Heart Billions: Marco Aurélio Raymundo

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Morongo afirma que descobriu que o trabalho tem um lado terapêutico – lista Apresentada por Stella Artois

Para o médico gaúcho Marco Aurélio Raymundo, conhecido como Morongo, a visão do paraíso surgiu em uma viagem casual – mais uma de suas caronas mundo afora – para Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina: montanhas à beira-mar, vacas pastando em gramados “europeus” e lontras brincando faceiras. Natural de Guaíba (RS), esse apaixonado por surfe desde as primeiras ondas que dropou em Torres (RS), aos 15 anos, decidiu baixar âncora após sucessivas visitas ao paraíso catarinense, quando se estabeleceu como o primeiro médico a residir por aquelas plagas e costurou fortes amizades com famílias de pescadores.

A prática do surfe no inverno foi o estopim para o doutor Morongo pôr seu lado empreendedor em prática: criou a marca Mormaii – e desenvolveu a roupa para enfrentar o mar gelado com o neoprene que conheceu na gola da roupa dos mergulhadores de Puerto Madrin, na Península Valdez (Argentina) – outro destino que apareceu em uma viagem de carona, dessa vez rumo à Terra do Fogo.

Aos 72 anos, ele segue tocando a marca, com a operação mais voltada a licenciamentos e franquias. No início dos anos 2010, Morongo chegou a passar a fábrica para um amigo, mas hoje está de volta aos negócios sem deixar de lado o que mais gosta, que é o convívio com a família e a oportunidade de conduzir os netos para o desfrute da vida ao ar livre. “Quando cheguei a certa idade, pensei em me retirar e permitir que outros seguissem o caminho. Mas tive que voltar e trabalho tão forte quanto antes: descobri que o trabalho tem um lado terapêutico do qual não estava me dando conta”, analisa. A Mormaii é constantemente assediada por grupos financeiros, mas o surfista-doutor-empreendedor não a vende “de jeito nenhum”.

Com duas filhas (uma delas ajuda no estilo da marca), um filho (que atua no comércio exterior e outras operações) e cinco netos – “fora os cachorros” (risos), – adora colocar os pequenos em contato com a natureza. “É preciso mostrar esse lado que a molecada atual perdeu contato, pois o mundo virtual é muito intenso e absorvente”. Morongo faz um paralelo com a própria infância, calcada em aventuras na natureza. “Até uns 10 anos, fiquei em Barra do Ribeiro, uma pequena cidade às margens do rio Guaíba. Saía com meu pequeno veleiro, às vezes acampava por dias, com estilo de vida bem primitivo, caçando e pescando com arco e flecha e redes de pesca. E nunca passei fome…”

Morongo também se diverte tocando teclado e compondo músicas. Ele acredita que assim faz um contraponto com as práticas de surfe e pilates. “Isso equilibra o físico – yang – com o espiritual – yin.” Para recarregar ainda mais as baterias, ele investe em um bom sono e alimentação diversificada. Para o gaúcho, ser ativo é tão fundamental quanto curtir o ócio. “E, acima de tudo, tratar de ser feliz, pois esta vida tem prazo de validade. Como diz o velho ditado: o que se leva desta vida é a vida que se leva.”

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