50 Over 50: As mulheres que provam que o sucesso não tem limite de idade

Forbes estreia lista com profissionais que alcançam as maiores realizações e causam o maior impacto na segunda metade da vida.

Redação
Compartilhe esta publicação:
Jamel Toppin
Jamel Toppin

A vice-presidente dos EUA Kamala Harris integra a primeira lista Forbes 50 Over 50

Acessibilidade


A Lista 50 Over 50 é uma nova iniciativa da Forbes com a plataforma Know Your Value, que lança luz sobre as mulheres que estão mostrando seu poder com mais de 50, 60, 70 anos ou mais – mulheres que não deixam as expectativas sociais ditarem suas linhas do tempo profissionais e que rejeitam a “sabedoria” convencional de que seus melhores anos ficaram para trás. “As pessoas tomam as próprias decisões sobre seu timing”, disse a presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi. Aos 81 anos, Pelosi sabe como ninguém esperar pelo momento certo: ela nem concorreu ao Congresso até os 47 anos, e se tornou a primeira mulher presidente da Câmara dos EUA aos 66 anos.

Mais de 10 mil indicações foram enviadas à Forbes. Os nomes foram avaliados com base em três critérios principais: conquistas após completar 50 anos; sucesso em escala (fundadoras e CEOs de empresas com fins lucrativos devem gerar um mínimo de US$ 20 milhões em receita anual); e uma mentalidade pay-it-forward (corrente do bem).

LEIA TAMBÉM: Forbes 50+ destaca 10 histórias de reinvenção e sucesso a partir dos 50 anos

Muitas dessas mulheres não estão apenas trabalhando para avançar em suas próprias carreiras, elas estão usando suas plataformas para tornar a vida melhor para as gerações futuras. E muitas de suas realizações não são nada menos do que deslumbrantes. Veja o exemplo da vice-presidente norte-americana Kamala Harris: aos 56 anos, ela é a primeira mulher, a primeira negra e a primeira asiático-americana a ocupar esse cargo (e agora é a primeira na fila para a presidência). Ou da CEO do Citigroup, Jane Fraser, que aos 53 anos se tornou a primeira mulher a assumir o comando de um dos maiores bancos do mundo. Ou ainda de Julie Wainwright, que foi a CEO da Pets.com no auge da bolha pontocom; no dia em que ela teve que fechar a empresa, seu marido pediu o divórcio. Aos 53 anos, Julie começou de novo, fundando o varejista de remessa online de luxo The RealReal – a empresa tornou-se pública em 2019 e agora vale mais de US$ 1 bilhão.

E há muito mais. Num momento em que uma pandemia empurrou um número desproporcional de mulheres para fora da força de trabalho – e obrigou centenas de milhares a se aposentarem precocemente –, a Forbes espera que as histórias das mulheres desta lista ecoem, informem e inspirem. Na galeria a seguir, apresentamos as 50 homenageadas em ordem alfabética (considerando-se seus sobrenomes), além do artigo escrito por Kamala Harris especialmente para esta edição.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.
  • Madeleine Albright • 84

    Diplomata

    Nascida em 1937 na antiga Tchecoslováquia, Madeleine escapou da ocupação nazista com a família e chegou a Ellis Island em 1948. Meio século depois, aos 59 anos, foi designada a primeira secretária de Estado mulher dos EUA. Nos últimos 20 anos, vem trabalhando para proteger as democracias do mundo todo.

    CBS Photo Archive/Getty Images
  • Nandita Bakhshi • 62

    CEO do Bank of the West, co-CEO do BNP Paribas USA Inc.

    Em 2008, Nandita trabalhava no Washington Mutual quando este degringolou na maior falência bancária da história norte-americana. Sem saber o que fazer com sua carreira, ela voltou à sua Índia natal para passar um tempo com a família e trabalhar em uma organização de microfinanciamento, emprestando dinheiro para mulheres de regiões rurais. Voltou aos EUA no ano seguinte e foi escolhida em 2016 para ser CEO do Bank of the West, uma subsidiária do BNP Paribas, onde está usando o que aprendeu sobre igualdade de gênero para defender mulheres em altos cargos.

  • Mary Barra • 59

    Presidente e CEO da General Motors

    Quando Mary foi nomeada CEO da GM, em 2014, tornou-se a primeira mulher a liderar uma das três grandes montadoras dos EUA. Desde então, vem levando a empresa de 112 anos a se concentrar em inovações do século 21, como carros autônomos e veículos elétricos; ela prometeu que toda a frota da GM será elétrica até 2035.

    Drew Angerer/Getty Images
  • Gail Becker • 57

    Fundadora e CEO da Caulipower

    A carreira de Becker levou-a do Capitólio (ela foi jornalista televisiva no final dos anos 1980) aos corredores da Warner Bros., onde trabalhou como estrategista de comunicação no começo da era do DVD. Em 2016, teve uma ideia inovadora em sua cozinha – onde ela passava tempo demais e fazia bagunça demais montando pizzas caseiras com massa de couve-flor para os dois filhos adolescentes, ambos portadores de doença celíaca. Sem encontrar boas opções de congelados, ela decidiu embalar e vender seus próprios produtos, criando, sem querer, uma nova categoria de alimentos à base de couve-flor. Hoje a Caulipower fatura US$ 100 milhões anuais.

    Rachel Murray/Getty Images
  • Kathy Bolhous • 61

    CEO da Charter Next Generation

    Sendo a nona de dez irmãos e tendo arcado com os custos da própria educação superior, Kathy sabe bem o que são competição saudável e trabalho árduo. Essas lições foram úteis para ela: em 2010, quando assumiu o cargo de CEO da Charter Next, a empresa de plásticos valia parcos US$ 62 milhões. Kathy atuou discretamente, investindo na tecnologia da empresa e, em 2019, articulando uma fusão com uma concorrente. Os investidores aprovaram: em maio de 2021, a empresa conseguiu um investimento (de valor não divulgado) da KKR que elevou seu valor de mercado a US$ 4 bilhões.

  • Diana Bomar • 74

    Fundadora e CEO da Platinum Cargo Logistics

    Diana largou a faculdade para criar os filhos, mas, quando completou 57 anos, eles já eram adultos. Percebeu, então, que estava livre para abandonar uma carreira na qual trabalhava para outras pessoas e abrir uma empresa por conta própria. Assim, ela criou a Catalyst Solutions, uma empresa de logística independente. Quatro anos depois, Diana havia transformado a Catalyst na Platinum Cargo Logistics, que faz remessas domésticas e internacionais e que tem receita anual superior a US$ 50 milhões.

  • Rosalind “Roz” Brewer • 58

    CEO da Walgreens Boots Alliance

    Em 2021, a Walgreens designou Rosalind como CEO, o que fez dela a única mulher negra no comando de uma empresa da lista S&P 500. Filha de operários de linha de montagem da GM, ela pertence à primeira geração da família a cursar uma universidade e começou trabalhando como química na Kimberly-Clark. Em 2017, tornou-se a primeira mulher e a primeira afro-americana a atuar como diretora de operações da Starbucks.

  • Tracy Chadwell • 55

    Sócia-fundadora da 1843 Capital

    Apenas 2,4% dos fundadores de firmas de capital de risco são mulheres, mas, depois de toda uma carreira nas áreas jurídica e bancária, Tracy se sentiu pronta para enfrentar o desafio. Em 2016, ela fundou a 1843 Capital (batizada em homenagem ao ano em que Ada Lovelace escreveu o primeiro programa de computador) como um veículo para investir em startups em estágio inicial que tenham sido fundadas por mulheres e atuem na área de “silver tech”, ou seja, tecnologia voltada a melhorar a vida dos maiores de 50 anos.

  • Carmen Chang • 73

    Sócia administradora da New Enterprise Associates (NEA)

    Nascida em Nanjing, na China, e criada em Taiwan, Carmen estudou em Stanford e atuou como advogada por décadas, representando algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo: Tencent, Lenovo, Huawei e Foxconn. Aos 64 anos, mudou de carreira, tornando-se capitalista de risco. Em 2013, passou a ser a primeira sócia administradora mulher da NEA. Seu portfólio de investimentos inclui a ByteDance, controladora da TikTok, e a empresa de software Tuya, cujo IPO foi o segundo maior das empresas chinesas em 2021.

    The Washington Post
  • Anna Maria Chávez • 53

    Diretora executiva e CEO da National School Boards Association

    Em junho de 2020, Anna Maria foi incumbida da maior tarefa de sua vida: dirigir uma organização que representa os 50 milhões de alunos de escolas públicas dos EUA durante uma pandemia que interrompeu o ensino presencial por mais de um ano. Defensora de uma melhor educação científica para mulheres, além de ex-CEO da Girl Scouts of America, ela está usando seu cargo para pressionar por mais ajuda às escolas, argumentando que os US$ 54 bilhões distribuídos em dezembro são insuficientes em face dos cortes nos orçamentos municipais.

    Taylor Hill/Getty Images
  • Liz Cheney • 54

    Congressista pelo estado de Wyoming

    Conservadora que conquistou sua primeira vaga no Congresso aos 50 anos, a filha do ex-vice-presidente Dick Cheney logo alcançou proeminência nacional como a crítica mais veemente do ex-presidente Trump em seu partido. Esteve entre os dez republicanos da Câmara que votaram a favor do impeachment de Trump em janeiro e, desde então, combate as alegações de que a eleição de 2020 foi “roubada”, postura que levou seu partido a votar para afastá-la da liderança em maio.

    Drew Angerer/Getty Images
  • Jennifer Doudna • 57

    Cofundadora da Mammoth Biosciences

    Jennifer, que é bioquímica, ganhou um Prêmio Nobel em dezembro por seu trabalho com o método CRISPR de edição genética, o qual permite modificar genomas de organismos vivos. Ela também é empreendedora: em 2017, foi cofundadora da Mammoth Biosciences, empresa de detecção de doenças por CRISPR que fez uma rodada da Série B no valor de US$ 45 milhões em 2020 e que tem o CEO da Apple, Tim Cook, entre os primeiros investidores; hoje, ela preside o conselho consultivo científico da empresa. Jennifer também aplicou a tecnologia CRISPR à pandemia por meio da criação, pela Mammoth, de um exame de diagnóstico de Covid-19, embora ainda não tenha sido aplicado em grande escala.

    Media News Group
  • Fran Dunaway • 60

    Cofundadora e CEO da TomboyX

    Aos 52 anos, Fran foi cofundadora, com sua esposa, da TomboyX, que fabrica loungewear e roupas íntimas neutras em termos de gênero. Tendo começado em sua garagem, elas passaram a administrar uma empresa de rápido crescimento cujo faturamento deu um salto de 50% no ano passado, chegando a US$ 24 milhões. A empresa também é representativa da comunidade que atende, sendo que 81% dos 35 funcionários se identificam como mulheres ou genderqueer/não conformistas, 42% como LGBTQ e 16% como não brancos.

  • Cathy Engelbert • 56

    Diretora da WNBA

    Em 2019, aos 54 anos, Cathy foi nomeada diretora da WNBA, a liga esportiva profissional feminina mais antiga dos EUA. Imediatamente antes disso, ela passou quatro anos como CEO da Deloitte, tendo sido a primeira mulher a ocupar esse cargo. Também faz parte do conselho do McDonald’s.

    John Lamparski/Getty Images
  • Amy Errett • 63

    CEO e fundadora da Madison Reed

    Amy trabalhou na Bankers Trust, na E-Trade e na firma de capital de risco Maveron antes de abrir sua empresa doméstica de tinturas para cabelo, a Madison Reed, em 2013. As vendas da marca dispararam com o fechamento dos salões de beleza, inclusive o dela. Ela aumentou sua equipe de atendimento ao cliente, apresentou tutoriais virtuais com coloristas e ampliou a publicidade na TV. Com essa guinada, a Madison Reed faturou mais de US$ 100 milhões em 2020, o dobro do ano anterior.

    Steve Jennings/WireImage
  • Aicha Evans • 52

    CEO da Zoox

    Tendo nascido no Senegal e crescido em Paris, Aicha idolatrava a cientista polonesa naturalizada francesa Marie Curie. E sonhava em seguir esse caminho – para causar impacto no mundo. Em 2019, depois de mais de uma década trabalhando para a Intel (onde liderou mais de 7 mil colaboradores), Aicha teve essa chance quando foi escolhida como CEO da empresa de veículos autônomos Zoox. Menos de um ano depois, ela orquestrou sua venda de US$ 1,2 bilhão para a Amazon, mas manteve seu lugar no board.

    Celeste Sloman
  • Janet Evanovich • 78

    Escritora

    Janet vinha escrevendo livros românticos com moderado sucesso quando, aos 51 anos, publicou seu primeiro romance policial, início do que se tornaria a série com a personagem Stephanie Plum. Quarenta de seus livros entraram para a lista de mais vendidos do “New York Times”; seus adiantamentos, que já foram de US$ 7 mil, atualmente costumam chegar aos sete dígitos.

    Divulgação
  • Anne Finucane • 68

    Vice-presidente do Bank of America

    Vice-presidente do Bank of America desde 2015, Anne está na vanguarda das iniciativas de responsabilidade corporativa e social com um orçamento de US$ 300 bilhões para estimular ações em prol do clima e US$ 1,25 bilhão para apoiar a justiça racial e a igualdade para pessoas de cor. É confidente do CEO, Brian Moynihan, que uma vez brincou que “todos nós nos reportamos à Anne”.

    Reprodução/Forbes
  • Jane Fraser • 53

    CEO do Citigroup

    Executiva de longa data do Citigroup, Jane Fraser foi nomeada como sucessora do CEO Michael Corbat em 2020; ela assumiu oficialmente o cargo em março de 2021. Como a primeira CEO feminina do Citi na história, ela também é a primeira mulher a dirigir um grande banco de Wall Street. Antes de ser nomeada, atuou como presidente do Citigroup e CEO do Global Consumer Banking. Desde que ingressou no Citi, em 2004, ela liderou vários grupos, incluindo o de estratégia corporativa e o de fusões e aquisições durante a crise financeira.

    Divulgação
  • Ina Garten • 73

    Chef e apresentadora de TV

    Em 1978, Ina largou seu emprego de analista de orçamento na Casa Branca para comprar uma loja de alimentos especializados em East Hampton, no estado de Nova York. Passados 18 anos, ela vendeu a empresa e decidiu escrever um livro de receitas. Em 1999, aos 51 anos, publicou o best-seller “The Barefoot Contessa Cookbook”, que fez sua carreira decolar. Seu popular programa “Food Network” estreou em 2002 e, ao todo, ela escreveu 12 livros de receitas líderes em vendagem.

    Amanda Edwards/Getty Images
  • Marla Ginsburg • 65

    CEO e proprietária da MarlaWynne

    Marla, que chegou a ser uma produtora de televisão de alto escalão, com títulos que incluem “Highlander” e “La Femme Nikita”, viu suas perspectivas de carreira e seus investimentos serem destruídos após a greve dos roteiristas de TV de 2007 e a recessão de 2008. Em 2009, ela comprou uma máquina de costura e aprendeu sozinha a fazer roupas. O resultado: sua marca de moda MarlaWynne, que vende “tamanhos para mulheres reais” e que faturou mais de US$ 60 milhões no ano passado.

  • Kamala Harris • 56

    Vice-presidente dos EUA

    Foi eleita vice-presidente em 2020 após uma vida inteira no serviço público, tendo sido eleita promotora pública de São Francisco, procuradora-geral da Califórnia e senadora. Nascida em Oakland, Califórnia, filha de pais imigrantes da Índia e da Jamaica, ela é formada pela Universidade Howard e pela Faculdade de Direito Hastings da Universidade da Califórnia. No dia 20 de janeiro de 2021, tornou-se a primeira mulher, a primeira negra e a primeira asiática-americana a se tornar vice-presidente do país.

    Leia o artigo exclusivo completo escrito por Kamala Harris aqui.

    Jamel Toppin
  • Teresa Y. Hodge • 58

    Fundadora e CEO da Mission: Launch

    Aos 44 anos, Teresa foi condenada por fraude postal e cumpriu 70 meses de prisão. Cinco anos depois de sair, em 2017, foi cofundadora de um serviço alternativo de verificação de antecedentes, o R3 Score, e da Mission: Launch, entidade sem fins lucrativos que trabalha com instituições financeiras para ajudar ex-detentos a obter acesso a capital para abrir um negócio próprio.

  • Lori Hotz • 54

    Cofundadora e co-CEO da Lobus

    Há três anos, Lori lançou a plataforma de gestão de ativos que ela gostaria que existisse quando era diretora global da Christie’s. Com US$ 5 bilhões em ativos, a Lobus utiliza blockchain para oferecer a artistas, colecionadores e consultores ferramentas de gestão, informações de preços, análise de portfólio e inventário digital. O objetivo é permitir que os artistas mantenham a propriedade contínua de suas obras para lucrarem com as vendas futuras.

  • Arianna Huffington • 70

    Fundadora e CEO da Thrive Global

    Em 2005, aos 54 anos, a jornalista e escritora fundou sua própria empresa de mídia, “The Huffington Post”. Sofreu um colapso dois anos depois devido à privação de sono e ao esgotamento. Isso a levou a mudar seus hábitos e, no fim das contas, sua trajetória profissional. Aos 65, ela saiu da empresa para fundar a Thrive Global, que ajuda as pessoas a reduzir o estresse e o esgotamento.

    Brent N. Clarke/WireImage
  • Katalin Karikó • 66

    Vice-presidente sênior da BioNTech

    Bioquímica nascida na Hungria, ela emigrou para a Filadélfia em 1985 com o marido, a filha e US$ 1.200 escondidos em um ursinho de pelúcia. Nos anos 1990, ela foi pioneira em pesquisas sobre tecnologia mRNA (RNA mensageiro, técnica aplicada em vacinas), mas durante anos trabalhou na obscuridade. Agora ela é aclamada como heroína, cujo trabalho ajudou a acelerar o desenvolvimento das vacinas Pfizer e Moderna.

    Rebecca Miller
  • Kay Koplovitz • 76

    Cofundadora e presidente da Springboard Enterprises

    Kay constituiu a USA Today Networks em 1977 e dirigiu a empresa até ser vendida por US$ 4,5 bilhões, em 1998. Em 2000, aos 55 anos, criou a aceleradora Springboard Enterprises com o objetivo de aumentar o financiamento para fundadoras mulheres. Desde então, as 835 empresas do portfólio geraram US$ 27,5 bilhões.

    Walter McBride/Getty Images
  • Ellen Latham • 64

    Fundadora da Orangetheory Fitness

    Em 2010, Ellen cofundou a Orangetheory Fitness, cujo treino especializado conquistou uma legião de seguidores e que, antes da pandemia, atingiu um faturamento de US$ 1 bilhão em todas as franquias. A abertura da empresa foi uma retomada para Ellen: aos 40 anos, ela foi demitida do emprego de fisiologista em um spa de alto nível. Mãe solteira, começou a ensinar pilates em casa; aquilo acabou se transformando no que hoje é o treino Orangetheory, de base científica.

    Brad Barket/Getty Images
  • Karen Lynch • 58

    Presidente e CEO da CVS Health

    Em fevereiro, Karen ascendeu ao cargo principal da empresa de serviços de saúde, com 300 mil funcionários. Ela entrou na Aetna em 2012 e foi designada presidente três anos depois. Ingressou na CVS como vice-presidente executiva quando esta concluiu a aquisição da Aetna por US$ 70 bilhões, em 2018. A CVS fez 23 milhões de exames de Covid e aplicou mais de 17 milhões de vacinas em suas lojas e instalações de tratamento.

    Reprodução/Forbes
  • Susan Lyne • 70

    Fundadora da BBG Ventures

    Em 2014, Susan fundou a BBG Ventures, firma focada em empresas de consumo em estágio inicial com fundadoras mulheres. Susan virou empreendedora e capitalista de risco depois de toda uma carreira no mundo corporativo dos EUA; ela ocupou diversos cargos de liderança na Disney, ABC e AOL.

    John Phillips/Getty Images
  • Gail McGovern • 69

    CEO da Cruz Vermelha Americana

    Gail foi escolhida como CEO da Cruz Vermelha em 2008, quando a reputação e as finanças desta estavam precisando ser salvas. Com base em seus quase 30 anos de experiência corporativa em empresas como a AT&T, ela enxugou as 720 seções da Cruz Vermelha, consolidando compras, marketing e outras funções vitais para reduzir custos e aumentar a eficiência. Mais de uma década depois, Gail vem sendo amplamente reconhecida por ter revitalizado a organização.

    Michael Bezjian/Getty Images
  • Cindy J. Miller • 58

    CEO da Stericycle

    Cindy começou a carreira como motorista de entrega da UPS e passou mais de três décadas na empresa de logística antes de ingressar na prestadora de serviços médicos Stericycle como presidente e diretora de operações, em 2018. Um ano depois, aos 55, foi promovida a CEO. De lá para cá, ela levou a Stericycle a uma capitalização de mercado de US$ 7 bilhões – uma alta de 55% desde sua promoção.

  • Donda Mullis • 57

    Cofundadora e diretora de marketing da Raw Sugar Living

    Depois de décadas como profissional de marketing,
    Donda decidiu, aos 51 anos, que estava na hora de abrir
    sua própria empresa. Em 2014, ela e o marido, Ronnie Shugar, lançaram a Raw Sugar, uma marca de beleza limpa vendida hoje nas lojas Target de todos os EUA. O faturamento no ano passado foi de US$ 60 milhões.

  • Kim Ng • 52

    General manager do Miami Marlins

    Kim, que jogou softball na Universidade de Chicago, passou sua carreira nos escritórios do beisebol. Ela procurou, sem sucesso, o emprego de gerente em dez equipes ao longo dos anos – Dodgers, Mariners e Angels estão entre as equipes que a recusaram (no New York Yankees e no Los Angeles Dodgers ela trabalhou como assistente). Foi uma entrevista em 2020 com Derek Jeter, dos Marlins, que lhe abriu as portas para o sonhado cargo. Ela é a primeira mulher na história da Major League Baseball norte-americana a se tornar a general manager de um time.

    Jamel Toppin
  • Catherine O’Hara • 67

    Atriz

    Catherine começou a carreira como comediante em 1974 e atuou na TV e no cinema nos anos 1980 e 1990 (com destaque para o papel da mãe de Kevin em “Esqueceram de Mim”). No entanto, foi a representação espetaculosa da personagem Moira Rose na série “Schitt’s Creek”, de 2015 a 2020, que levou Catherine a um novo patamar de fama e adequação para uso em memes. Como diria sua personagem hoje emblemática: “Não consigo te ouvir! Os aplausos e elogios estão abafando sua voz suave”.

    Taylor Hill/Getty Images
  • Eren Ozmen • 62

    Proprietária, presidente e presidente do conselho da Sierra Nevada Corporation

    Eren e o marido, Fatih, ambos imigrantes turcos, usaram sua casa como garantia para um empréstimo e compraram a Sierra Nevada Corporation por US$ 5 milhões em 1994. Eles transformaram o que era uma empresa de eletrônicos de 20 pessoas em uma companhia internacional multibilionária dos ramos aeroespacial e de segurança nacional com 5 mil funcionários. Em 2008, compraram sua espaçonave Dream Chaser; nove anos depois, Eren se tornou bilionária. Em 2020, a Nasa selecionou a Dream Chaser para prestar serviços de transporte de carga à Estação Espacial Internacional.

    Alberto E. Rodriguez/Getty Images
  • Bettie J. Parker • 72

    Prefeita de Elizabeth City, Carolina do Norte

    Em 1948, quando Bettie nasceu em Elizabeth City, na Carolina do Norte, as leis de segregação racial estavam em pleno vigor. Na infância e juventude, ela não pôde usar a maioria dos serviços da cidade, inclusive as piscinas públicas. Sessenta e nove anos depois, em 2017 – e após uma carreira de 33 anos como professora de matemática no colégio da cidade –, Bettie foi eleita prefeita. É a primeira mulher a ocupar o cargo.

  • Esther Perel • 62

    Psicoterapeuta, escritora e apresentadora de podcast

    Esther tem seu consultório em Nova York há mais de 35 anos, mas foram a publicação de seu livro “Casos e Casos”, de 2017, e o lançamento de seu podcast, “Where Should We Begin”, que fizeram dela a especialista em relacionamentos e sexualidade mais proeminente dos EUA. As três TED Talks de Esther já registram mais de 30 milhões de visualizações, e seus dois best-sellers foram traduzidos para quase 30 idiomas.

    Chris Saucedo/Getty Images
  • Nancy Pelosi • 81

    Presidente da Câmara dos Representantes dos EUA

    Eleita para o Congresso pela primeira vez aos 47 anos, Nancy tornou-se a primeira mulher a liderar um grande partido político quando foi eleita presidente da Câmara, em 2007. Ela começou seu terceiro mandato como presidente em 2019, recuperando o cargo depois que os democratas retomaram a Câmara nas eleições de meio de mandato de 2018. Em 2019, ela iniciou o quarto processo de impeachment na história dos EUA contra o presidente Donald Trump.

    Rebecca Miller
  • Shonda Rhimes • 51

    Produtora, roteirista e autora

    Autoproclamada showrunner mais bem paga de Hollywood, Shonda Rhimes assinou um contrato de cinco anos com a Netflix em 2017 por, pelo menos, US$ 150 milhões – ela fez história como uma das primeiras a fazer um acordo exclusivo com o serviço de streaming. É criadora e produtora executiva de sucessos da ABC como “Grey’s Anatomy” e “Scandal”, por meio de sua empresa Shondaland. Antes do lucrativo acordo com a Netflix, assinou um contrato de quatro anos com a ABC por US$ 10 milhões por ano.

    Danny Moloshok/Reuters
  • María Elvira Salazar • 59

    Jornalista e congressista

    Ela entrou para a política após uma carreira de três décadas como jornalista em noticiários em língua espanhola nos EUA em emissoras como Telemundo, Univision e CNN. Concorreu ao Congresso pela primeira vez em 2018, pelo Partido Republicano. Não foi eleita, mas isso abriu caminho para sua vitória em 2020 com o apoio do presidente Donald Trump e de eleitores cubano-americanos conservadores. Sua posse ocorreu no dia 12 de janeiro, nove dias depois do programado, porque María Elvira se recuperava da Covid-19.

    Celeste Sloman
  • Miyoko Schinner • 63

    Fundadora e CEO da Miyoko’s Creamery

    Em 2014, Miyoko Schinner, na época com 57 anos, fundou a empresa de queijos veganos Miyoko’s Creamery em sua cozinha, na Califórnia. Hoje, ela supervisiona uma equipe de 200 pessoas, e seus produtos de queijo e manteiga à base de vegetais são vendidos em mais de 29 mil lojas na América do Norte e na Austrália. Vegana e autoproclamada “ex-viciada em queijo”, ela também dirige o Rancho Compasión, um abrigo que resgata animais de fazenda abandonados.

    Reprodução/Forbes
  • Melisse Shaban • 60

    Fundadora e CEO da Virtue Labs

    A queratina usada nos produtos capilares de Melissa para reparar cabelos danificados foi desenvolvida pelos militares para curar ferimentos no campo de batalha. Melissa abriu a Virtue Labs em 2014, dois anos após conhecer os cientistas que estão por trás da queratina; seus primeiros produtos foram lançados em 2017. Em apenas quatro anos desde o lançamento, a Virtue ganhou mais de 50 prêmios editoriais e setoriais e contratou Jennifer Garner como celebridade parceira (o cabeleireiro dela recomendou o produto). Em 2020, a receita dobrou em relação ao ano anterior, chegando a US$ 30 milhões.

    Dia Dipasupil/Getty Images
  • Judy Sheindlin • 78

    Juíza de tribunal televisivo

    A juíza criminal e de família de Manhattan, conhecida por sua conduta rigorosa, atraiu a atenção de milhões com seu programa de tribunal “Judge Judy”, que estreou em 1996, quando ela já tinha 53 anos (depois de ter se aposentado de seu emprego no tribunal). Ele se tornou o programa diurno de TV mais bem avaliado, e o salário anual de Judy – US$ 47 milhões a partir de 2012 – fez dela uma das estrelas mais bem remuneradas da televisão. Em 2021, “Judge Judy” sairá do ar, depois de 25 temporadas, mas Judy estreará em breve um novo programa, “Judy Justice”, na TV a cabo e no streaming.

    Getty Images
  • Rea Ann Silva • 59

    Fundadora da Beautyblender

    Rea Ann trabalhava como maquiadora no programa “Girlfriends” quando concebeu o que viria a se tornar um produto criador de uma nova categoria: ela cortava esponjas de maquiagem na forma de ovos para suavizar as imperfeições da pele a tal ponto que nem mesmo a televisão de alta definição era capaz de denunciar. Os atores afanavam as esponjas, o que ajudou a convencê-la a fundar a Beautyblender, em 2007. Rea Ann Silva manteve seu emprego diurno de maquiadora enquanto batalhava para fazer a empresa crescer, mas só passou a trabalhar no negócio em tempo integral quando os produtos da Beautyblender se expandiram para todos os Estados Unidos, em 2012. Hoje, o faturamento de sua empresa está próximo dos US$ 200 milhões.

    JP Yim/Getty Images
  • Ruth J. Simmons • 75

    Reitora da Universidade Prairie View A&M

    Ruth foi a primeira em várias coisas no mundo acadêmico, mas a mais importante delas veio depois dos 50 anos. Em 2001, foi designada reitora da Universidade Brown, o que fez dela a primeira reitora mulher da instituição e a primeira pessoa afro-ame-ricana a dirigir uma universidade de elite. Em 2017, aos 71 anos, foi nomeada a primeira reitora mulher da Prairie View A&M, uma universidade historicamente negra do Texas.

    Johnny Nunez/Getty Images
  • Laura Stachel • 62

    Cofundadora e diretora executiva da We Care Solar

    Pianista clássica formada cuja habilidade manual a ajudou durante sua carreira de obstetra por duas décadas, Laura era uma médica atarefada até que uma lesão nas costas a afastou da carreira aos 40 e poucos anos. Ela voltou à universidade e cursou um mestrado em saúde pública. Aos 51 anos, fundou a We Care Solar, empresa de energia que fornece “malas solares” (maletas cheias de luzes e ferramentas de comunicação de emergência, tudo alimentado por energia solar) a clínicas e hospitais carentes de toda a África. Até o momento, 6 mil dessas malas ajudaram mais de 7,5 milhões de mães e recém-nascidos.

  • Carol Tomé • 64

    CEO da UPS

    Carol, uma antiga executiva da Home Depot que havia sido preterida para o cargo principal lá, começou 2020 aposentada. Porém, quando foi contatada pela UPS (empresa de cujo conselho fazia parte desde 2003), ela voltou à vida corporativa imediatamente. Wall Street gosta de sua liderança: as ações da gigante da logística dobraram de valor desde que ela assumiu o cargo, em junho passado, e a empresa se mostrou uma tábua de salvação para o envio de produtos domésticos essenciais durante a crise do coronavírus.

    Reprodução/Forbes
  • Julie Wainwright • 64

    CEO da The RealReal

    Ela dirigia a Pets.com quando a bolha das pontocom explodiu, no ano 2000. No mesmo dia em que foi acordada às 4h da manhã com o pedido de divórcio do marido, teve que demitir a equipe e fechar as portas. Em 2011, aos 53 anos, criou a loja de revenda de artigos de luxo em consignação RealReal. Ela abriu o capital em 2019, levando o valor da empresa a US$ 1,3 bilhão. A pandemia representou uma nova onda de desafios. “Nosso negócio estava crescendo 40% antes dela”, diz Julie, referindo-se ao volume bruto de mercadorias da empresa, que cresceu 42%, para US$ 1 bilhão em 2019. Em 2020, queda de 45% – mas a receita do primeiro trimestre de 2021 (US$ 100 milhões) já foi 27% maior em relação ao período do ano anterior.

    Celeste Sloman
  • Cathie Wood • 65

    Fundadora e CEO da Ark Invest

    Cathie Wood é stock-picker e fundadora da Ark, que investe em inovações como carros autônomos e genômica. Após passagens por outras empresas de investimento, Cathie criou sua empresa em 2014. Seu principal produto, o Ark Innovation Fund, de US$ 8,6 bilhões em assets, devolveu uma média de quase 40% ao ano nos últimos cinco anos. Ela estudou economia na USC com Art Laffer, o inventor da Curva de Laffer, que teoriza a relação entre as taxas de impostos e a receita tributária. Cathie é uma das maiores entusiastas da Tesla de Elon Musk: ela prevê que a companhia de carros elétricos será avaliada em mais de US$ 1 trilhão.

    Divulgação

Madeleine Albright • 84

Diplomata

Nascida em 1937 na antiga Tchecoslováquia, Madeleine escapou da ocupação nazista com a família e chegou a Ellis Island em 1948. Meio século depois, aos 59 anos, foi designada a primeira secretária de Estado mulher dos EUA. Nos últimos 20 anos, vem trabalhando para proteger as democracias do mundo todo.

Reportagem publicada na edição 88, lançada em junho de 2021.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Siga Forbes Money no Telegram e tenha acesso a notícias do mercado financeiro em primeira mão

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Compartilhe esta publicação: