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8 empresárias para conhecer no Dia do Empreendedorismo Feminino

A data comemorada hoje (19) foi estipulada pela ONU com objetivo de dar visibilidade às mulheres de negócios

4 min
gettyimages-LuisAlvarez
gettyimages-LuisAlvarezHá mais de 24 milhões de empreendedoras no Brasil, número pouco inferior aos homens, que chega a 25 milhões

Resumo:

  • O cenário do empreendedorismo feminino está em ascensão, mas ainda enfrenta muitos desafios; 
  • A demanda familiar e a falta de estímulos para capacitação feminina na área são alguns dos problemas enfrentados pelas mulheres que desejam abrir seus próprios negócios; 
  • No Dia do Empreendedorismo Feminino, comemorado hoje (19), conheça a trajetória de oito empresárias para se inspirar.

Em 2014, 19 de novembro foi estipulada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como Dia do Empreendedorismo Feminino. A ideia era chamar atenção para as mulheres empreendedoras e para o impacto econômico e social transmitido por elas. 

De lá para cá, o cenário melhorou. Segundo a pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor, conduzida pelo Sebrae em 2017, há mais de 24 milhões de empreendedoras no Brasil, número pouco inferior aos homens, que chega a 25 milhões. Além disso, hoje as mulheres já representam quase metade dos pequenos negócios do Brasil, revela Ana Fontes, fundadora e CEO da Rede Mulher Empreendedora (RME). 

Porém, ainda há muito caminho a percorrer. Segundo estudos realizados pela própria RME nos últimos quatro anos, os pequenos negócios são maioria no empreendedorismo feminino, com faturamento médio mensal de até R$ 2.500 e poucos funcionários.

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O ambiente ainda complexo e em crescimento enfrenta desafios como o tempo dedicado ao trabalho e a capacitação de negócios para as mulheres. Ainda considerando dados da última pesquisa da RME, as empreendedoras investem 24% mais tempo com os filhos e a família do que os homens. O investimento domiciliar acaba implicando algumas dificuldades no crescimento profissional da mulher empreendedora, que na maioria dos casos precisa cuidar das crianças, da casa e do negócios em um grande malabarismo.

O equilíbrio parece ser a palavra chave da situação. Enquanto a mulher se desdobra para cumprir com todas as suas obrigações, também esbarra em mais uma questão que pede esforços vigorosos: a falta de capacitação na área de negócios. O cenário não é o mesmo em todos os âmbitos estudantis. Segundo os dados da empresa de Ana Fontes, 69% das mulheres tem graduação ou pós-graduação, contra 44% dos homens. Por outro lado, quando falamos em gestão financeira, a área de negócios em si, apenas 28% sentem-se seguras com essa atividade, contra 47% dos homens.

Para Ana, esses números desequilibrados possuem forte relação com o âmbito majoritariamente masculino. “A primeira reação é o desconforto, você não se sente parte daquele ambiente”, revela. Além disso, a empreendedora explica que o apoio dos investidores também afetam na autoconfiança da mulher, “de todas as startups que recebem investimento, apenas 9% são de mulheres”. 

Ana ressalta a importância do reconhecimento para incentivar o cenário empreendedor promissor. “É importante estarmos juntas e mostrarmos para o ecossistema empreendedor que as mulheres estão aí. Elas lideram esses negócios e precisam, sim, de apoio e reconhecimento como agentes de transformação social”.

Separamos oito histórias de mulheres que nadaram contra a corrente e foram bem-sucedidas em seus negócios:

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