Global 2000: as maiores empresas de vestuário do mundo em 2020

Getty Images - filadendron
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Embora os varejistas de vestuário de hoje estejam enfrentando muitas dificuldades, os titãs do setor na Global 2000 de 2020 parecem ter muitas condições de sobreviver

Como as lojas físicas permanecem fechadas em meio às paralisações por conta do coronavírus, os gastos de varejo nos Estados Unidos tiveram a maior queda em mais de 70 anos. Em março, o Departamento de Comércio do país registrou redução de 50% nas compras de roupas e acessórios. Empresas do setor como True Religion, J. Crew e Neiman Marcus pediram falência –as primeiras grandes do varejo a serem derrubadas, pelo menos em parte, pela pandemia.

Apesar da perspectiva sombria para os varejistas de vestuário de hoje, os titãs do setor na 18ª lista anual Global 2000 da Forbes —que se baseia em valor de mercado, vendas, lucros e ativos para determinar as maiores empresas de capital aberto do mundo— parecem ter muitas condições de sobreviver.

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No topo da ranking das maiores companhias de vestuário está a LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton, que inclui marcas de luxo como Louis Vuitton, Christian Dior e Givenchy e é dirigida pelo bilionário francês Bernard Arnault. A empresa possui um valor de mercado de US$ 194 bilhões e de ativos superior a US$ 108 bilhões, sendo a 73ª maior organização de capital aberto do mundo. Nos anos anteriores, a Forbes contabilizou a Dior, na categoria de roupas, como a principal holding do conglomerado, ao invés da própria LVMH, que possui marcas que não são de vestuário como Dom Pérignon e Sephora. A mudança reflete as classificações da indústria analisadas pela pesquisa da fornecedora de soluções de softwares e dados FactSet.

A gigante do setor de roupas esportivas Nike terminou em segundo lugar na categoria e distante das outras empresas de vestuário classificadas, subindo 35 posições e se tornando a 244ª maior empresa de capital aberto do mundo. A fabricante de calçados Adidas também avançou, ficando entre as 400 primeiras, com mais de US$ 25 bilhões em vendas.

A Lululemon, com sede no Canadá, que ficou em 1209º na lista geral, manteve o ritmo do ano passado, de modo a registrar quase US$ 4 bilhões em vendas, contra US$ 3,2 bilhões em 2019. Devido ao aumento do comércio eletrônico da marca athleisure (estilo casual e esportivo) e ao forte balanço patrimonial, alguns analistas prevêem que a empresa possa realmente ficar melhor do que era antes da pandemia.

Ainda assim, para outras companhias desta lista, as más notícias superaram as boas. Classificada em 1490º lugar, a Nordstrom, por exemplo, anunciou recentemente o fechamento permanente de 16 estabelecimentos, com medo de que a loja de departamentos possa seguir o caminho sem sucesso de Neiman Marcus, Bergdorf Goodman e Barneys.

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