Kong

    País: China
    Colocação:

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