Como essa empresária cria diamantes a partir de cinzas

ReproduçãoForbes
“Algo que você pode passar e guardar por gerações. Nós pensamos que essa seria uma memória mais bonita”

Resumo:

  • A Eterneva é uma companhia que transforma cinzas em diamantes com o objetivo de honrar entes queridos que morreram; 
  • A empresa trabalha em um segmento que gerou renda de US$ 14,2 bilhões em 2016;
  • A marca foi fundada por Adelle Archer e seu parceiro de negócios, Garrett Ozar, que desde o princípio queriam trabalhar com a pedra preciosa.

Adelle Archer, cofundadora da Eterneva, uma companhia que transforma cinzas em diamantes, decidiu entregar às pessoas uma nova alternativa para honrar os entes queridos que já se foram. Em uma indústria que gerou renda de US$ 14,2 bilhões em 2016, de acordo com o Departamento de Comércio dos EUA, a Eterneva está elevando o nível por meio do poder de inovação.

Após conhecer seu parceiro de negócios, Garret Ozar, no trabalho, a dupla passou por uma fase de grande exploração de ideias de negócios. Os dois começaram a trabalhar nos princípios de uma elaborada companhia de diamante na qual eles venderiam as pedras preciosas. No processo de pesquisas sobre a indústria e conversas com especialistas em diamantes, a mentora de Adelle foi diagnosticada com câncer de pâncreas e faleceu em decorrência.

“Tracy foi simplesmente uma das pessoas mais incríveis que eu conheci na minha vida”, diz Adelle. “Sua família foi impecável nesse momento difícil. Eles deram um pouco de suas cinzas para cada pessoa próxima a Tracy e disseram ‘vá fazer algo que seja de grande significado na história de vocês, que ela fosse amar.’ Eu só conseguia pensar que ela iria odiar uma urna funerária’. Ela tinha aquele tipo de personalidade que nunca a deixaria se aquietar em uma urna para toda a eternidade. Comecei a pesquisar o que fazer com as cinzas e não encontrava absolutamente nada. É um campo que não produz inovações há centenas de anos. Então, aconteceu aquele tipo de situação maluca e inusitada. Em uma noite qualquer, estávamos na mesa de jantar com um cientista de diamantes, e ele mencionou despretensiosamente a possibilidade de extrair carbono das cinzas e criar um diamante a partir disso. Foi uma feliz coincidência, ‘eu literalmente estou tentando achar uma solução sobre o que fazer com as cinzas nos últimos dias.’ falei. Eu não podia pensar em nada mais bonito e significativo. Isso foi realmente o catalisador de tudo”, ela conta.

O histórico de Adelle em tecnologia não era o suficiente para a experiência necessária na arte de criar diamantes. Ela pesquisou e fez ligações profissionais para pessoas que julgou capazes de ajudá-la em sua visão de projeto. “Você precisa conhecer alguém que conhece outro alguém, e então eles te encaminham para um laboratório que parece não ter contato com mídias sociais”, explica. “Acho que minha situação preferida foi com um cientista da Universidade da Califórnia Riverside, que queríamos contatar. Ele não respondia e-mails e nem atendia telefonemas. Acabamos entrando em contato com todos seus alunos graduados pelo LinkedIn e chamamos todos para um café. Um deles disse, ‘vocês realmente deveriam falar com o professor para que ele se unisse à causa’. E nós ficamos, ‘sério? adoraríamos falar com ele’. São muitas dificuldades de contato e descobertas. Isso forma uma barreira para a criação. Você tem de estar realmente disposto a fazer isso acontecer”, lembra.

A Eterneva não apenas cria diamantes a partir de cinzas, mas também mostra ao cliente um processo transparente. No início, Adelle e seu parceiro de negócios perceberam que a empresa tinha que se concentrar em mais do que apenas no diamante. Para expandir os negócios, eles tiveram de se concentrar em oferecer a seus clientes uma experiência única.

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“Quando começamos a empresa”, ela conta, “estávamos apaixonados pela ideia do diamante. É pessoal. Algo que você pode passar e guardar por gerações. Nós pensamos que essa seria uma memória mais bonita. Quando conversamos com nossos primeiros clientes e criamos essa experiência para eles, inicialmente apenas enviando fotos e atualizações sobre o processo, começamos a receber respostas incríveis das pessoas. Eles diziam: ‘Acabei de mostrar as fotos do diamante bruto para todo mundo. Isso é tão significativo. Encaminhei para toda a minha família.’ Foi um momento realmente gratificante quando começamos a receber essas mensagens, foi ali que percebemos que isso é muito mais do que apenas um diamante. Essa é realmente uma oportunidade de criar uma experiência inesquecível para envolver as pessoas na jornada. Nosso objetivo agora é mudar o relacionamento das pessoas com suas perdas, dando-lhes algo de positivo pelo que aguardam ansiosamente.”

Enquanto Archer fazia a transição do mundo corporativo para o empreendedorismo, ela se concentrou nas seguintes etapas para ajudá-la:

  • Não se pressione tanto. Você está se comprometendo por cinco a dez anos de sua vida com sangue, suor e lágrimas no que quer que esteja fazendo;
  • Entenda quem é seu cliente e qual problema você está tentando resolver para garantir que seja uma oportunidade real e não apenas uma ótima ideia;
  • Desenvolva uma mentalidade positiva. Você passará por momentos difíceis, e é a sua atitude em relação às situações que o ajuda a avançar em vez de desistir.

“Nós desenhamos um pequeno círculo”, conclui Archer, “e ficamos tipo ‘tudo bem, o que estamos fazendo faz parte do círculo que está dentro da nossa zona de conforto, o que significa que não estamos crescendo ou expandindo. Então, se estiver um pouco fora da nossa zona de conforto, isso está apenas expandindo esse círculo e o que somos capazes de fazer.’ Penso que inerentemente, a agitação o empurra para fora da sua zona de conforto e faz coisas que podem intimidá-lo. É assustador, mas é isso que faz as coisas acontecerem”, conclui.

 

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