LVMH doa US$ 11 milhões para combater incêndios florestais na Amazônia

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Bernard Arnault, CEO do grupo de luxo LVMH

Resumo: 

 

  • O grupo de luxo LVMH, de Bernard Arnault, doará US $11 milhões para ajudar no combate aos incêndios florestais na Amazônia;
  • Segundo um diretor do grupo, Yann Arthus-Bertrand, proteger o meio ambiente requer ações coletivas concretas;
  • A doação vai na mesma linha do compromisso da família Arnault de doar US$ 222 milhões para a restauração da catedral de Notre-Dame.

Bernard Arnault, o homem mais rico da Europa, anunciou que seu grupo LVMH contribuirá com US$ 11 milhões para ajudar a combater os incêndios florestais que atualmente assolam a Amazônia.

VEJA MAIS: Por que a Amazônia não é o “pulmão do mundo”

Os diretores do grupo de luxo, que possui marcas como Louis Vuitton e Moet & Chandon, anunciaram ontem (26) que se uniriam à iniciativa do G7 de proteger a floresta Amazônica, em um “esforço coletivo” para proteger esse “tesouro da herança mundial”.

Dados de satélite mostram que uma parcela da floresta do tamanho de um campo de futebol é perdida para o fogo a cada minuto. O bioma é o lar de três milhões de espécies de plantas e animais e um milhão de indígenas. A Amazônia é muitas vezes referida como o “pulmão do mundo” por sua absorção de dióxido de carbono e a produção de oxigênio.

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Mais de 78.383 incêndios florestais foram registrados no Brasil este ano, o maior número anual desde 2013

O grupo LVMH citou a “honra” francesa de compartilhar a responsabilidade por essa imensa floresta tropical, que se espalha pelas fronteiras do Brasil, Peru e outros países sul-americanos.

Yann Arthus-Bertrand, diretor da LVMH, disse: “Proteger o meio ambiente não é apenas sobre palavras e discursos ou assinar declarações de princípios, mas também requer ações coletivas concretas quando surgem perigos”.

Após a promessa do presidente francês, Emmanuel Macron, de o G7 ajudar a combater o desastre natural com US$ 22 milhões, o presidente Bolsonaro rejeitou a oferta e acusou a França de tratar o Brasil como uma “colônia”.

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O presidente Jair Bolsonaro acusou a França de tratar o Brasil como uma colônia

O chefe de gabinete de Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, disse ao site de notícias G1: “Obrigado, mas talvez esses recursos sejam mais relevantes para reflorestar a Europa”.

Lorenzoni apontou o dedo para a França e para o incêndio da catedral de Notre-Dame em Paris, em abril: “Macron não pode evitar um incêndio previsível em uma igreja que faz parte da herança do mundo e quer dar lições para o nosso país?”.

A doação de US$ 11 milhões da LVMH vai na mesma linha do compromisso da família Arnault de doar US$ 222 milhões para a restauração da catedral de Notre-Dame.

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Um manifestante segura uma bandeira brasileira que mostra o emblema do país em chamas em frente à embaixada do Brasil durante uma manifestação organizada por ativistas da Extinction Rebellion (Rebelião da Extinção) em Bruxelas

No entanto, o ato provocou perguntas de instituições de caridade e políticos sobre a possibilidade de o movimento ter sido motivado por incentivos fiscais, além de críticas após atrasos na transferência do dinheiro para o fundo de reconstrução.

Arnault foi forçado a dizer aos acionistas que sua holding familiar ainda não estava qualificada para isenções de impostos em doações de caridade e descreveu a polêmica como “uma controvérsia vazia”, acrescentando que “é bastante desanimador ver que na França você é criticado por fazer alguma coisa pelo interesse geral”.

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