O app chinês que faz do e-commerce um ato social

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Usuários do Pinduoduo podem compartilhar os produtos que desejam com amigos e família

A empresa chinesa de comércio social Pinduoduo quer levantar um montante superior a US$ 1 bilhão, apenas seis meses depois de arrecadar US$ 1,6 bilhão na bolsa Nasdaq, com o investimento do portal de serviços Tencent, e pouco mais de três anos após ser criada, em 2015, com o financiamento inicial da Lightspeed China. As receitas provenientes da venda de ações da Pinduoduo na bolsa norte-americana e de ações adicionais de acionistas existentes, incluindo a Banyan Tree Capital, a Sun Vantage Partners e a Lightspeed China, serão direcionadas para pesquisa e expansão dos negócios jovens.

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Não é improvável que o aplicativo de compras consiga levantar o valor desejado. A Pinduoduo é daquelas startups que inventaram um novo modelo de negócio e têm números em ascensão. No aplicativo, o usuário encontra um item que deseja adquirir e, em seguida, pesquisa amigos, familiares e outros conhecidos que possam ter interesse em ganhar um desconto junto. É como se fosse um Groupon, em esteróides. O app faz das compras um ato social para os chineses que gostam de uma barganha.

Com essa proposta, o aplicativo já soma 300 milhões de usuários e vem colocando os líderes do e-commerce da China, como o Alibaba, em alerta. Ameaça encarnada, a Pinduoduo tem sido ridicularizada por rivais pelo fato de vender produtos baratos, principalmente para donas de casa nas áreas rurais chinesas. Não dá para negar seu crescimento e impacto. Em três anos, a receita da Pinduoduo cresceu de zero para US$ 23 bilhões. A ascensão da startup fez do fundador, Colin Huang, um ex-engenheiro do Google, bilionário antes dos 40.

O fundador da Lightspeed China, James Mi, acredita que a Pinduoduo tem o poder de perturbar as gigantes chinesas da web (Baidu, Alibaba, Tencent). O investimento de US$ 10 milhões da Lightspeed na startup, em novembro de 2015, logo após seu lançamento, rendeu à empresa um retorno 40 vezes maior em três anos, segundo Mi, ex-chefe de fusões e aquisições do Google na China, que conheceu Huang trabalhando no Google.

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