CEO do McDonald’s é demitido por relação consensual com funcionária

Getty Images / Drew Angerer.
Steve Easterbrook, CEO do Mc Donald’s, foi demitido após quebrar regras de conduta da empresa por meio de relação consensual com funcionária

Resumo:

 

  • O CEO do McDonald’s, Steve Easterbrook, foi demitido por ter um relacionamento consensual com uma funcionária, de modo a quebrar as regras de conduta pessoal da empresa;
  • Ele foi imediatamente substituído pelo diretor da rede McDonald’s dos EUA, Chris Kempczinski, que em um comunicado chamou Easterbrook de “mentor paciente e prestativo”;
  • O executivo de 52 anos é creditado por reformular a gigante do fast food por meio da apresentação de novos restaurantes, menus, políticas ecológicas e aumento do salário dos funcionários.

O CEO do McDonald’s, Steve Easterbrook, tido como o responsável por reformular a gigante do fast food, foi demitido após quebrar as regras da empresa por ter um relacionamento consensual com uma funcionária.

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O conselho da empresa votou pela saída de Easterbrook após uma investigação sobre o relacionamento. Pelas regras de conduta pessoal da companhia, os gerentes não podem ter relacionamentos com subordinados.

O executivo britânico divorciado declarou aceitar a decisão, em um email para os funcionários. “Dados os valores da empresa”, escreveu, “concordo com a decisão do conselho de que é hora de seguir em frente”. Easterbrook também renunciou à sua cadeira no conselho ontem (3).

Ele foi substituído pelo diretor da rede McDonald’s dos EUA, Chris Kempczinski, que em um comunicado chamou Easterbrook de “mentor paciente e prestativo”.

O empresário de 52 anos, que estava no comando da gigante de fast food desde 2015, foi creditado por reformular a icônica cadeia de hambúrgueres por meio da apresentação de novos restaurantes, menus, políticas ecológicas e aumento do salário dos funcionários.

Easterbrook entrou na rede pela primeira vez em 1993. Em 2011, ele saiu para liderar outras cadeias alimentares populares, como Pizza Express e Wagamama.

O executivo voltou ao cargo de diretor de negócios do McDonald’s do Reino Unido em 2013 e, sob seu comando, supervisionou uma série de mudanças que impulsionaram o crescimento na rede no país antes de ser nomeado CEO, dois anos depois.

Sob sua liderança, as ações da empresa quase dobraram, atingindo uma alta histórica de US$ 221,15 por ação, no início deste verão na América do Norte.

Easterbrook também enfrentou críticas por sua remuneração anual, que totalizou quase US$ 16 milhões no ano passado, enquanto seu salário atingiu um pico de US$ 21,8 milhões em 2017, um valor milhares de vezes maior que o salário médio anual de US$ 7.500 dos funcionários dos restaurantes da rede. A empresa também ficou abaixo das estimativas de ganhos no mês passado, enquanto lutava para competir com outros gigantes do fast food, como Wendy’s e Restaurants Brands International, proprietária da Burger King e Popeyes.

Outros casos

O chefe da Intel, Brian Krzanich, foi demitido no ano passado por ter um caso com uma subordinada. Embora as relações românticas entre gerente e funcionário não sejam ilegais, as empresas geralmente adotam políticas que proíbem o namoro para evitar alegações de tratamento preferencial ou ações judiciais decorrentes de avanços indesejados bem como assédio sexual. Algumas empresas adotam um contrato de relacionamento consensual que exige que gerente e funcionário concordem que o relacionamento não irá interferir no trabalho.

Em agosto, o McDonald’s anunciou um novo programa de treinamento para funcionários, focado em assédio sexual no local de trabalho, em resposta ao escrutínio sobre como a empresa lida com esta conduta nos restaurantes.

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