Número de negros na lista de bilionários do mundo sobe para 16

Allen Berezovsky/GettyImages
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Kanye West é um dos seis bilionários negros dos Estados Unidos

A lista de bilionários em tempo real da Forbes contabiliza mais de 2.250 pessoas. Desse total, apenas 16 são negros, menos de 1% do ranking. Ainda assim, o número é um pouco melhor do que os 13 representantes da lista publicada em 11 de março de 2019.

O patrimônio somado dos bilionários negros é de US$ 63 bilhões. O valor é similar à fortuna da segunda mulher mais rica dos Estados Unidos, Mackenzie Scott (US$ 62,8 bilhões), ex-esposa de Jeff Bezos, o homem mais rico do mundo e CEO da Amazon.

VEJA TAMBÉM: Grupo dos mais ricos do mundo tem apenas 13 bilionários negros

O Brasil, cuja população negra chega a 56,4%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE, que considera a soma de pretos e pardos, não possui um único bilionário negro. O país com mais negros donos de fortunas de dez dígitos é os Estados Unidos, com seis.

Shiv Nadar, magnata indiano do setor de tecnologia da informação, é o negro mais rico do mundo e o segundo da Índia, com US$ 17,9 bilhões. O segundo lugar é do nigeriano Aliko Dangote, fundador da Dangote Cement, a maior produtora de cimento da Nigéria. Sua fortuna é menos da metade do patrimônio de Nadar (US$ 8,1 bilhões). Dangote é o mais rico do continente africano.

A disparidade de gênero também está presente entre os negros mais ricos. Entre os 16, há apenas duas mulheres: a apresentadora norte-americana Oprah Winfrey (US$ 2,5 bilhões) e a empresária angolana Isabel dos Santos (US$ 1,7 bilhão).

Entre os destaques norte-americanos e novos neste levantamento de hoje (19) estão os rappers Kanye West (US$ 1,3 bilhão) e Jay -Z (US$ 1 bilhão).

Veja, na galeria de imagens a seguir, os 16 bilionários negros na lista dos mais ricos do mundo:

  • 79º Shiv Nadar: US$ 17,9 bilhões

    Nacionalidade: Indiano
    Fonte da fortuna: Serviços de software

    Shiv Nadar é um pioneiro indiano no setor de tecnologia da informação. Em 1976, o bilionário fundou a HCL na garagem de sua casa para produzir calculadoras e microprocessadores. Hoje, a empresa presidida por ele é uma das maiores provedoras de serviços de software da Índia, com receita de US$ 9,7 bilhões. No final de 2018, a HCL Technologies adquiriu produtos de software da IBM em uma transação de US$ 1,8 bilhão. A companhia emprega 149 mil pessoas em 45 países e possui um programa de contratação e treinamento voltado para estudantes do ensino médio.

    Shiv Nadar é o negro mais rico do mundo e um dos principais filantropos da Índia. O bilionário mantém uma fundação que leva seu nome para apoiar causas relacionadas à educação.

    Hindustan Times/GettyImages
  • 244º Aliko Dangote: US$ 8,1 bilhões

    Nacionalidade: Nigeriano
    Fonte da fortuna: Açúcar e cimento

    Aliko Dangote é o homem mais rico do continente africano e fundador da Dangote Cement, a maior produtora de cimento da África. O bilionário detém 85% da companhia de capital aberto, por meio de uma holding. A Dangote Cement produz 45,6 milhões de toneladas de cimento anualmente em 10 países da África

    Outro empreendimento do empresário é a Refinaria Dangote, que está em construção desde 2016 e, quando concluída, deve se tornar uma das maiores refinarias de petróleo do mundo.

    Dangote possui participação em fabricantes de sal e açúcar de capital aberto.

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  • 361º Mike Adenuga: US$ 6,1 bilhões

    Nacionalidade: Nigeriano
    Fonte da fortuna: Petróleo e telecomunicações

    O segundo bilionário mais rico da Nigéria construiu seu patrimônio com a rede de telefonia Globacom, a segunda maior operadora da Nigéria com 50 milhões de assinantes, e produção de petróleo. A Conoil Producing, unidade de exploração de petróleo de Adenuga, opera seis unidades no Delta Níger.

    Enquanto fazia MBA na Pace University, Adenuga mantinha seu sustento trabalhando como taxista. O primeiro milhão veio aos 26 anos de idade, graças à venda de rendas e distribuição de refrigerantes.

    Reprodução Forbes
  • 439º Ananda Krishnan: US$ 5,2 bilhões

    Nacionalidade: Malaio
    Fonte da fortuna: Telecomunicações, mídia e serviços petroleiros

    Graduado pela Harvard Business School, Ananda Krishnan é um ex-negociador do setor do petróleo e a terceira pessoa mais rica da Malásia. Seus negócios incluem participações na empresa de telecomunicações Maxis, na companhia de mídia Astro Malaysia Holdings e na provedora de serviços de campos petrolíferos Bumi Armada.

    Em 2018, a companhia indiana de telecomunicações do bilionário, a Aircel, na qual ele havia investido US$ 7 bilhões, entrou com pedido de concordata.

    Kevork Djansezian/GettyImages
  • 440º Robert F. Smith: US$ 5,2 bilhões

    Nacionalidade: Norte-americano
    Fonte da fortuna: Private equity

    O bilionário fundou a empresa de private equity Vista Equity Partners em 2000, com foco exclusivo em investimento em empresas de software. A companhia com mais de US$ 50 bilhões em ativos é uma das companhias do setor de melhor desempenho, com retornos anuais de 22% desde o início das operações.

    Robert F. Smith trabalhou, anteriormente, em companhias como a Bel Labs, Kraft Foods e Goodyear.

    Em 2019, durante um discurso em uma cerimônia de formatura da Morehouse College, Smith prometeu liquidar a dívida estudantil de todos os formandos da turma.

    Taylor Hill/GettyImages
  • 690º David Steward: US$ 3,7 bilhões

    Nacionalidade: Norte-americano
    Fonte da fortuna: Provedor de TI

    David Steward é presidente, cofundador e acionista majoritário da provedora de TI World Wide Technology. A empresa de US$ 12 bilhões em vendas inclui clientes como Citi, Verizon e o governo federal dos Estados Unidos.

    Steward cresceu no segregado Sul dos Estados Unidos com sete irmãos. Seu pai trabalhava como zelador, mecânico e catador de recicláveis.

    Em 2018, o bilionário doou US$ 1,3 milhão para fundar o David and Thelma Steward Institute of Jazz Studies, instituto especializado no ensino de jazz.

    Reprodução Forbes
  • 870º Abdulsamad Rabiu US$ 3 bilhões

    Nacionalidade: Nigeriano
    Fonte da fortuna: Açúcar e cimento

    O bilionário é fundador do grupo BUA, um conglomerado voltado para produção de cimento, refino de açúcar e imóveis.

    Em janeiro deste ano, Rabiu fundiu sua empresa privada Obu Cement com a lista Cement Co, dando origem à BUA Cement Plc. O nigeriano detém 98,5% da nova companhia.

    Rubiu é filho de um empresário e herdou terras de seu pai. Em 1998 abriu um negócio de importação de ferro, aço e produtos químicos.

    Reprodução Forbes
  • 1051º Oprah Winfrey: US$ 2,5 bilhões

    Nacionalidade: Norte-americana
    Fonte da fortuna: Programas de TV

    Oprah transformou seu talk show de 25 anos em um império de mídia e negócios. Os lucros obtidos no programa de TV da bilionária foram reinvestidos e revertidos em US$ 2 bilhões.

    Em 2011, a ex-âncora lançou o canal de TV a cabo OWN, com participação de 25,5% no empreendimento, o equivalente a US$ 75 milhões.

    Oprah também se aventurou financeiramente no Vigilantes do Peso, com uma participação de 8% do programa de emagrecimento – a bilionária também desempenha o papel de embaixadora da marca.

    Em março de 2020, Oprah voltou às telas com um programa de entrevistas sobre a Covid-19 na Apple TV +.

    Steve Granitz/GettyImages
  • 1311º Patrice Motsepe: US$ 2,1 bilhões

    Nacionalidade: Sul-africano
    Fonte da fortuna: Mineração

    Patrice Motsepe é fundador e presidente da African Rainbow Minerals e tornou-se o primeiro bilionário negro africano da lista dos bilionários da Forbes.

    Em 2016, fundou a African Rainbow Capital, empresa de private equity focada em investimentos no continente africano.

    Motsepe tem participação na Sanlam, companhia de serviços financeiros de capital aberto, é presidente e proprietário do Mamelodi Sundowns Football Club e o primeiro sócio negro do escritório de advocacia Bowman Gilfillan, em Joanesburgo.

    Em 1997, o bilionário comprou poços de minas de ouro de baixa produção que, mais tarde, tornaram-se lucrativos.

    Reprodução Forbes
  • 1560º Isabel dos Santos: US$ 1,7 bilhão

    Nacionalidade: Angolana
    Fonte da fortuna: Banco e investimentos

    Isabel dos Santos é a filha mais velha do ex-presidente da Angola José Eduardo dos Santos.

    Em janeiro de 2020, a bilionária foi acusada pelas autoridades angolanas de peculato e lavagem de dinheiro.

    Isabel possui participações em empresas portuguesas, como a SGPS.

    Seu pai a nomeou presidente da companhia estatal de petróleo de Angola, a Sonangol, em 2016, mas o novo presidente o país a destituiu do cargo em novembro de 2017.

    Reprodução Forbes
  • 1636º Michael Jordan: US$ 1,6 bilhão

    Nacionalidade: Norte-americana
    Fonte da fortuna: Charlotte Hornets e contratos de patrocínio

    Considerado o maior jogador da NBA de todos os tempo, Michael Jordan conquistou seis títulos pelo Chicago Bulls.

    Apesar da remuneração total de US$ 90 milhões durante sua carreira, Jordan ganhou outros US$ 1,8 bilhão (sem dedução de impostos) de parceiros do setor privado.

    O ex-jogador detém participação majoritária no time de basquete Charlotte Hornets desde 2010, em uma transação que avaliou a equipe em US$ 175 milhões. Em 2019, Jordan vendeu parte de sua participação no time, quando a equipe estava avaliada em US$ 1,5 bilhão.

    Após 17 anos desde sua aposentadoria, Jordan ainda tem contratos de patrocínio com marcas como Nike, Hanes, Gatorade e Upper Deck.

    Charlotte Observer/GettyImages
  • 1709º Michael Lee-Chin: US$ 1,5 bilhão

    Nacionalidade: Canadense
    Fonte da fortuna: Fundos mútuos

    Michael Lee-Chin fez fortuna com investimentos em empresas financeiras como o National Commercial Bank Jamaica e a AIC Limited. Em 1987, o bilionário adquiriu a AIC, que detinha menos de US$ 1 milhão de ativos sob gestão. Em 2002, o negócio de fundos mútuos e administração de fortunas acumulava mais de US$ 10 bilhões em ativos, mas foi vendido para a Manulife em 2009 por conta da recessão. O valor da transação não foi revelado.

    O bilionário ainda mantém uma participação de 65% no National Commercial Bank Jamaica, que representa a maior parte de sua fortuna.

    Reprodução Forbes
  • 1937º Kanye West: US$ 1,3 bilhão

    Nacionalidade: Norte-americano
    Fonte da fortuna: Música e marca de tênis

    O rapper e empresário entrou para a lista dos bilionários da Forbes após o acordo entre a Adidas e a marca de tênis do músico, a Yeezy. Em 2019, a última reportou US$ 1,3 bilhão em vendas. West também mantém uma linha de roupas da marca.

    Em julho de 2020, a Gap anunciou uma parceria com Kanye West para a produção de uma coleção de roupas da Yeezy.

    Allen Berezovsky/GettyImages
  • 2113º Mohammed Ibrahim: US$ 1,1 bilhão

    Nacionalidade: Britânico
    Fonte da fortuna: Comunicação

    Mohammed “Mo” Ibrahim fundou uma das primeiras companhias de telefonia móvel a prestar serviços na África e no Oriente Médio, a Celtel International. Em 2005, a empresa foi vendida para a Companhia de Telecomunicações Móveis do Kuwait por US$ 3,4 bilhões, o que rendeu ao bilionário US$ 1,4 bilhão na época.

    Desde então, Ibrahim tem se dedicado a combater as lideranças corruptas na África, por meio da fundação Mo Ibrahim, dirigida por sua filha Hadeel.

    Reprodução Forbes
  • 2210º Jay-Z: US$ 1 bilhão

    Nacionalidade: Norte-americano
    Fonte da fortuna: Diversificada

    Mesmo sem fazer turnês ou lançar álbuns há um ano, Jay-Z fatura milhões com seu champanhe Armand de Brignac e conhaque D’Ussé.

    Em 2019, o rapper, nascido no Brooklin, tornou-se o primeiro bilionário do hip-hop, com um vasto e diversificado portfólio. Ele possui ativos na empresa de entretenimento Roc Nation e uma coleção de arte com obras de Jean-Michel.

    Reprodução Forbes
  • 2240º Strive Masiyiwa: US$ 1 bilhão

    Nacionalidade: Zimbabuano
    Fonte da fortuna: Telecomunicações

    Em 1998, Strive Masiyiwa inaugurou a rede de telefonia móvel Econet Wireless Zimbabwe. O bilionário detém pouco mais de 50% da companhia de capital aberto que faz parte do Grupo Econet.

    Entre outros negócios, Masiyiwa controla mais da metade da companhia privada Liquid Telecom, que fornece serviços de fibra ótica para empresas de telecomunicações da África. O bilionário também possui participação nas redes de telefonia Burundi e Lesoto, além de investimentos em fintechs e empresas de distribuição.

    O bilionário e sua esposa são fundadores e responsáveis pela Fundação Higherlife, para apoiar crianças órfãs de baixa renda no Zimbábue, África do Sul, Burundi e Lesoto.

    Reprodução Forbes

79º Shiv Nadar: US$ 17,9 bilhões

Nacionalidade: Indiano
Fonte da fortuna: Serviços de software

Shiv Nadar é um pioneiro indiano no setor de tecnologia da informação. Em 1976, o bilionário fundou a HCL na garagem de sua casa para produzir calculadoras e microprocessadores. Hoje, a empresa presidida por ele é uma das maiores provedoras de serviços de software da Índia, com receita de US$ 9,7 bilhões. No final de 2018, a HCL Technologies adquiriu produtos de software da IBM em uma transação de US$ 1,8 bilhão. A companhia emprega 149 mil pessoas em 45 países e possui um programa de contratação e treinamento voltado para estudantes do ensino médio.

Shiv Nadar é o negro mais rico do mundo e um dos principais filantropos da Índia. O bilionário mantém uma fundação que leva seu nome para apoiar causas relacionadas à educação.

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