2019 marca fusões e aquisições bilionárias

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Operações de aquisição, fusão e venda de participação movimentaram milhões no Brasil

O iminente anúncio de uma fusão entre as montadoras Fiat/Chrysler e Peugeot – em um negócio avaliado em US$ 50 bilhões -, e a recente oferta de US$ 14,5 bilhões do conglomerado de luxo LVMH pela joalheria Tiffany, chama a atenção para um ano de operações bilionárias, a despeito das incertezas políticas e econômicas que rondam países representativos no comércio global.

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Aqui no Brasil a história não é muito diferente. No primeiro semestre do ano, esses anúncios, incluindo aquisições de controle, incorporações e vendas de participações minoritárias, somaram R$ 108,6 bilhões, volume 20% maior do que o registrado no mesmo período de 2018, de R$ 90,6 bilhões. O destaque foram as operações que movimentaram mais de R$ 1 bilhão, cuja participação foi recorde da série histórica da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), iniciada em 2009. Do total, 36,3% das transações foram superiores a esse valor, sendo que 5,5% passaram de R$ 10 bilhões.

E, embora o número de operações tenha sido ligeiramente mais baixo do que nos seis primeiros meses do ano passado – 55 contra 58 –, a alta no volume em 2019 foi influenciada pelo tamanho maior das transações realizadas: os dez maiores anúncios representaram 78% do montante total.

Veja, na galeria de fotos a seguir, algumas das maiores fusões e aquisições do ano até agora no Brasil, por ordem de valor:

  • Petrobras e TAG (Transportadora Associada de Gás)

    Valor: R$ 33,5 bilhões

    Em junho, após autorização do Ministro do STF, Edson Fachin, a Petrobras concluiu a venda de 90% da sua participação na TAG. O grupo formado pela Engie e pelo fundo canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ) pagou R$ 33,5 bilhões à Petrobras, dos quais cerca de R$ 2 bilhões serão destinados à liquidação da dívida da TAG com o BNDES.

  • Natura e Avon

    Valor: R$ 14,88 bilhões

    A Natura anunciou em maio a compra da rival norte-americana Avon em uma transação baseada em troca de ações que criou o quarto maior grupo de beleza do mundo. A transação, que une as duas marcas mais populares de maquiagem no Brasil, dá aos acionistas da Natura 76% da companhia combinada, que terá receita anual de mais de US$ 10 bilhões, cerca de 40 mil funcionários e presença em 100 países.

  • Petronas e a Petrobras no Campo Tartaruga Verde

    Valor: R$ 10,3 bilhões

    Em abril, a Petronas, petrolífera nacional da Malásia, comprou da Petrobras 50% da participação acionária do campo de Tartaruga Verde, localizado na porção sul da bacia de Campos, aproximadamente a 125 quilômetros de Macaé.

  • Hapvida e Grupo São Francisco

    Valor: R$ 5 bilhões

    Em maio, a empresa de saúde Hapvida, fundada pelo médico Cândido Pinheiro no nordeste do país, anunciou a compra do Grupo São Francisco, em uma operação que marcou a entrada da companhia nos mercados do interior de São Paulo, Centro-Oeste e Sul.

  • Kroton e Somos Educação

    Valor: R$ 4,6 bilhões

    A Kroton Educacional, líder no setor de educação superior privada no Brasil, fechou em abril a compra do controle da Somos Educação, da Tarpon Gestora de Recursos. A empresa, especializada em educação básica, tem escolas próprias e cursos pré-vestibulares, além das editoras Ática, Scipione e Saraiva e da escola de inglês Red Ballon.

  • América Movil e Nextel

    Valor: R$ 3,4 bilhões

    A mexicana pertencente ao bilionário Carlos Slim e dona da Claro anunciou, em março, a compra da brasileira Nextel. A operação criou a segunda maior companhia de telefonia do Brasil, ultrapassando a Tim.

  • CGN Energy e Enel

    Valor: R$ 2,9 bilhões

    A companhia elétrica italiana Enel assinou, por meio da subsidiária Enel Green Power, um contrato para a venda de 540 megawatts em usinas eólicas e solares no Brasil à chinesa CGN Energy International Holdings logo no começo do ano.

  • Bradesco e BAC Florida Bank

    Valor: R$ 2 bilhões

    Em maio, o Bradesco fez sua primeira aquisição internacional. O banco brasileiro comprou o norte-americano BAC Florida Bank, especializado em contas de grande volume de dinheiro. A operação é parte da estratégia para reduzir a distância que o separa dos principais concorrentes brasileiros.

  • Petrobras e Chevron

    Valor: R$ 1,8 bilhão

    Em maio, a Petrobras informou a conclusão da venda de Pasadena, no Texas, para a Chevron. A refinaria foi alvo de uma série de denúncias de corrupção investigadas pela Lava Jato.

  • Arco Educação e Positivo

    Valor: R$ 1,6 bilhão

    A Arco Educação anunciou, em maio, a aquisição de 100% do capital do Sistema Positivo de Ensino, passando a atender 1,2 milhão de alunos em 4,8 mil escolas do país.

  • BRF e Tyson Foods

    Valor: R$ 1,2 bilhão

    A BRF anunciou, em fevereiro, a venda de suas operações na Tailândia e Europa para a Tyson Foods. A operação envolveu seis fábricas: quatro no país asiático, uma na Holanda e uma no Reino Unido.

Petrobras e TAG (Transportadora Associada de Gás)

Valor: R$ 33,5 bilhões

Em junho, após autorização do Ministro do STF, Edson Fachin, a Petrobras concluiu a venda de 90% da sua participação na TAG. O grupo formado pela Engie e pelo fundo canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ) pagou R$ 33,5 bilhões à Petrobras, dos quais cerca de R$ 2 bilhões serão destinados à liquidação da dívida da TAG com o BNDES.

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