3 dicas para construir um negócio inspirado em frustração

GettyImages
Empreendedores são especialistas em transformar frustração em criação.

Quantas vezes você foi mal atendido, se viu desanimado com um serviço insatisfatório ou abismado pelo fato de um negócio mal administrado ganhar dinheiro às custas da satisfação do cliente? A frustração do consumidor é um sentimento quase universal. Todos os dias, pagamos por coisas que não recebemos. A decepção é normal e inofensiva, mas o que você faz com ela não é. Deixe-a inflamar e você se sentirá irritado, estressado e ressentido.

VEJA TAMBÉM: As 10 ameaças ao crescimento dos negócios em 2019

Mas o que acontece se, em vez disso, você usa essa frustração para pensar em uma solução? E se você deixar de ser alguém com um problema e se tornar um solucionador? A resposta é criação e inovação.

Empreendedores são especialistas em transformar frustração em criação. E, diante da estatística que mostra que três em cada dez empresas quebram no primeiro ano de funcionamento, eles realmente precisam ser.

Veja, na galeria de imagens a seguir, três dicas para fazer de um problema uma solução mercadológica:

  • Dica 1: Tome nota

    O primeiro passo para se tornar um solucionador de problemas é ter foco. Pense no que está faltando e no que poderia ser melhor. A parte maravilhosa sobre a frustração é que você não está sozinho em senti-la. Seu problema é real, não é parte da sua imaginação, e uma empresa pode resolvê-lo.

    Nos primeiros dias de 2009, Jan Koum, o fundador do Whatsapp, juntou-se aos milhões de usuários que se sentiam frustrados com o novo iPhone. Apesar do upgrade da última versão, ele não se conformava em perder tantas chamadas telefônicas. Durante o treino na academia, em uma reunião de trabalho ou apenas tomando um banho — havia muitos momentos em que era impossível atender.

    Koum não conseguia tirar a questão da cabeça: e se houvesse uma maneira de alertar quem o procurasse de que ele não podia atender a uma chamada em determinado momento? Ele imaginou pequenos símbolos com a indicação de disponibilidade, em um aplicativo que estivesse diretamente ligado a um número de telefone — ideia que veio de outra frustração: ele havia perdido o login e a senha do Skype.

    Em 24 de janeiro, ele já havia conseguido o nome WhatsApp e registrado a empresa com o amigo e ex-colega de Yahoo Brian Acton. Nos primeiros meses, eles se desapontaram com o baixo volume de downloads do app, mas, quando a Apple apresentou o recurso de notificações push naquele mesmo verão, as alterações de status do WhatsApp começaram a pingar entre os usuários. Assim, nascia o aplicativo de bate-papo mais famoso do mundo, por onde passam cerca de 71,5 trilhões de mensagens todos os anos. E Koum resolvia o seu problema original — a frustração com a perda de chamadas.

    O resto é história. A empresa foi adquirida pelo Facebook por US$ 19 bilhões, em 2014.

  • Dica 2: imagine um futuro melhor

    Quando o problema que o decepciona é óbvio, pode ser difícil tirá-lo da cabeça. Mas, para aproveitar ao máximo a sua frustração, é preciso usar a imaginação e visualizar uma solução.

    Arianna Huffington lançou vários negócios por conta própria usando essa tática. Ela disse: “Você tem que fazer o que sonha em fazer mesmo quando estiver com medo”. Tente imaginar um futuro em que seu problema tenha sido resolvido e sua frustração nunca tenha existido. Como é esse mundo? Como este produto ou serviço funciona? Como é usá-lo? Responder a essas perguntas pode ajudá-lo a visualizar e aprimorar sua solução.

  • Dica 3: se mexa!

    “O fator decisivo é se mexer, fazer alguma coisa. E é tão simples quanto parece. Muitas pessoas têm ideias, mas poucas decidem fazer algo com elas. O verdadeiro empreendedor é um realizador, não um sonhador”.
    (Nolan Bushnell, fundador da Atari e Chuck E. Cheese’s)

    Ficar matutando sobre o problema só vai elevar a sua frustração. Para realmente transformar o aborrecimento em oportunidade, você precisa de ação, precisa colocar em prática algo chamado mentalidade produtiva. Como a coah Melanie Kernodle aponta em suas dicas de produtividade, “ter uma mentalidade produtiva significa ter clareza, estar focado em seus objetivos e usar todos os recursos disponíveis para atingir essas metas de maneira organizada”.

    Com uma mentalidade produtiva, você pode lutar contra a frustração, e agir de acordo com a sua intuição — ainda que isso signifique arriscar. Se bater a insegurança, lembre-se de que as estatísticas estão do seu lado. Afinal de contas, as pessoas que assumem mais riscos — seja atuando com ideias ou investindo seus ganhos — relatam níveis mais altos de satisfação do que aquelas que não o fazem, segundo estudo feito em 2005 pela Universidade de Bonn.

    O mesmo parece ser verdade para a prosperidade: ignore suas dúvidas. Aqueles que pedem mais dinheiro durante as negociações salariais ganham mais dinheiro. Além disso, errar é bom. Os milionários de fortuna construída independentemente citam ações arriscadas que resultam em fracasso como uma das principais razões pelas quais têm sucesso (Business Brilliant).

    Então, como agir para alcançar uma solução? Primeiro, use alguns dos pensamentos e sonhos positivos que você criou nos dois primeiros passos. Transforme esses sentimentos em motivação e siga adiante.

    Da próxima vez que você se sentir frustrado, aposte na mentalidade produtiva. Identifique a lacuna em que a sua solução empresarial pode se encaixar. Sua ideia pode se tornar o próximo Whatsapp.

Dica 1: Tome nota

O primeiro passo para se tornar um solucionador de problemas é ter foco. Pense no que está faltando e no que poderia ser melhor. A parte maravilhosa sobre a frustração é que você não está sozinho em senti-la. Seu problema é real, não é parte da sua imaginação, e uma empresa pode resolvê-lo.

Nos primeiros dias de 2009, Jan Koum, o fundador do Whatsapp, juntou-se aos milhões de usuários que se sentiam frustrados com o novo iPhone. Apesar do upgrade da última versão, ele não se conformava em perder tantas chamadas telefônicas. Durante o treino na academia, em uma reunião de trabalho ou apenas tomando um banho — havia muitos momentos em que era impossível atender.

Koum não conseguia tirar a questão da cabeça: e se houvesse uma maneira de alertar quem o procurasse de que ele não podia atender a uma chamada em determinado momento? Ele imaginou pequenos símbolos com a indicação de disponibilidade, em um aplicativo que estivesse diretamente ligado a um número de telefone — ideia que veio de outra frustração: ele havia perdido o login e a senha do Skype.

Em 24 de janeiro, ele já havia conseguido o nome WhatsApp e registrado a empresa com o amigo e ex-colega de Yahoo Brian Acton. Nos primeiros meses, eles se desapontaram com o baixo volume de downloads do app, mas, quando a Apple apresentou o recurso de notificações push naquele mesmo verão, as alterações de status do WhatsApp começaram a pingar entre os usuários. Assim, nascia o aplicativo de bate-papo mais famoso do mundo, por onde passam cerca de 71,5 trilhões de mensagens todos os anos. E Koum resolvia o seu problema original — a frustração com a perda de chamadas.

O resto é história. A empresa foi adquirida pelo Facebook por US$ 19 bilhões, em 2014.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Forbes no Facebook: http://fb.com/forbesbrasil
Forbes no Twitter: http://twitter.com/forbesbr
Forbes no Instagram: http://instagram.com/forbesbr

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).