Os 7 biocombustíveis mais promissores para a aviação

Uma década depois do primeiro voo com biocombustíveis, eles ainda deixam rastros no setor da aviação. Mas sete deles estão bem posicionados no mercado e, segundo um painel de especialistas que se reuniu este mês em Abu Dhabi, esse tipo de energia tende a crescer ainda mais quando conquistar uma penetração significativa.

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“Precisamos nos concentrar nas matérias-primas mais baratas e abundantes”, disse Jeff Skeer, diretor de programas da Agência Internacional de Energia Renovável. “E eu acho que há muito por vir, não apenas dos fluxos de resíduos de carbono e lenhosos, mas também das culturas energéticas. Há muitos desenvolvimentos interessantes nas culturas de carboidratos ultimamente.”

Se os biocombustíveis forem mais utilizados, as companhias aéreas provavelmente terão uma grande variedade de fontes para escolher, acredita Skeer, dependendo do local onde a aeronave pousar. “Existem novidades para todos”, diz o especialista. “As opções de cultivo crescem em quase todos os lugares, e onde nada é cultivado, as plantas industriais produzem dióxido de carbono, por isso devemos ter abundância de matéria-prima.”

Veja, na galeria de fotos abaixo, os 7 biocombustíveis mais promissores para a aviação nos dias atuais:

  • Salicornia bigelovii

    Nos desertos costeiros de Abu Dhabi, a Boeing e a Etihad Airways se uniram para cultivar a Salicornia bigelovii, uma suculenta comestível nativa do Caribe e do sul dos EUA. A planta cresce em água salgada, fertilizada por camarões e tilápias que podem ser mortos e comidos. As pontas tenras da erva-do-mar também são vegetais comestíveis, e a planta produz uma abundância de sementes oleaginosas que podem ser usadas para produzir biocombustível.

    Um estudo independente do experimento do cultivo da planta descobriu que o biocombustível produz entre 38% e 68% menos emissões de gases do efeito estufa do que o combustível fóssil.

  • Cana-energia

    A cana-energia é da família da cana-de-açúcar, porém é geneticamente modificada a fim de produzir mais fibras do que a sacarose. “A cana-de-açúcar já apresenta uma safra de alto rendimento em termos de uso da terra”, diz Skeer, mas não é produzida em todos os lugares, e é por isso que existem opções diferentes para lugares diferentes.

  • Gás residual

    “Os biocombustíveis feitos a partir de resíduos evitam as controvérsias que prejudicam as culturas energéticas: a competição com alimentos pela terra, a elevação dos preços da comida e o estímulo ao desmatamento”, diz Jennifer Holmgren, CEO da LanzaTech, uma empresa de Illinois, nos EUA, que usa micróbios para produzir combustíveis líquidos a partir de gases residuais.

    “Uma das coisas que o lixo permite é usar o carbono que já foi usado antes”, explica ela. “Você pode usar o carbono que já teve um primeiro propósito para uma segunda causa, então você não precisa utilizar terra, água, fertilizante ou qualquer outra coisa.”

    A LanzaTech calcula que seus processos poderiam produzir 30 bilhões de galões de etanol por ano apenas a partir dos gases residuais da produção de aço.

  • Resíduos de madeira

    Grande parte da madeira que fica quando as toras são cortadas vai para fábricas de papel. “Com a chegada da era eletrônica e a baixa do papel, esse resíduo pode estar disponível para atualizar as formas do combustível de aviação”, diz Skeer.

  • Desmatamento

    “Durante o desmatamento, boa parte da madeira, como os galhos, é deixada na floresta porque vale apenas um oitavo das toras”, diz Skeer. “Não vale a pena cortá-los, mas é possível, especialmente se você tem conhecimento da logística do lugar.”

    Os madeireiros já estão tirando algumas dessas partes não utilizadas da floresta, mas precisam de um incentivo para extrair mais cortes de madeira. E a indústria precisa reduzir o custo de conversão dela em combustível.

  • Resíduos sólidos urbanos

    Analistas estudaram o potencial de biocombustível a partir dos resíduos da Europa em 2015, e concluíram que a conversão de resíduos sólidos urbanos tem o maior potencial para evitar as emissões de gases de efeito estufa.

    Um estudo de 2016 descobriu que as cidades poderiam economizar dinheiro convertendo resíduos em biocombustíveis capazes de competir com os combustíveis fósseis nos EUA e na Alemanha.

  • Óleo de palma

    “O óleo de palma tem uma reputação muito ruim”, diz Skeer. “Tem uma história terrível de destruição de florestas tropicais na Indonésia. Mas é uma safra de alto rendimento, e é possível cultivá-lo de forma sustentável. Com as certificações adequadas, vale a pena considerar.”

Salicornia bigelovii

Nos desertos costeiros de Abu Dhabi, a Boeing e a Etihad Airways se uniram para cultivar a Salicornia bigelovii, uma suculenta comestível nativa do Caribe e do sul dos EUA. A planta cresce em água salgada, fertilizada por camarões e tilápias que podem ser mortos e comidos. As pontas tenras da erva-do-mar também são vegetais comestíveis, e a planta produz uma abundância de sementes oleaginosas que podem ser usadas para produzir biocombustível.

Um estudo independente do experimento do cultivo da planta descobriu que o biocombustível produz entre 38% e 68% menos emissões de gases do efeito estufa do que o combustível fóssil.

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