Hacker português está por trás de revelações do "Luanda Leaks"

Rui Pinto está aguardando julgamento em Lisboa por extorsão e outros crimes.

Redação, com Reuters
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Isabel dos Santos negou irregularidades e diz que os vazamentos fazem parte de uma parceria politicamente motivada pelo governo do sucessor de seu pai

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Um hacker português assumiu a responsabilidade pela divulgação de centenas de milhares de arquivos que revelaram como a bilionária angolana Isabel dos Santos, filha de um ex-presidente de Angola, construiu seu vasto império, disseram os advogados dele nesta segunda-feira (27).

O hacker Rui Pinto, de 31 anos, está aguardando julgamento em uma prisão de Lisboa por extorsão e outros crimes. Ele também reivindicou estar por trás “do Football Leaks” — um vazamento de 70 milhões de documentos que expuseram as negociações dos clubes de futebol europeus. Sua equipe de defesa diz que ele age em defesa do interesse público.

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Os advogados William Bourdon e Francisco Teixeira da Mota disseram que seu cliente também está por trás do “Luanda Leaks” — mais de 700.000 documentos “que contêm todos os dados relacionados com as recentes revelações sobre a fortuna de Isabel dos Santos, sua família e de todos os atores que podem estar envolvidos”.

Rui Pinto entregou um disco rígido com os documentos para a Plataforma de Proteção de Denunciantes na África (PPLAAF) no final de 2018, disseram os advogados. O PPLAAF o transmitiu ao Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), que, juntamente com 37 parceiros da mídia, divulgou suas descobertas na semana passada.

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Isabel dos Santos, cujo pai José Eduardo dos Santos deixou o poder em 2017 após governar Angola por 38 anos, negou irregularidades e diz que os vazamentos fazem parte de uma parceria politicamente motivada pelo governo do sucessor de seu pai.

Desde que surgiram as investigações sobre o “Luanda Leaks”, Angola anunciou que Isabel e vários associados são alvos de uma investigação criminal.

O ICIJ e o PPLAAF confirmaram nesta segunda-feira que Rui Pinto foi a pessoa por trás dos vazamentos. O advogado Bourdon também é co-fundador e presidente do PPLAAF.

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