Bitcoin pode ‘ressuscitar’ por US$ 20 mil até 2020

Getty Images/Reprodução Forbes
O “milionário” das criptomoedas Erik Finman tem um plano para impulsionar o uso

Resumo:

  • Empresas como o Facebook e a AT&T, além do governos dos Estados Unidos, ajudaram a trazer o assunto de volta;
  • Simplificar o uso da forma de transação é uma das estratégias para atrair novos usuários para as cripto transações;
  • Com 20 anos hoje, Finman comprou sua primeira criptomoeda aos 12 anos e hoje criou o serviço CoinBits.

No final de 2018, o “milionário” das criptomoedas Erik Finman declarou o bitcoin como morto. Em meio a um mercado amargo, que vivenciava baixas de até 90% em várias dessas moedas, o temor era de que o grande experimento criptográfico pudesse chegar a um fim abrupto.

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Mas, desde então, o preço do bitcoin se recuperou e dobrou, ampliando o mercado de criptomoedas, que tem crescido com as notícias de que o Vale do Silício está cada vez mais interessado em adotar a forma de pagamento e a tecnologia de criptomoeda.

Agora, Finman tem dito que uma combinação de seus planos e de outros que ele vê acontecendo no setor de criptomoedas poderia “ressuscitar” o bitcoin e levar seu valor de volta aos quase US$ 20 mil até o final de 2019 graças à adoção da criptografia em empresas como o gigante de mídia social Facebook e o grupo de mídia e telecomunicações AT&T, e aos discursos de candidatos à presidência dos EUA, que têm falado abertamente sobre o tema.

“2019 é o novo 2017 para as criptomoedas”, diz Finman, prometendo que o bitcoin pode continuar sendo a moeda mais valiosa do mundo se conseguir resolver seus principais problemas. “A criptomoeda está dando certo e todas as coisas que estão acontecendo no setor de tecnologia e finanças agora estão impulsionando sua adoção. O blockchain é a ponta.”

Finman, identificado como um “milionário do bitcoin” por empresas como a Yahoo Finance, identificou quatro áreas em que a comunidade das criptomoedas precisa melhorar para que a forma de transação seja capaz de sobreviver e continuar a ser usada.

De acordo com ele, a rede bitcoin precisa de taxas de transação mais baixas, acelerar as operações, interromper as disputas internas e simplificar o uso – tudo muito mais fácil de dizer do que fazer. E, pelo menos um desses itens, talvez seja impossível, já que a natureza democrática e descentralizada do sistema significa que as lutas são quase incentivadas.

O “milionário”, por sua vez, está focado no que ele vê como a mais importante das quatro áreas de melhoria nas quais o bitcoin precisa trabalhar para se manter competitivo em um campo de criptomoedas cada vez mais cheio: aumentar sua adoção.

“As pessoas que vivem e respiram bitcoin, trabalhando de perto com outras que estão na mesma posição, às vezes esquecem que precisam atingir novos indivíduos que ainda não estão na criptografia”, diz Finman, que, atualmente tem 20 anos. Ele comprou seu primeiro bitcoin quando tinha apenas 12.

“Os amigos com quem eu frequentei o ensino médio conhecem as palavras ‘bitcoin’, ‘cryptocurrency’ e ‘blockchain’, mas eles não entendem realmente o que isso significa. Eles conhecem o bitcoin como uma ferramenta de enriquecimento rápido. Isso precisa mudar para que a criptomoeda tenha vida longa.”

Para resolver o problema, Finman está desenvolvendo um serviço chamado CoinBits, que ele afirma ser a melhor maneira de introduzir as pessoas no mundo do bitcoin e da criptografia, diferente de qualquer outra no mercado.

Agora, com 10 funcionários em tempo integral e 10 mil usuários, o CoinBits permite que pessoas nos Estados Unidos comprem bitcoins e convertam pequenas frações de compras reais, feitas com cartão de crédito, em criptomoedas.

Pesquisas recentes no território norte-americano mostraram que, em breve, poderá haver uma demanda real por esses tipos de serviços.

A HBUS, parceira nos EUA da empresa de bitcoin e câmbio de criptomoedas baseada em Singapura Huobi, entrevistou mais de 1 mil norte-americanos entre março e abril deste ano e descobriu que 20% deles tinham interesse nesse tipo de investimento e que os homens são duas vezes mais propensos do que as mulheres. Quase três quartos dos entrevistados (74%) estavam cientes do assunto, e boa parte deles disseram que acreditam que os maiores benefícios são o potencial da tecnologia, privacidade e segurança.

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