Lucro do Softbank cai 99%, mas ações sobem 14% na semana; entenda por quê

reproduçaoforbes
Atualmente, o conglomerado japonês tem um valor de mercado de US$ 110 bilhões

Apesar de o SoftBank Group ter reportado hoje (12) queda de 99% nos lucros do terceiro trimestre, suas ações ganharam força recentemente, em grande parte graças à aprovação de uma fusão entre a Sprint e a T-Mobile, de propriedade do SoftBank.

O Vision Fund do SoftBank sofreu uma perda de US$ 2 bilhões no último trimestre depois de amortizar os investimentos no WeWork e na Uber, cortando em 99% o lucro operacional da empresa –de quase US$ 4 bilhões para menos de US$ 25 milhões, na comparação com o ano anterior.

As ações do SoftBank caíram um pouco com as notícias do dia, retração de 0,6%, conforme o fundador Masayoshi Son disse que o recente desempenho ruim do fundo assustou os investidores e causou grandes perdas.

Son supostamente reduziu suas ambições para um segundo Vision Fund, após a desastrosa aposta do SoftBank no WeWork e a pressão do fundo de hedge do investidor ativista Paul Singer, o Elliott Management.

Apesar dos resultados sombrios, as ações do SoftBank estão em grande parte estáveis ​​–sem queda substancial na quarta-feira, especialmente depois que subiram 12% ontem (11), quando um juiz federal aprovou a fusão de US$ 26 bilhões entre a T-Mobile e a Sprint.

LEIA MAIS: Apple faz movimentação na área de segurança que pode afetar todos os usuários

As ações da Sprint dispararam 77%, e o SoftBank, que possui quase 85% da Sprint, faturou mais de US$ 12 bilhões em papel.

A divulgação de resultados da empresa ocorre em meio a discussões em andamento com o fundo ativista Elliott Management, que acumulou uma participação de US$ 2,5 bilhões no conglomerado japonês e está pressionando por recompras de ações, melhor governança corporativa e mais transparência nos investimentos do Vision Fund.

Com tudo isso, as ações da SoftBank subiram quase 20% no ano. Atualmente, o conglomerado japonês tem um valor de mercado de US$ 110 bilhões, contra US$ 90 bilhões no início de 2020. O fundador e CEO da SoftBank, Masayoshi Son, é a segunda pessoa mais rica do Japão, com patrimônio líquido de US$ 24,2 bilhões, segundo estimativas da Forbes. Sua fortuna aumentou US$ 2,3 bilhões só ontem, quando a T-Mobile e a Sprint obtiveram aprovação para sua fusão.

“A maré mudou”, disse Son em entrevista coletiva, enquanto tentava destacar o desempenho aprimorado do Fundo Vision. “Não há mudança na minha visão ou estratégia básica.” Em termos de atender às demandas ativistas do Elliott, Son disse que seus próprios interesses estavam “basicamente alinhados” com outros acionistas, especialmente porque o fundo ativista tem uma participação de 25% na SoftBank.

As ações da SoftBank caíram 12% no segundo semestre de 2019, em meio a perdas crescentes de apostas perdidas em startups de tecnologia não comprovadas. O SoftBank gastou cerca de US$ 10 bilhões para resgatar o WeWork em outubro, depois que a empresa cancelou seu IPO e quase ficou sem dinheiro para financiar seus negócios. As ações da Uber, por outro lado, perderam quase 25% de seu valor em 2019, após a abertura de capital em maio, embora tenham se recuperado desde então.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).